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10 espadas incríveis de lendas históricas

Espadas são sementes de lendas. Abastecidas por contos de derramamento de sangue e conquistas, houve exemplos ao longo da história que alcançaram proporções míticas, misturando realidade e ficção, até que ambas fossem praticamente inseparáveis. Provavelmente nunca outra arma deixará um impacto maior na história do que a espada, especialmente essas:

10. Espada na pedra

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Embora a lenda do rei Artur seja principalmente um produto do folclore, há evidências de que a sua espada pode ser real. Em uma capela em Monte Siepi, na Itália, se encontra uma antiga espada afundada em pedra, que poderia ser a chave para decifrar a origem da lenda. São Galgano era um cavaleiro toscano do século 12 que o Arcanjo Miguel ordenou a desistir de seus caminhos pecaminosos. Argumentando que a tarefa seria tão difícil como quebrar pedra, Galgano tentou provar seu argumento quebrando sua espada em uma rocha nas proximidades. No entanto, a lâmina cortou a pedra como se fosse manteiga. A arma continuou ali na rocha, junto com os caminhos mundanos de Galgano. Depois que ele foi canonizado, a palavra da sua santa espada se espalhou rapidamente. A lenda de Excalibur antecede Galgano, mas a adição da espada na pedra surgiu logo após seu tempo. A teoria é de que sua espada foi a inspiração para a do conto. Claro que tudo depende da legitimidade da arma. Através do trabalho de Luigi Garlaschelli, da Universidade de Pavia, sabemos que a data do século 12, mas isso não prova que foi de São Galgano.

9. Kusanagi

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Segundo a lenda, a “espada na cobra”, Kusanagi, foi encontrada no corpo de uma serpente de oito cabeças morta pelo deus das tempestades e mares. É parte da Regalia Imperial do Japão, coleção de itens de descendência da antiga família imperial da deusa do sol – os símbolos de seu direito divino de governar. A Kusanagi supostamente está alojada no santuário Atsuta em Nagano, embora não seja exposta ao público e não tenha sido vista em séculos. A espada é ocasionalmente usada em cerimônias de coroação imperiais, mas é sempre mantida coberta. Mesmo que nunca tenha sido vista, e só seja registrada em coleções de história oral e documentos pseudo-históricos, as autoridades japonesas conseguiram manter o mundo na dúvida sobre a Kusanagi. A única menção oficial da espada veio após a Primeira Guerra Mundial. Mesmo que o falecido imperador Hirohito tenha desmentido qualquer reivindicação de sua divindade, também ordenou aos guardiões da Regalia Divina a “defendê-las a todo custo”.

8. Durindana

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Por centenas de anos, uma misteriosa espada ficou afundada nas falésias acima da capela de Notre Dame em Rocamadour, na França. Os monges dizem que é Durindana (ou Durandal), a espada do paladino Rolando. Segundo a lenda, Rolando atirou a lâmina sagrada no penhasco para evitar a captura por seus inimigos. Desde o século 12, a capela tem sido um destino de peregrinações sagradas. Em 2011, a espada foi removida pelo município local e entregue ao Museu de Cluny, em Paris, para uma exposição. Mas será que ela é mesmo a espada Durindana? Enquanto a batalha na qual Rolando perdeu a vida é um evento bem documentado, a primeira menção de Durindana foi em “A Canção de Rolando”, composta centenas de anos mais tarde, aproximadamente quando os monges de Notre Dame começaram a reivindicar que tinham a espada do paladino. Eles provavelmente fizeram essa ligação porque Rocamadour foi o ponto de partida para a viagem de Rolando, mas sua batalha final aconteceu centenas de quilômetros de distância, no vale da Roncesvaux. Então, infelizmente, a espada no penhasco é provavelmente nada mais do que uma história conjurada pelos monges da capela. A verdadeira origem da arma permanece um mistério completo.

