Dando asas à informação

10 estruturas impressionantes construídas a alturas perturbadoras

Cerca de 5% de nós sofre de acrofobia, o medo irracional de alturas. O resto é, pelo menos, um pouco cauteloso, afinal, cair de grandes abismos pode ser muito perigoso. Isso não nos impediu de construir coisas em lugares onde olhar para cima ou para baixo dá vertigem. Confira:

10. Escarpa do Bandiagra

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O penhasco Escarpa do Bandiagra, em Mali, tem sido a casa do povo Dogon desde o século 15 (e a área já era habitada há mais de um milênio antes deles chegarem). Através da construção de seus assentamentos em falésias, os Dogon se protegeram de invasores e mantiveram sua cultura tradicional. Infelizmente, a cultura que promoveu os assentamentos precários de pedra está tomando uma surra da indústria turística. A grande maioria dos visitantes em Mali passa pelos assentamentos Dogon, e muitos artefatos locais são roubados para serem vendidos. As pressões econômicas e ambientais estão levando os colonos nativos para longe de suas habitações íngremes, em direção às planícies próximas abaixo.

9. Assentamentos Mustang


No Nepal, situado perto do Himalaia, fica um desfiladeiro que em partes supera o Grand Canyon. As paredes do penhasco contêm mais de 10.000 cavernas, muitas delas com quase 50 metros de altura. Elas possuem cerca de 800 anos, e algumas estão empilhadas em oito ou nove andares. Esses locais só podem ser alcançados através de escalação da rocha frágil com equipamentos de montanhismo. As cavernas pertenciam à civilização Mustang e foram assentamentos movimentados na rota de comércio entre o Tibete e a Índia. Os Mustang eram estudiosos, artistas e escavadores claramente talentosos, e floresceram durante séculos. Ninguém sabe por que as cavernas foram construídas ou como eram acessadas, já que degraus, cordas ou andaimes não conseguiram sobreviver à passagem do tempo. No entanto, exploradores descobriram pinturas de murais budistas, textos antigos e esqueletos, sugerindo que as cavernas eram usadas para motivos religiosos. Os assentamentos também continham manuscritos de Bon, a religião tibetana que dominava antes do budismo.

8. Cavaleiro de Madara

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Em um penhasco na Bulgária, 23 metros acima do solo, fica uma escultura de um cavaleiro cravando uma lança a um leão que jaze aos pés do seu cavalo. Uma águia voa frente do cavaleiro, e um cão corre atrás dele. A UNESCO descreve-a como a única do gênero e a lista como um patrimônio mundial. A estátua data do início do século 8. O penhasco bizantino tem 100 metros de altura, deixando o cavaleiro visível por uma enorme distância. A estrutura é famosa na Bulgária e foi votada como o símbolo para representar o país no Euro, se eles optassem por aderir à moeda. As inscrições de cada lado do cavaleiro também fornecem a informação escrita mais antiga na história da Bulgária. E, no entanto, apesar de ser um símbolo, não se sabe ao certo quem o cavaleiro foi. Alguns dizem que ele é um dos três dos primeiros cãs (ou khans, uma espécie de rei) da Bulgária. Ele também poderia ser Tangra, um deus pagão.

7. Castelo Predjama

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Há muitas maneiras de tornar o seu castelo impenetrável, e construí-lo ao lado de um precipício de 123 metros está entre elas. O Castelo Predjama na Eslovênia quase parece preso a pedra calcária que o carrega, mas boa parte dele está alojada em uma grande caverna natural. O castelo como é visto hoje foi em grande parte construído no século 15, quando abrigou seu mais famoso habitante: o barão Erazem Lueger. Lueger cometeu o erro de matar um parente de Fredrick III, imperador do Sacro Império Romano. Frederick enviou suas forças para sitiar Predjama e Luger foi forçado a esconder-se por um ano e um dia. As tropas fora do castelo não estavam cientes de um túnel secreto ligado a ele por uma caverna nas proximidades, e Lueger usou essa passagem para se manter fornecido de comida e água. Até que, um dia, as forças subornaram um funcionário do castelo para sinalizá-los de quando o barão estivesse no ponto mais fraco da fortaleza, ou seja, a parte exterior que você vê na foto. Quando Lueger passou por lá, foi morto por um único tiro de canhão que atravessou a parede.

6. Netuno de Monterosso al Mare

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A vila italiana de Monterosso al Mare é a casa de Villa Pastine, cujo terraço de pedra se projeta sobre a borda de um grande penhasco. O terraço é mantido no lugar por uma estátua de 14 metros de altura do deus Netuno. A gigante de 1.700 toneladas de ferro e concreto foi criada em 1910 pelo escultor Arrigo Minerbi. Naturalmente, tornou-se uma parte icônica da identidade da cidade, olhando para o mar, como que segurando as ondas. Seja por acidente ou de propósito, é cerca de um metro mais alta do que a estátua de Zeus, declarada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Infelizmente, a estátua levou uma surra durante as Guerras Mundiais, perdendo ambos os braços e o tridente que detinha. Por conta disso, além do intemperismo, Netuno está bastante danificado. A glória original da estátua só pode ser vista em cartões postais do início do século 20, mas o que resta ainda é um espetáculo surpreendente.

