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10 criaturas marinhas que poderiam pertencer a outro planeta

Imagine um filme sobre um alienígena com tentáculos que podem mudar de forma, que pode tornar-se invisível e atirar uma nuvem ofuscante de produtos químicos em seus inimigos. Exceto que não é necessário um alienígena; a estrela desse filme poderia ser um simples polvo.

Confira outras criaturas marinhas aterrorizantes que parecem pertencer a outro planeta:

10. Água viva Atolla

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Águas vivas do gênero Atolla são bastante comuns. Elas podem ser encontradas em todos os oceanos do mundo, mas você não deve se deparar com elas na praia, pois geralmente vivem mais de 700 metros abaixo da superfície. Como muitas criaturas do fundo do mar, elas são bioluminescentes (acendem como vaga-lumes). Mas não usam suas luzes para capturar presas, como outros animais fazem, e sim para escapar de um predador. Quando é capturada, emite um frenesi de pulsos luminosos, como uma luz estroboscópica, que atrai peixes ainda maiores que vão em direção ao seu atacante, dando-lhe uma chance de fugir. Essa água viva também tem um único tentáculo alongado que usa para capturar presas. Ela agarra sua vítima com o fim do tentáculo e arrasta a criatura indefesa através da água, até que esteja cansada demais para lutar.

9. Peixe-gelo

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Extremófilos (animais que vivem em condições extremas) são, via de regra, bastante incomuns. Mas o peixe-gelo antártico pode superar as expectativas. Como o nome sugere, esses animais são encontrados em águas profundas ao redor da Antártida, geralmente em temperaturas inferiores a 0° C e em profundidades de até um quilômetro. Eles são totalmente incolores; mesmo o seu sangue é transparente – não contém qualquer hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio e dá ao sangue sua vermelhidão. Eles são os únicos vertebrados no mundo com essa característica, e os pesquisadores ainda estão tentando descobrir por que a desenvolveram. Em cima disso, seu sangue contém uma proteína anticongelante, o que impede que os tecidos moles do peixe congelem. É por causa dessa proteína que os animais podem viver em temperaturas abaixo de zero.

8. Camarão-imperador

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Muitos animais possuem cores vibrantes com propósitos como camuflagem ou avisar seus predadores de que é venenoso (e assim não ser comido). Já a cor marcante do pequeno camarão-imperador parece não servir a qualquer propósito. Não temos ideia de por que eles são tão coloridos, apesar do fato de que têm sido estudados desde 1967. É possível que eles simplesmente não tenham necessidade de camuflagem, já que vivem quase que exclusivamente sobre as costas de um tipo de lesma marinha, especificamente Hexabranchus marginatus, que tem poucos predadores, pois absorve toxinas de alimentos. Não há realmente nada no oceano que possa atacá-los, então talvez por isso eles estejam se mostrando.

7. Dragão azul

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A maioria dos animais come coisas menores do que eles. O dragão azul, uma lesma marinha, por outro lado, ri na cara da razão e vai direto para criaturas maiores e mais perigosas, como a venenosa caravela-portuguesa ou outros dragões azuis. Ao comer os tentáculos da caravela, essas lesmas absorvem suas células urticantes, que armazenam em sacos em seus corpos para usar mais tarde para autodefesa. Além disso, enquanto a maioria das lesmas do mar rasteja no fundo do oceano, dragões azuis engolem uma bolha de ar e flutuam logo abaixo da superfície da água.

6. Felimare picta

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A Felimare picta é uma espécie de lesma do mar que vive em águas subtropicais quentes, particularmente em torno do Mar Mediterrâneo e do Golfo do México. Elas são na verdade uma subseção dos nudibrânquios, que são moluscos bastante pequenos – normalmente só crescem até 20 centímetros, embora alguns possam chegar a 64 centímetros. Em vez de usar conchas como proteção, como outros moluscos, essas criaturas têm alguns outros truques na sua manga colorida, como suor ácido. Bem alien, não é?

