Dando asas à informação

10 espécies redescobertas esse século

Com tanta notícia ruim para o meio ambiente – poluição, aquecimento global, mudança climática, extinção de espécies, poder dizer que pelo menos 10 criaturas únicas que achávamos que não existiam mais estão de volta, já é uma pequena alegria. Confira algumas das redescobertas mais recentes, que incluem mamíferos, aves, anfíbios e répteis:

1 – Flor-de-trigo-sarraceno-de-mount-diablo (Eriogonum truncatum)

Considerada extinta: 1936
Redescoberta: 2005
Status Atual: Criticamente Ameaçada

Este discreta pequena flor cor de rosa não é provavelmente a mais emocionante das espécies, mas tornou-se um “santo graal” para os botânicos. A flor é uma das únicas três espécies de plantas que são endêmicas do Monte Diablo (Mount Diablo) no norte da Califórnia, e foi avistada pela última vez em 1936, e assumida extinta devido a seu habitat ter sido invadido por gramíneas introduzidas.

Viagens de pesquisa foram realizadas à montanha, mas não conseguiram encontrar a planta até 2005, quando o estudante de graduação Michael Park tomou uma rota diferente de sua habitual até uma área mais remota. Lá, ele se deparou com cerca de 20 das plantas. Hoje, a planta ainda é considerada criticamente ameaçada, apesar de sementes coletadas em 2005 serem cultivadas com sucesso no Jardim Botânico da Universidade da Califórnia em Berkeley.

2 – Bicho-pau da Ilha Lord Howe (Dryococelus australis)

Considerado extinto: 1930
Redescoberto: 2001
Status Atual: Criticamente Ameaçado

Este inseto grande foi apelidado de “o mais raro do mundo” na sua descoberta, pois apenas 30 indivíduos foram encontrados. Eles foram redescobertos em uma pequena ilhota desabitada chamada Pyramid Ball, nas ilhas Lord Howe. Estes grandes insetos sem asas já foram muito comuns nas ilhas, mas a população diminuiu após ratos chegarem e fazerem deles sua principal fonte alimento.

Espécimes recém-mortos foram encontrados por alpinistas na década de 1960, o que deu esperança de reencontrá-los vivos, o que ocorreu em fevereiro de 2001. Hoje, existem cerca de 450 indivíduos, com alguns sendo devolvidos ao seu habitat original de Lord Howe. Há também planos para erradicar a população de ratos para dar aos insetos uma chance de florescer.

3 – Kokanee Preto (Oncorhynchus nerka kawamurae)

Considerado extinto: 1940
Redescoberto: 2010
Status Atual: Informações Insuficientes

Este peixe japonês, uma subespécie de salmão, foi considerado extinto em 1940, quando o seu único habitat nativo, o Lago Tazawa, recebeu um projeto de hidrelétrica, tornando a água mais ácida. Embora os ovos do peixe tenham sido transportados para o Lago Saiko, a centenas de quilômetros de distância, somente em 2010, quando o cientista Tetsuji Nakabo e uma equipe de pesquisadores da Universidade de Kyoto encontraram espécimes vivos lá, é que a espécie foi considerada ainda existente.

4 – Rã pintada (Atelopus ebenoides)

Considerada extinta: 1995
Redescoberta: 2006
Status Atual: Criticamente Ameaçada

Nativo apenas a Colômbia, este anfíbio, antes de sua redescoberta, foi avistado pela última vez em 1995. Cientistas acreditavam que a espécie havia sido dizimada por uma doença fúngica que tem contribuído para um declínio global das populações de anfíbios. As tentativas para localizar o animal foram infrutíferas até maio de 2006, quando uma equipe de pesquisadores da Universidade Pedagógica e Tecnológica da Colômbia o encontrou. A redescoberta deu esperança aos cientistas de que alguns anfíbios estavam desenvolvendo resistência à doença.

5 – Arganaz de pinho da Baviera (Microtus bavaricus)

Considerado extinto: 1962
Redescoberto: 2000/2001
Status Atual: Criticamente Ameaçado

A redescoberta deste pequeno roedor, originário das regiões alpinas da Baviera, Áustria e Itália, é interessante, pois mostra quanto tempo pode levar para uma criatura anteriormente considerada extinta ser reconhecida como existente. O mamífero foi registrado em 1962, em Garmisch-Partenkirchen, Baviera, que na época era conhecida como a única localização da ratazana.

Desde 1980, temia-se que estivesse extinto. No entanto, uma população dos animais foi descoberta no Tirol austríaco em 1976/77, mas não foi confirmada como sendo da espécie até 2000. Coincidentemente, no ano seguinte, Frederike Spitzenberger, cientista vienense, descobriu um espécime vivo em uma armadilha, e testes de DNA provaram que a criatura era, de fato, um arganaz de pinho da Baviera. Sua população atual, infelizmente, está diminuindo, e menos de 50 indivíduos foram recolhidos. Considera-se localmente extinto na Alemanha, e encontrado somente em um local nas montanhas Rofan, na Áustria.