7. Muramasa

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Muramasa foi um antigo ferreiro japonês que, segundo a lenda, orou para que suas espadas fossem “grandes destruidoras”. Por causa da qualidade excepcional de suas lâminas, os deuses lhe concederam o pedido e as imbuíram com um espírito sanguinário que iria conduzir seu portador ao assassinato ou suicídio. Há inúmeras histórias de donos de Muramasas ficando loucos ou sendo assassinados. Acreditava-se que as espadas eram amaldiçoadas, e até chegaram a ser proibidas por decreto imperial por Shogun Tokugawa Ieyasu, que as condenou depois que elas se tornaram o objeto que matou quase toda a sua família (seu avô, sua esposa e seu filho adotivo morreram com a escapa, e ele e seu pai foram feridos por ela). No entanto, os problemas de Ieyasu com as espadas provavelmente começaram simplesmente porque elas eram extremamente populares. Muramasa não era o nome de um homem, mas de toda uma escola de ferreiros. A qualidade das lâminas Muramasa era lendária e a classe guerreira do Japão as usava com frequência. O fato de que foram utilizadas em muitas mortes relacionadas com o Shogun, embora certamente uma coincidência, não é exatamente notável.

6. Honjo Masamune

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Em contraste com as espadas amaldiçoadas Muramasa, temos as lâminas do lendário padre e ferreiro Masamune. De acordo com a história, Masamune e Muramasa realizaram uma competição para decidir quem era superior, colocando suas lâminas em um córrego. Enquanto a lâmina Muramasa cortava tudo o que tocava, a de Masamune se recusava a cortar qualquer coisa indigna, até mesmo o ar. Enquanto as obras de Masamune são valorizadas como tesouros nacionais japoneses, uma de suas espadas nunca foi encontrada. Após a rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, a “Honjo Masamune” foi dada a um soldado americano, o sargento Coldy Bimore, que provavelmente a levou para casa com ele, como uma lembrança de guerra. Apesar de, sem dúvida, ser valiosa (potencialmente vale milhões), colecionadores não estão mais perto de encontrar a espada perdida do que estavam no dia em que desapareceu.

5. Joyeuse

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Joyeuse, a lendária espada do Rei Carlos Magno, supostamente alterava de cor 30 vezes por dia, e era tão brilhante que ofusca o sol. Já em 1271, duas espadas chamadas Joyeuse faziam parte de cerimônias de coroação francesas. Uma vez que ambas não podem ser a famosa Joyeuse, o mistério de qual é a verdadeira arma do imperador do Sacro Império Romano dura séculos. Uma “Joyeuse” residente do Museu Louvre sofreu modificação pesada durante sua vida útil. Sua parte mais antiga é o pomo, que testes recentes colocam em algum momento entre os séculos 10 e 11. Como Carlos Magno morreu em 813, certamente não pertenceu a ele. Outro candidato é o “sabre de Carlos Magno”, alojado na Fazenda Imperial de Viena. Ele é datado do início do século 10, então é mais velho que a espada do Louvre, mas ainda “novo” para ser a lendária espada de Carlos Magno. O sabre foi provavelmente feito por ferreiros húngaros, o que abriu a porta para lendas adicionais de que seja a “espada de Átila”, famosa arma dada a Átila, o Huno, por Marte, o deus da guerra. Infelizmente, isso não é historicamente plausível também.

4. Espada de São Pedro

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Existem várias lendas sobre a espada usada por São Pedro quando ele cortou a orelha do servo do sumo sacerdote no jardim do Getsêmani. Supostamente, ela foi levada a Inglaterra por José de Arimateia, juntamente com o Santo Graal. No entanto, em 968, uma espada trazida para a Polônia pelo bispo Jordan foi aclamada como a espada real de São Pedro. A espada do bispo, considerada a verdadeira relíquia, permaneceu na Polônia e foi, posteriormente, transferida para o Museu Arquidiocese de Poznan. Será que a misteriosa arma realmente pertenceu a São Pedro? Há alegações de que ela poderia ter sido feita nas fronteiras orientais do Império Romano no primeiro século, mas há pouca evidência para substanciar esses palpites. A espada é uma cimitarra, tipo de arma que provavelmente não era usada na época de São Pedro. Testes também a datam muito depois da morte do santo.