5. Nemanthus annamensis

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As águas do Indo-Pacífico são a casa da Nemanthus annamensis. Essa anêmona do mar produz algo chamado cnidócito, que é essencialmente uma pequena granada tóxica. Quando algo ou alguém encosta nesses animais, essas células venenosas explodem, enviando arpões paralisantes. O processo biológico que dispara o veneno da anêmona é uma das reações mais rápidas do reino animal. Demora menos de 700 nanossegundos para o cnidócito atirar a sua carga mortal (um nanossegundo é um bilionésimo de um segundo).

4. Wunderpus photogenicus

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Com um dos melhores nomes latinos no reino animal, Wunderpus photogenicus é um raro polvo predatório encontrado na costa das Filipinas. Seu nome vem do fato de que as pessoas gostam de tirar fotos deles – eles são fotogênicos. Mas, ao contrário de filhotes de gatinhos, não são nada fofinhos. Esses animais são na verdade caçadores crepusculares (caçam ao amanhecer e ao crepúsculo) que perseguem presas rastejando ao longo do fundo do mar com seus tentáculos achatados. Sua coloração brilhante se mistura com a areia e com os corais. Mas se você tentar atacar um, ele de repente torna-se um incêndio violento de vermelho e laranja, alertando os predadores para ficar longe. E como a maioria dos polvos, esses são notavelmente inteligentes. O vídeo abaixo mostra um indivíduo criando uma parede de coral para se esconder atrás.

3. Peixe-leão

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Existem 10 espécies de peixe-leão. Selvagemente belos e incrivelmente perigosos, todas as 10 espécies são nativas do Oceano Índico e Pacífico sul, apesar de duas espécies terem sido introduzidas à Costa Leste da América do Norte nos anos 90. Isto foi um problema, porque eles se reproduzem como coelhos subaquáticos e não têm predadores naturais. Na verdade, sua explosão populacional já levou pesquisadores em Honduras a tentar treinar tubarões para comer peixes-leão. Normalmente, as feras do mar não chegam nem perto desses terríveis “peixinhos”. O único perigo real para os peixes-leão é, ironicamente, eles mesmos: na ausência de alimento, eles comem um ao outro.

2. Sifonóforo

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É necessário um senso de escala para realmente apreciar o sifonóforo, criatura que vive no fundo do mar e pode atingir comprimentos de mais de 40 metros. Isso é maior que um prédio de 13 andares e do que uma baleia azul, o maior animal vertebrado do mundo. Mas ele não é realmente um único animal, e sim uma colônia de milhões de criaturas chamadas zoóides. Cada conjunto de zoóides tem uma finalidade específica: alguns são responsáveis por comer, outros por digerir alimento, outros têm a tarefa de defender a colônia, etc. Quando todos trabalham juntos, funcionam como um único organismo. Eles vivem em grandes profundidades (cerca de um quilômetro para baixo) e estão constantemente sob uma quantidade enorme de pressão, por isso são difíceis de estudar. Quando trazidos muito perto da superfície, eles “estouram” como um balão, devido à pressão reduzida.

1. Verme Bobbit

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Não há nada sobre o verme Bobbit que não seja grotesco ou mórbido. Até mesmo seu nome veio de um processo judicial, em 1993, envolvendo uma mulher chamada Lorena Bobbitt, uma faca, e uma coisa que se parece com uma minhoca (já adivinhou o que aconteceu?). O verme Bobbit pode crescer até três metros de comprimento, e gosta de se esconder no leito do mar, deixando uma pequena parte de si (a que parece uma minhoca!) acima da superfície. Quando um peixe passa por ele, o verme se atira para fora e o ataca com suas garras enormes, cortando-o ao meio. Em 2009, um verme Bobbit gigante foi encontrado no Blue Reef Aquarium, na Inglaterra. Os trabalhadores do aquário tiveram que desmontar o tanque para descobrir por que todos os seus peixes estavam desaparecendo – era culpa do verme. [Listverse]

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