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Cientistas descobrem evidência de água líquida em cometa

Cientistas da NASA descobriram evidências convincentes de água em estado líquido dentro de um cometa.

Essa é a primeira vez que tal coisa é considerada possível. O resultado foi obtido através do estudo de pequenos grânulos de um cometa, enviados para a Terra pela sonda Stardust da NASA.

A pesquisa deve ajudar os astrônomos a entenderem melhor como os cometas se formam e evoluem. Em particular, mostra que eles podem aquecer o suficiente o gelo que compõe a maior parte de sua massa para derretê-lo, informação inédita para a ciência.

Os pesquisadores analisaram as minúsculas partículas do cometa Wild 2, que vieram de uma nuvem difusa de material em torno de seu núcleo em uma “viagem” do cometa de 2004. As amostras chegaram a Terra em uma cápsula, dois anos depois.

Através de microscopia eletrônica e análise de raios-X, os pesquisadores descobriram minerais que se formam na presença de água líquida na poeira do cometa.

Como os cometas passam a maior parte de suas vidas nas profundezas geladas do exterior do sistema solar, encontrar sinais de água líquida dentro de um deles foi inesperado.

Segundo os cientistas, quando o gelo derreteu em Wild 2, a água quente resultante dissolveu os minerais presentes e precipitou sulfeto de ferro e cobre.

Os sulfetos se formaram entre 50 e 200 graus Celsius, temperaturas muito mais quentes do que as abaixo de zero previstas para o interior de um cometa.

Além de fornecer evidências de água líquida, os minerais aumentam o limite de temperaturas experimentadas durante a origem e história do Wild 2. Por exemplo, os pesquisadores descobriram uma forma de um mineral de sulfeto de cobre e ferro, chamado cubanita, que existe apenas abaixo de 98,89 graus Celsius. Tais restrições térmicas permitem uma análise detalhada do papel que a temperatura desempenhou durante a história do cometa Wild 2.

Segundo os pesquisadores, o interior do comenta pode ter aquecido de várias maneiras diferentes. Pequenas colisões com outros objetos, por exemplo, e decaimento radioativo de elementos encontrados em todo o cometa são teorias do que pode ter acontecido.

Os cometas são pedaços que sobraram da juventude do sistema solar, por isso aprender mais sobre sua estrutura e evolução poderia ajudar a esclarecer as origens do próprio sistema solar.

A principal conclusão do estudo, no entanto, é que ele reforça o fato de que os cometas são corpos ativos e mutáveis, diferentes uns dos outros; são entidades individuais com histórias geológicas únicas.

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