Dando asas à informação

10 animais familiares que fazem sons surpreendentes

Sabemos que cachorros latem e gatos miam, e reconhecemos facilmente esses sons. Mas, com tantos bichos neste mundo, não é de se admirar que grande parte do reino animal permaneça misterioso. Às vezes, até mesmo os animais mais comuns podem nos surpreender. Cada espécie tem sua própria maneira de se comunicar, e algumas podem soar de uma maneira que você não esperaria.

10. Guepardos gorjeiam como pássaros


O guepardo (ou chita) é o animal terrestre mais rápido do mundo. Uma vez amplamente difundido em toda a África e Ásia, a interação com os seres humanos tem reduzido os números asiáticos para algumas dezenas. As maiores concentrações destes animais encontram-se agora na Namíbia, Botswana, Zimbabwe, Quênia e Tanzânia. Ao contrário dos outros grandes felinos (que tecnicamente pertencem ao gênero Panthera), guepardos e pumas não podem rugir, porque não têm o osso necessário, de duas peças, da tireoide. Em vez disso, guepardos gorjeiam como pássaros, o que é, talvez, apropriado, dada a sua velocidade de falcão. Nenhum outro gato faz barulho semelhante. Guepardos também se comunicam ronronando, teoricamente através do uso de um osso hioide na garganta. Por outro lado, pensava-se que felinos que rugiam, como leões, tigres, leopardos e onças, eram incapazes de ronronar, uma vez que não possuem o osso hioide. No entanto, observações mais recentes sugerem que felinos que rugem podem ronronar, só não podem fazer quaisquer outros ruídos ao mesmo tempo, como outros gatos podem.

9. Cães da raça Basenji não latem, “cantam”


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Cães da raça Basenji são nativos da África Central. No passado, eram utilizados como caçadores. A raça deixou o Congo nos tempos antigos como um presente aos egípcios faraós, mas não chegou à Europa e à América até meados de 1900. O Basenji não late, devido a sua laringe estreita. Mas é capaz de fazer outros sons, que podem lembrar um uivo, um choro ou “iodelei” (do canto “yodel”, vocalização que cria um som que muda rapidamente e repetidamente). Provavelmente, essa característica do Basenji foi criada deliberadamente pelos seres humanos. Latidos podiam ser alarmantes para caçadores rivais ou espantar as presas. Basenjis são conhecidos por sua notável inteligência, bem como sua tendência a ser teimosos. Além disso, enquanto certamente podem aprender comandos, eles também podem optar por ignorá-los.

8. Cusu-de-orelhas-grandes parece uma serra elétrica


O cusu-de-orelhas-grandes é um marsupial, parente do gambá, comum em toda a Austrália (e Nova Zelândia, depois de ter sido introduzido lá). Onívoros oportunistas, esses animais têm uma propensão para comer os jardins das pessoas, mas também podem roubar ovos de ninhos de aves. Quando um cusu-de-orelhas-grandes está tentando intimidar ou assustar um animal, ele grunhe como uma serra elétrica ou um carro ficando sem gasolina. Mas, como a coruja, também é capaz de “guinchar”, liberando um som agudo, como um grito horripilante. Outra curiosidade é que sua pele é extremamente leve, mas incrivelmente quente, semelhante à pele de urso polar, com a sensação de seda. Quando os europeus chegaram à Austrália, eles viram um grande potencial no uso desses marsupiais para estabelecer um comércio de peles.

7. Elefantes bramam para se organizar


Elefantes bramam. Esse “rugido” é a forma como eles se comunicam com mais frequência. O som é causado por uma vibração feita na garganta, e ajuda os elefantes a se organizarem. Por exemplo, eles bramam para estabelecer sua estrutura hierárquica (fêmeas lideram o rebanho; machos adultos vivem separadamente), para dizer a outros rebanhos que é a sua vez de usar o bebedouro, para coordenar um rebanho a salvar um filhote de afogamento, etc. Esses sons podem viajar até mesmo vários quilômetros (é como os machos sabem quando é hora de acasalar). Alguns rosnados são tão baixos que só podem ser ouvidos por elefantes. Todas as espécies deste animal se comunicam via bramido. Ruídos de elefantes bebês foram o principal componente para criar o rugido do Tiranossauro rex no filme Jurassic Park.