3. Espada de Wallace

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Diz a lenda que William Wallace, o personagem de Mel Gibson em “Coração Valente”, usou pele humana na bainha, empunhadura e cinto de sua espada. O doador de tal pele foi Hugh de Cressingham, tesoureiro da Escócia, que Wallace tinha esfolado após derrotá-lo na batalha de Stirling Bridge. A lenda se espalhou ainda mais quando o rei James IV pediu que a bainha, cinto e pomo da espada de Wallace fossem substituídos por algo mais condizente com uma arma de tal estatura. A espada como é agora, encontrada no Monumento Nacional Wallace, tem as peças usadas em tal reposição. Mas será que um dia o guerreiro realmente usou uma espada de pele humana? Enquanto Cressingham foi definitivamente esfolado, Wallace provavelmente só usou a pele do cobrador de impostos no cinto de sua espada, não na espada real. A história surgiu do lado inglês, o que indica que foi “embelezada” para tornar o herói escocês um temido bárbaro. Ainda assim, podemos certamente entender o rancor de Wallace contra os cobradores de impostos.

2. Espada de Goujian

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Em 1965, uma espada notável foi encontrada em uma tumba úmida na China: apesar de ter mais de 2.000 anos de idade, não havia uma mancha de ferrugem nela. A lâmina intocada pelo tempo ainda tirou sangue de um arqueólogo quando ele a testou sobre seu dedo. Além de sua capacidade de resistência sobrenatural, suas gravuras também eram incrivelmente detalhadas para uma espada forjada há tanto tempo. Um estudo mais aprofundado das gravuras concluiu que a espada pertenceu ao rei Yue, Goujian. Esta pode ser a lâmina lendária mencionada em “A História Perdida de Yue”. Quando o rei Goujian teve sua coleção de espada avaliada, só uma possuía mérito. Esta espada era tão magnífica que a lenda dizia que havia sido feita com os esforços combinados dos Céus e da Terra. E como permaneceu em excelente estado por mais de 2.000 anos? Testes mostram que os ferreiros de Yue atingiram um nível tão elevado de metalurgia que foram capazes de incorporar ligas à prova de ferrugem em suas lâminas. Suas espadas também foram tratadas com produtos químicos resistentes à ferrugem. Além disso, em um golpe de sorte, a bainha da lâmina era quase hermética, o que impediu a oxidação e permitiu que a lendária arma fosse encontrada em tal condição intocada.

1. Espada de sete braços

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Em 1945, uma misteriosa espada foi encontrada no santuário japonês Isonokami. A espada era extremamente incomum, com seis saliências ramificando de seus lados (a ponta é considerada o sétimo ramo). A espada estava em más condições, mas uma inscrição desbotada podia ser vista ao longo da lâmina. A tradução exata dessa inscrição foi questionada várias vezes, mas o que está claro é que a espada foi um presente de um rei coreano para um monarca japonês. Isto corresponde a uma espada encontrada no Nihon Shoki, um documento histórico infundido em folclore que cataloga o início da história do Japão. Se esta foi a mesma espada de sete braços dada a uma imperatriz xamã semimítica, Jingo, é uma importante marca na qual lenda torna-se fato. A data da espada foi confirmada por fontes confiáveis na China, Coréia e Japão. O santuário Isonokami em si também foi mencionado em outros documentos que datam da época do Nihon Shoki, então a espada poderia muito bem ter sido deixada lá em tempos antigos. Estudiosos acreditam agora que a espada de sete braços é a espada real da lenda, dando a Jingo um lugar autêntico na história. [Listverse]

Um comentário

  1. Nada a ver essa espada de sete braços a foto nao representa a lendaria historia espada.

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