5. Maijishan

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A construção de um Buda de 16 metros de altura no lado de uma montanha é uma conquista impressionante. Três Budas com 30 metros é apenas exibicionismo. E essa é apenas uma pequena parte das grutas em Maijishan, na China. A montanha de arenito de 142 metros tem mais de 1.000 metros quadrados de murais. Também está repleta de entradas para 194 cavernas, contendo mais de 7.000 peças de arte acumuladas ao longo de séculos. Arenito é muito mole para se esculpir estátuas diretamente nele, assim combinações de argila, madeira e até mesmo pedras importadas foram usadas. Uma rede de escadas de madeira e varandas são ligadas às entradas das cavernas, que agora foram substituídas por metal. A obra de arte dentro das cavernas traça a história da China através de 12 dinastias. Algumas das estátuas ainda mantêm a sua pintura brilhante original, e cavernas inexploradas oferecem tesouros ainda não descobertos.

4. Capela de São Miguel de Aiguilhe

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O pequeno povoado francês de Aiguilhe se senta ao lado de uma torre de 85 metros de rocha vulcânica. Nos tempos antigos, os romanos a dedicaram a Mercúrio. Agora, a estrutura de basalto tem uma capela que parece “brotada” da própria rocha. É a Capela de São Miguel de Aiguilhe, construída em 962 e ampliada 200 anos mais tarde. Um milênio depois, ela continua a dominar a visão. A paisagem circundante foi construída para celebrar o retorno de peregrinação e se tornou um popular ponto de partida para as pessoas que saíam em suas próprias jornadas. Elas escalam os 268 degraus até o topo para ter suas bengalas abençoadas.

3. Guoliang

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Até os anos 1970, o mundo exterior não conhecia Guoliang, uma aldeia nas montanhas Taihang, na China. Apenas algumas centenas de pessoas viviam ali, e o único caminho para a aldeia era uma escorregadia escada estreita. O governo chinês não tinha interesse em tornar a viagem mais conveniente para os moradores, e eles decidiram resolver este assunto com suas próprias mãos. Treze trabalhadores começaram a cavar através da borda do penhasco próximo, esculpindo uma estrada de 1,2 km através da rocha ao longo de cinco anos. A borda de apenas dois metros de altura é tudo o que separa os usuários de uma grande queda. Isso tornou o acesso à aldeia mais fácil, e também a transformou em um destino turístico popular. Mas não é um turismo calmo. A superfície irregular da estrada faz os veículos tremerem. Se você desejar visitar a vila, precisa ainda encarar uma escada em espiral ao ar livre de 90 metros que balança com o vento conforme você se aproxima do topo. Há um limite de idade para subi-la (menos de 60 anos) e é necessário assinar uma declaração de que você está de boa saúde antes de iniciar a jornada.

2. Al-Hajjara

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O povo do Iêmen pegou a ideia de castelos e aldeias em penhascos e decidiu: “Nós podemos fazer melhor”. Sendo assim, eles construíram cidades fortificadas inteiras elevadas a vários andares de altura, a poucos centímetros da borda de quedas bruscas em abismos. Al-Hajjara, nas Montanhas Haraz, é a mais impressionante delas, com suas dezenas de edifícios de pedra no cimo de montanhas e penhascos. Os edifícios têm centenas de anos de idade, com a própria Al-Hajjara remontando ao século 11, quando foi construída pelos otomanos. É lógico perceber por que esses lugares eram difíceis de invadir, e é fácil imaginar que deve ter sido um pesadelo para construí-los.

1. Caixões do povo Bo

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As pessoas fazem coisas espetaculares para honrar seus mortos. É assim que construímos as pirâmides, afinal. Na China, há lugares onde dezenas de caixões se alinham em penhascos. Alguns sentam em vigas de madeira marteladas na encosta de montanhas. Outros foram colocados em cavernas especialmente criadas. Todos estão, pelo menos, 10 metros acima do solo, com alguns tão altos como 130 metros acima do penhasco. Esses caixões são lugares de descanso para o povo Bo, um grupo étnico que dominou a região durante milênios até que foram massacrados pelo exército imperial da Dinastia Ming, antes do século 17. Os caixões pesam cerca de 200 kg, e ninguém sabe como chegaram lá. Pode ter sido com cordas usadas a partir de cima, ou montes de terra construídos para permitir-lhes alcançar as alturas necessárias. [Listverse]

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