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10 espécies extintas menos conhecidas

A biodiversidade é necessária no mundo, por isso nós, seres humanos, temos que nos esforçar para não agravar o processo natural de extinção das espécies. De fato, somos culpados pelo desaparecimento de muitas delas, porém, raramente é apenas um fator que causa a total morte de uma planta ou animal. Confira 10 espécies incríveis de animais extintos que já rodaram o planeta e você provavelmente nunca ouviu falar:

1 – Sivatério

Esse estranho mamífero tinha a aparência de uma girafa misturada com um cavalo. De fato, a sua linha de descendentes vêm de um ramo da família da girafa. O maior espécime já descoberto media 2,2 metros e, como a girafa, era um herbívoro. Seu crânio, porém, era muito pesado e exigia músculos do pescoço fortes. Seus chifres são semelhantes com o da girafa, mas mais proeminentes, e pensava-se que esses dois chifres e o crânio pesado marcavam o domínio durante a época de reprodução dos machos, que poderiam cabecear uns aos outros para conquistar uma parceira. Os dados sobre o seu desaparecimento são escassos, mas é amplamente considerado que a mudança no clima e a concorrência com outros ungulados o levou a extinção tão pouco tempo quanto 5.000 anos atrás.

2 – Quinkana

Encontrado apenas na Austrália e no Pacífico sul, ao contrário dos crocodilos de hoje, o Quinkana tinha uma forma corporal muito diferente. Mesmo que não haja ossos dos membros do réptil antigo para registros, dados de outros crocodilos antigos da época mostram que eles tinham pernas relativamente longas. Isso os tornou melhores adaptados à vida em terra do que na água. No entanto, não eram muito rápidos (mas ainda inspiravam medo).

Este réptil era provavelmente tão grande quanto 3 metros de comprimento, tornando-o perfeito para caçar a megafauna da época. Mas, como um morador da terra, ele tinha a desvantagem de ser incapaz de arrastar sua presa para a água. Então, acredita-se que o Quinkana caçava presas menores com seus dentes curvos, perfeitos para cortar. É incerto o momento exato que este réptil magnífico foi extinto, mas estima-se que desapareceu na mesma época da megafauna da Austrália, quando surgiram os seres humanos e o clima sofreu uma mudança brusca.

3 – Quelili

Esta ave vivia apenas na ilha de Guadalupe. Era um predador de sucesso e foi mais provavelmente o predador dominante da ilha por dezenas de milhares de anos. Ainda assim, passou a maior parte de seu tempo caçando presas que poderiam ser facilmente dominadas, como ratos e pequenos pássaros, ou comia animais já mortos, devido às suas fracas capacidades de voo.

Essas aves realizavam exibições complexas, e como as espécies vivas da América do Sul tendem a ser solitárias, cientistas assumem que essas exibições eram um sinal de acasalamento, dominância ou comunicação entre espécimes dentro de um grupo. Este pássaro começou a sofrer ameaça de extinção quando os humanos começaram a chegar na ilha. As aves eram acusadas de matar os cabritos e foram simplesmente caçadas até a extinção. A última aparição registrada da espécie foi em 1901.

4 – Raposa-das-falkland ou lobo-das-malvinas

Uma das poucas espécies de mamífero da Ilha Falkland, esse animal, também chamado de warrah, não foi ainda identificado como parente da raposa ou do lobo, pois mostra características de ambos. Ele tem uma cabeça bastante larga, como um lobo, mas uma cauda grossa peluda como uma raposa, além do hábito de escavar como os últimos. O mamífero mede cerca de 1,6 metros de comprimento, duas vezes mais que uma raposa vermelha, mas tinha 60 centímetros de altura, devido às suas pernas curtas.

O animal prosperou nas ilhas sem concorrência até a chegada dos seres humanos. Como eles trouxeram ovelhas, e como todas as espécies de caninos que se aproveitam de novas fontes de comida, as ovelhas viraram presas e os agricultores acabaram por não gostar nada do warrah. Ele foi caçado até a extinção, também motivada pelo mito de que eles sugavam o sangue de suas presas. O último animal da espécie foi visto em 1876.

5 – Coruja gigante de Cuba

Encontrada apenas em Cuba, esta coruja passou a maior parte de sua vida no chão, pela razão óbvia de seu tamanho grande. No entanto, ainda podia voar rapidamente por distâncias curtas, como um peru. Como todas as corujas, essa tinha um agudo senso de audição e visão, permitindo-lhe caçar presas em baixos níveis de luz. Também foi especulado que a coruja gigante cubana era uma corredora bem sucedida capaz de perseguir a presa antes de matá-la.