6 – Solenodonte-de-cuba (Solenodon cubanus)

Espécime visto pela última vez: 1890
Declarado oficialmente extinto: 1970
Redescoberto: 2003
Status Atual: Ameaçado

Em 2003, um solenodonte cubano foi capturado, filmado, estudado durante dois dias e liberado de volta para a vida selvagem. Com o nome Alejandrito, ele foi apenas o 37º solenodonte cubano a ser gravado. A pequena criatura venenosa é endêmica em Cuba, e foi originalmente descoberta pelo naturalista alemão Wilhelm Peters em 1861. Nenhum espécime foi encontrado desde 1890, e a criatura foi considerada extinta em 1970. Três espécimes foram encontrados em 1974/75, mas há pouca informação sobre eles. Nenhum espécime vivo foi encontrado desde 2003, mas um morto foi descoberto em 2005.

7 – Lagarto Gigante de Las Palmas (Gallotia auaritae)

Considerado extinto há 500 anos
Redescoberto: 2007
Status Atual: Criticamente Ameaçado

Os cientistas não parecem ser capazes de fixar uma data exata para a extinção dessa criatura, mas eles concordam que o declínio deste réptil começou quando os seres humanos chegaram às ilhas Canárias. Mais uma vez, os ratos desempenharam um papel na diminuição dos animais, assim como o consumo humano e a perda de habitat. Acredita-se que foram extintos cerca de 500 anos atrás. O animal foi redescoberto em 2007, quando Luis Enrique Minguez, pesquisador de fauna, fotografou a criatura durante uma caminhada. Curiosamente, outros dois supostos répteis extintos também foram redescobertos nas Ilhas Canárias, o lagarto gigante de El Hierro em 1974, e o lagarto gigante de La Gomera em 1996.

8 – Terror Skink (Phoboscincus bocourti)

Não registrado desde a década de 1870
Redescoberto: 2003
Status Atual: Ameaçado

Pouco se sabe sobre este réptil que, até menos de uma década atrás, era conhecido por cientistas a partir de apenas um espécime, encontrado em 1876. Tanto a amostra em questão quanto as redescobertas recentemente foram localizados em Ile de Pin, na Nova Caledônia. Em 2003, um espécime vivo foi encontrado por Ivan Ineich. A criatura foi filmada e fotografada, e um outro indivíduo ainda foi encontrado por Ineich na ilha desabitada, em 2005. Sua população atual é desconhecida, mas estimada em menos de 250 indivíduos, e considerada ameaçada, pois, embora não há nenhuma ameaça humana, a ilha é propensa a incêndios florestais e tsunamis.

9 – Petrel-das-tempestades-da-Nova-Zelândia (Oceanites maorianus)

Considerado extinto: 1850
Redescoberto: 2003
Status Atual: Criticamente Ameaçado

Esta ave pequena do mar, semelhante a outros animais nesta lista, só tinha sido conhecida por cientistas por um pequeno número de espécimes. Foi considerada extinta desde a década de 1850. A sua redescoberta é interessante, pois mostra que uma fotografia ambígua pode levar a resultados mais promissores. No início de 2003, algumas fotografias inconclusivas foram levadas ao largo da Península Coromandel no norte da Nova Zelândia, seguidas por outras fotografias de boa qualidade e um vídeo das aves no Golfo Hauraki. Espécimes vivos foram capturados cerca de dois anos mais tarde, e ainda são vistos de tempos a tempos lá. A população atual é desconhecida e os cientistas ainda precisam achar a localização da reprodução das aves.

10 – Corvo Bangai (Corvus unicolor)

Não registrado desde 1885
Redescoberto: 2007 (confirmado em 2009)
Status Atual: Criticamente Ameaçado

Mais uma vez, esta criatura era conhecida pelos cientistas apenas por um par de amostras colhidas a partir de uma ilha desconhecida no arquipélago da Indonésia, Bangai, em algum momento na década de 1880. Não houve prova de que as aves continuaram a sobreviver após esse tempo. Avistamentos não confirmados, em 1991, não levaram a nada conclusivo. Durante uma pesquisa em 2007/8, o indonésio Mochamad Indrawan capturou e fotografou a ave, mas a confirmação de que era um corvo de Bangai só veio em 2009, quando Pamela C Rasmussen, do Museu Americano de História Natural, analisou as recentes descobertas e as comparou com os espécimes de museu. Sua população atual deve ser em torno de 500 indivíduos. As aves são caçadas e consumidas pela população local.[Litverse]

Um comentário

  1. E A VIDA ,O HOMEM TENTA DE TODA MANEIRA DESTRUIR,E A NATUREZA SE RENOVA A CADA DIA

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