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10 curiosidades sobre o corpo feminino

As mulheres têm certas peculiaridades no seu corpo, como nosso sistema reprodutivo, complexo e que nos faz sangrar todo mês. Conheça alguns dos mistérios que rodeiam o corpo feminino:

1 – Da Vinci errou

Quem não conhece o Homem Vitruviano, desenho de Leonardo da Vinci que descreve as proporções do corpo humano? Da Vinci era um observador meticuloso da anatomia humana, e usava corpos dissecados em seus estudos. Mas quando se trata da perfeição feminina, ele passou um pouco longe. Em seus desenhos, os úteros humanos se parecem mais com o de outros animais. Cientistas estimam que cadáveres do sexo feminino eram mais difíceis de conseguir, e da Vinci terminou seu desenho da forma que pode, preenchendo lacunas em seu conhecimento com dissecações animais.

2 – O útero é ultraelástico

Quando não está em uso, um útero saudável é um órgão pequeno, com cerca de 7,5 centímetros de comprimento e 5 centímetros de largura (pequeno mesmo, não?). Já durante a gravidez, esse tamanho muda – e rápido. Com 20 semanas de gravidez, o útero chega até o umbigo. O exterior do útero atinge a extremidade inferior da caixa torácica com cerca de 36 semanas.

3 – É ácido lá embaixo

O pH da vagina é ácido, numa média de cerca de 4,5 na escala de pH (7 é neutro). Isso é tão ácido quanto cerveja ou tomates. O que deixa a vagina ácida são as comunidades microbianas, como lactobacilos, que dominam o ecossistema das vaginas de muitas mulheres, protegendo com sua acidez esse ambiente (por exemplo, impedindo que bactérias ou vírus malignos colonizem a região).

4 – O hímen não significa nada

Famoso “indicador de virgindade”, o hímen é na verdade apenas um pequeno pedaço de tecido na abertura vaginal que pode ou não quebrar ou rasgar na primeira relação sexual. Em outras palavras, a presença ou ausência de um hímen não diz nada sobre se uma mulher fez sexo. Em casos raros (cerca de 1 em 2.000 nascimentos), uma menina pode nascer com hímen imperfurado, ou seja, sem buraco no tecido para permitir, por exemplo, a menstruação. Esta condição requer uma incisão para corrigir o problema.

5 – O ponto G existe?

Por enquanto, é você mesma quem tem que decidir isso, porque a ciência ainda não chegou num acordo. O ponto G, uma suposta área na vagina que é mais sensível à estimulação erótica, ainda não foi encontrado pelos pesquisadores. Muitas mulheres relatam ter orgasmos no ponto G, mas o conhecimento anatômico da região continua um mistério. Mais recentemente, um cirurgião americano, Adam Ostrzenski, alegou ter encontrado um tecido erétil no cadáver de uma mulher de 83 anos de idade, que poderia ser a prova anatômica do ponto G. Mas outros pesquisadores dizem que a estrutura encontrada poderia ser qualquer coisa ou até mesmo que o ponto G é uma aérea, não uma estrutura específica.

6 – Às vezes, as coisas dobram

Em uma condição muito rara chamada de útero didelfo, algumas mulheres nascem com não um, mas dois úteros. Quando o sistema reprodutivo está se formando no feto, o útero começa como dois tubos que se juntam para formar um órgão. Se os tubos não se fundem, cada um se transforma no seu próprio útero. No geral, essa condição não gera sintomas, mas sangramento menstrual anormal ou problemas de fertilidade podem ser indícios de que algo está errado.

7 – Identificar a gravidez não é tão simples

A maioria das mulheres é considerada grávida antes mesmo de ter concebido. Os médicos normalmente medem a gravidez a partir do primeiro dia do último período menstrual, pois geralmente as mulheres não tem certeza exatamente do dia em que conceberam, mas se lembram de sua última menstruação. Também não é possível detectar o momento exato da fecundação, e a gravidez não pode ser confirmada até o embrião em desenvolvimento se implantar na parede uterina (e é por isso que os testes caseiros de gravidez nem sempre dão certo, se forem feitos cedo demais).

8 – Absorventes?

Hoje, nem precisamos menstruar todo mês se não quisermos – existem anticoncepcionais, hormônios que cuidam disso. Se for o caso de sangrar, existem absorventes (internos e externos) para nos protegermos. Mas e no passado, como as mulheres faziam para não sair “pingando” por aí? Elas tinham que ser mais criativas. No antigo Egito, usavam papiro (papel) amaciado; na antiga Grécia, fibra de algodão envolta em madeira; no antigo Japão, papel; na América, entre 1800 a 1900, “olho de pássaro”, uma espécie de algodão absorvente; e na França em 1900 curativos de celulose. Um viva para os avanços da humanidade.

9 – Falar sobre menstruação constrói amizades

Muitas culturas têm rituais que declaram uma mulher “impura” ou “suja” durante a menstruação, ou até exige que ela não faça certas atividades nesse período. Mulheres destas culturas sentem mais vergonha dessa situação feminina tão comum, mas também se unem mais com outras mulheres através dessa experiência compartilhada. Mesmo fora dessas culturas, dividir informações sobre o assunto pode ajudar a banir alguns dos mistérios em torno do ciclo reprodutivo feminino, explica o pesquisador Tomi-Ann Roberts, psicólogo.

10 – Walt Disney pode educá-la

Qual empresa usou pela primeira vez a palavra “vagina” em um filme? Walt Disney Productions. Em 1946, a Disney produziu um filme de animação chamado “A História da Menstruação” para aulas de saúde em escolas, patrocinado pela empresa hoje conhecida como Kimberly-Clark, fabricante de produtos absorventes. O filme explica a menstruação e dá dicas úteis para passar feliz por esse período, incluindo “evitar a constipação” e “parar de sentir pena de si mesma”. É mole?[LiveScience]

2 comentários

  1. 11- se não tivesse mulher a gente não estava aqui…

    • ADORO a anatomia feminina…Lindas!!!!

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