Essa coruja era maior que as modernas por cerca de um metro. Também tinha o dobro do peso do espécime mais pesado hoje. Mais uma vez, os seres humanos foram culpados por essa extinção, já que o fato de ser um pássaro grande com hábitos terrestres significava uma caçada fácil. A última coruja da espécie deve ter morrido cerca de 8.000 anos atrás.

6 – Bandicoot-pés-de-porco

Não maior que um gatinho, esse pequeno marsupial vivia na Austrália. Sua característica mais interessante era seus pés e pernas finas, parecidas com pés de porco. O bandicoot era rápido e resistente, sendo capaz de correr por um longo período de tempo.

A coisa mais interessante sobre esta espécie é a maneira como desapareceu. Seu declínio se iniciou quando os europeus começaram a se espalhar por toda a Austrália. O último espécime conhecido foi coletado em 1901, mas alguns sugerem que o bandicoot sobreviveu até a década de 1950. A parte interessante é que um zoólogo chamado Gerard Krefft foi procurar a espécie para estudá-la, e, com a ajuda dos aborígines, conseguiu encontrar um par de bandicoots. Ele gravou o comportamento dos animais por algum tempo, mas, depois de se perder, ele comeu ambos os espécimes.

7 – Guepardo americano

Tendo algumas semelhanças ao guepardo africano e notavelmente parecido fisicamente com este, o guepardo americano é considerado um caso de evolução convergente, ou seja, uma situação na qual duas espécies diferentes evoluem e acabam parecendo uma com a outra. O guepardo era cerca de 10 kg mais pesado, suas garras eram completamente retráteis e seus membros dianteiros eram muito mais resistentes, o que sugere que não era um corredor especializado.

Como a maioria dos predadores da América, o animal morreu de uma combinação de mudanças climáticas, fonte de alimento escassa e invasão de humanos. O último espécime conhecido viveu a cerca de 10.000 anos atrás.

8 – Du

Estar em uma ilha sempre tem suas vantagens quando não há predadores por perto para lhe comer – aves, por exemplo, não precisam mais voar e a evolução logo entra em ação para que elas não o possam fazer mais.

O du tem um monte de mistério em torno dele, e ninguém sabe ao certo como se parecia em vida. Essa ave é, porém, comparada com o faisão australiano, porque cavava montes para fazer seus ninhos. Estes ninhos escavados tinham às vezes cinco metros de altura e 50 hectares de comprimento. Aliás, tais ninhos de 4.000 anos de idade foram praticamente tudo o que o du deixou para trás.

O mesmo padrão emerge quando um herbívoro pacífico em uma ilha livre de predadores desaparece, padrão visto na morte do du: a chegada dos seres humanos na Austrália é o melhor palpite de sua causa de extinção. Este pássaro gigante desapareceu cerca de 1.500 anos atrás.

9 – Moa

O moa não deve ser confundido com o pássaro-elefante; havia cerca de 10 a 15 espécies diferentes de moa, algumas maiores do que o pássaro-elefante. Encontrado nas ilhas da Nova Zelândia, que estavam na época livres de mamíferos e, portanto, sem qualquer tipo de concorrência, o moa cresceu e evoluiu de forma única, perdendo o poder de voar, que era desnecessário. O mais alto pássaro da espécie já encontrado tinha 4 metros e pesava cerca de 275 kg. Um ovo seu, estima-se, era o mesmo que cerca de 100 ovos de galinha.

Mais uma vez, os seres humanos encontraram o seu caminho para as ilhas e fizeram do moa uma presa fácil. Aves lentas que não atingiam a maturidade sexual por vários anos, eles foram caçados, além de perderem habitat para nós, e desapareceram nos anos 1500.

10 – Águia-de-haast

Se você pensava que o moa era grande, conheça o seu predador, a águia-de-haast. Esse enorme pássaro de rapina era um caçador especialista em moa, ave com a qual dividia a ilha. A águia tinha uma envergadura de cerca de 2,6 metros e altura de cerca de 1,1 metros. Também tinha garras de sete centímetros. Acredita-se que mergulhava para agarrar suas presas com tal força que as fazia girar sob seus pés. Se este golpe não as matava, suas garras enormes lhes perfuravam e lhes causavam hemorragia interna grave.

O desaparecimento de sua principal presa, o moa, significa que a águia morreu por falta de comida. A chegada dos seres humanos, então, foi o que a fez desaparecer cerca de 500 anos atrás.[Listverse]

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