6. Coruja-das-torres não pia, mas guincha agudamente


A coruja-das-torres é encontrada em todos os continentes, exceto na Antártida. Ela já se parece com algo saído de um filme de terror, e seu grito só completa o conjunto. O animal não pia como as outras corujas, e parte logo para um guincho agudo horripilante, que geralmente dura cerca de dois segundos (e é repetido várias vezes, embora com pouca frequência). Os machos gritam para convidar fêmeas a inspecionar um ninho ou para assustar ameaças; fêmeas, que gritam com muito menos frequência, geralmente o fazem para pedir comida. Seus filhotes também podem guinchar para ameaçar intrusos, o que não é menos assustador do que o som agudo emitido pelos adultos.

5. Porquinhos-da-índia parecem videogames antigos


O porquinho-da-índia se comunica com um barulho que lembra o som de um videogame antigo. O barulho é como um guinchar agudo, e geralmente transmite excitação, antecipação ou fome. Os animais também expressam raiva, medo ou agressão através de ruídos parecidos, acompanhados de um ranger de dentes. Resmungos mais baixos podem ser para manter contato com outros porquinhos-da-índia. Estes bichos fofíssimos, originais da América do Sul, foram muito usados como fonte de alimento no passado. Eles são roedores, e nem um pouco relacionados com os porcos, apesar de seu nome.

4. Uapitis fazem sons bizarros que misturam gritos e grunhidos


Uapiti, o primo exibido do veado, é nativo da América do Norte e leste da Ásia. Esses animais moram em regiões montanhosas, e podem alcançar 2,7 metros de altura, incluindo chifres. Seu período de acasalamento começa quando o verão termina, no qual machos competem pelas fêmeas. Parte do ritual para conquistar uma parceira envolve fazer um ruído bizarro que lembra uma corneta, em uma melodia assustadora aumenta para um guincho-grito, e finaliza em uma série de grunhidos. Esses chamados duram do crepúsculo ao amanhecer, de setembro a outubro. Tempo suficiente para cortejar muitas fêmeas e perturbar todos os outros animais da floresta.

3. Lobos-guará rugem como leões e latem como Rottweilers


Se você combinar o rugido de um leão com o rosnado de um Rottweiler, vai obter o rugido-rosnado do lobo-guará. Embora classificado como quase ameaçado de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza, o lobo-guará é amplamente distribuído em toda a América do Sul, pela Bolívia, Paraguai, Argentina, Peru e Brasil. Embora seja um canídeo, não é, na verdade, um lobo, e pertencente a um gênero inteiramente distinto (Chrysocyon). Lobos-guará lembram raposas e caçam de forma independente. Seu rugido-rosnado é impressionante, mas eles na verdade se comunicam principalmente através do cheiro: sua urina pode ser detectada mais de um quilômetro de distância, e pode ser interpretada como uma advertência, demonstrar interesse sexual ou indicar saúde do animal. Ao contrário de muitos outros canídeos, lobos-guará não uivam ou ladram, mas rosnam (quando ameaçados) e ganem (em saudação).

2. Sabiás cantam e imitam diversos sons


Sabiás gostam de cantar e não se limitam a um gênero musical. Existem várias subespécies desses pássaros residentes do México, EUA, Bahamas, Galápagos, Cuba e outras ilhas do Caribe, mas a mais difundida é o rouxinol do Norte. Como um pássaro-lira em miniatura, o rouxinol aprende canções de uma dúzia de outras aves (e até mesmo rãs), e as imita para que todos possam ouvir. Essas aves buscam novas serenatas suas vidas inteiras. Elas cantam cada imitação por cerca de 20 segundos, antes de passar para a próxima. Tanto o macho quanto a fêmeas cantam, e são propensos a fazer isso o dia todo. Se você ouvir um rouxinol cantando à noite, é mais do que provável que seja um macho desesperado para acasalar.

1. Raposas vermelhas podem latir estridentemente


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A raposa vermelha, a maior espécie de raposa, é um dos mamíferos mais bem sucedidos do mundo. Por sua capacidade de adaptação, conseguiu preencher quatro continentes. Na verdade, tem a área de distribuição mais ampla de qualquer membro vivo da ordem Carnivora (embora seja onívora na prática). Apesar de ser tão comum, a raposa vermelha é bastante evasiva. Sua cauda peluda e aparência esbelta a fazem parecer um tanto felina, mas ela é na verdade um canídeo, relacionada aos cães e lobos. A raposa não é um animal particularmente vocal, mas pode fazer sons. Enquanto raposas usam mais suas caudas e cheiros para se comunicar, podem emitir um latido alto e estridente, normalmente ouvido durante o acasalamento ou devido a conflitos. Também podem fazer vocalizações guturais durante lutas. [Listverse]

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