Dando asas à informação

Buscas do Google tem novo cérebro, o que muda para você?

No início deste mês o Google atualizou significativamente como os resultados de buscas são exibidos na primeira página. O novo algorítmo — que está até o momento funcionando apenas para o Google em inglês e chama-se Knowledge Graph (Grafo do Conhecimento em tradução livre)  — exibe, no painel à direita, fatos do objeto da busca ao invés da simples lista de links onde as resposta podem estar (clique na imagem acima).

Se você pesquisar por “Hubble“, por exemplo, verá no painel da direita, foto do telescópio espacial, alguns dos fatos mais proeminentes como introdução e uma espécie de currículo. Buscas por lugares exibem fotos, mapas, bandeiras e dados demográficos além de pontos de interesse. Outras buscas passaram a mostrar algumas miniaturas diretamente na página de resultados como quando pesquisamos por matéria escura, mas dependendo das suas configurações de navegador podem não aparecer.

O Knowledge Graph ainda não está funcionando para buscas no Google Brasil, pois o algoritmo está em fase de teste. Mas já está aparecendo em outros produtos do Google em inglês. Talvez venha a ser utilizado para tornar todo o software da empresa mais inteligente no futuro.

Esta é uma característica que nasceu no buscador Wolfram Alpha em 2009 que, por sinal, responde algumas perguntas bem mais complexas que o Knowledge Graph do Google até o momento.

O Google quer mudar a velha técnica de combinar palavras e frases e fazer o buscador entender realmente o que elas significam. Em outras palavras o Knowledge Graph é uma colossal base de dados que interliga pessoas, coisas e fatos entre si. O projeto se iniciou em 2010 quando o Google comprou a empresa conhecida como Metaweb. A metabase que na época continha apenas 12 milhões de registros agora tem 500 milhões com 3,5 bilhões de conexões entre si.

No Youtube a nova tecnologia está sendo utilizada para agrupar vídeos por tópico e oferecer sugestões aos usuários com base no que já assistiram. Também pode ser utilizado para sugerir a leitura de notícias com base em fatos mencionados em algo que você esteja lendo no momento.

O resultado de uma busca convencional mostra coincidências em termos de pesquisa ao invés do significado daquela informação. Os algoritmos tentam determinar as palavras mais importantes nas suas buscas (baseado em o que foi buscado anteriormente sobre o assunto) e em seguida o programa acessa uma lista de páginas pela internet que sabe que contém informação correlata com estes termos de busca. Isso se chama índice reverso. No fim outro cálculo é feito para delegar importância aos resultados exibidos ao usuário (ranking). Se tudo estiver certo o que você busca estará em ao menos uma daquelas páginas do resultado.

Maso o Knowledge Graph agora tenta interpretar o pedido do usuário para buscar informações relevantes diretamente.

As buscas de visitantes anteriores “ensinam” o algoritmo no que as pessoas estão interessadas. Este processo ajuda o Knowledge Graph a fazer novas conexões entre conceitos. É um primeiro passo a uma “busca semântica”, quando o software consegue interpretar o significado das informações na internet ao invés de simplesmente conectar palavras e termos correlatos.

Porque você não acessa o Google em inglês e procura alguns resultados interessantes, curiosos ou até engraçados do Google Knowledge Graph e inclui o link nos seus comentários abaixo?

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