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10 fatos interessantes sobre corujas

Corujas se destacam entre as aves vivas por terem conquistado a noite, enquanto quase todos os outros pássaros estão confinados à luz do dia. E essa é somente uma das características interessantes desse sábio animal. Confira:

10. Adaptações extremas

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Corujas variam muito em tamanho, aparência e coloração, mas todas têm algo em comum: a capacidade de virar a cabeça em 270 graus. Para realizar esta tarefa, seus pescoços contêm 14 vértebras, ao invés das habituais sete encontradas em aves “normais”. Enquanto as vértebras do pescoço fornecem amplitude de movimento, muitos animais, como os seres humanos, sofreriam lesões arteriais traumáticas e interrupções do fluxo de sangue se fizessem tal manobra extrema. Segundo os cientistas, isso não acontece com as corujas porque elas têm sistemas que formam “agrupamentos especiais” de sangue para alimentar seus cérebros e olhos quando seus movimentos do pescoço cortam a circulação. Outras adaptações impressionantes da coruja incluem uma “rota alternativa” do sangue e vasos sanguíneos “almofadados” para evitar ruptura e derrame durante um movimento de cabeça violento.

9. Canibalismo

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Canibalismo (tecnicamente) refere-se a um ato de predação contra um membro da mesma espécie. E pode ser chocante, mas as corujas não são avessas a comer suas irmãs de uma espécie diferente. Por exemplo, o corujão-orelhudo é a ameaça principal à predação de uma coruja menor (Strix varia). Por sua vez, a Strix varia também come corujas ainda menores. Sua expansão para pântanos a noroeste do Pacífico é considerada uma causa parcial do declínio nas populações de coruja das torres do oeste. Felizmente, além delas próprias, poucas aves caçam ativamente esses animais.

8. Olhos bizarros

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A visão da coruja não é nada convencional. Seus olhos são muito grandes e quase tocam o interior da sua cabeça. Também são completamente imóveis e não podem ser considerados verdadeiros “olhos”, já que têm forma de tubo. A visão binocular permite que as corujas se concentrem totalmente em suas presas e aumenta a sua percepção de profundidade. No entanto, também a torna mais vulnerável aos predadores, que incluem outras corujas e grupos de aves canoras. Como já dissemos, no entanto, elas podem girar a cabeça em 270 graus, o que compensa a sua visão frontal com olhos imóveis.

7. Dieta completa

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As corujas estão entre os mais puros carnívoros no mundo das aves – estes caçadores noturnos geralmente não abandonam a carne por nada. No entanto, uma espécie de coruja é bastante única na sua dieta. A mocho-duende (também conhecida como coruja elfo) não só se alimenta de presas pequenas animais, mas come ainda frutas e partes de sementes. Estas corujas se envolvem em uma espécie de “cultivo”, onde espalham esterco em torno de seus ninhos em uma tentativa de atrair besouros. Essas “aves de rapina” empreendedoras parecem favorecer cactos na parte vegetal de sua dieta.

6. Algumas não piam nem guincham

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As corujas são estereotipadas por seu pio, mas um número de espécies não pia nem guincha. A coruja-das-neves do extremo norte produz um som que lembra um ranger e é muito distante do barulho produzido por uma coruja típica. Corujas pequenas, tais como caburés (ou corujas pigmeu) fazem sons sibilantes. E o exemplo mais flagrante são as corujas do gênero Megascops, que dão uma série de rápidos apitos sibilantes. As chamadas de corujões-orelhudos jovens também muitas vezes levam a relatos falsos de um grito de coruja Megascops.

5. Tamanho não é documento

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Bufos-reais (também conhecidos como corujas-águias) estão entre os maiores caçadores alados no planeta e combinam seu tamanho com uma ferocidade incrível. Eles comem quase tudo e não temem nada. Os bufos-de-verraux caçam macacos adultos – jovens javalis também não são um grande desafio. Essas aves são tão ferozes quanto suas primas africanas e matam normalmente águias-reais invulneráveis. De acordo com um relatório, até um jovem lobo já foi atacado, enquanto pequenos veados e raposas são caçados por elas com regularidade. Em um ataque espetacular, um bufo-de-verraux matou um enorme secretário (também conhecido como serpentário, uma ave de rapina diurna que come cobras). Garças podem ser parte da dieta dessas corujas, mas o mais estranho de tudo é seu gosto por carne de porco-espinho, que parece dominar seu almoço sempre que disponível.

4. Ninhos em cactos

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No deserto de Sonora da América do Norte, saguaros (espécie de cacto) podem chegar a mais de 10 metros de altura e formam florestas inteiras. As escavações nas plantas feitas por pica-paus especialmente adaptados são usadas como locais de nidificação por mochos-duendes, que espreitam os arredores com seus brilhantes olhos amarelos. As florestas de cactos também são habitadas por uma outra pequena coruja, a coruja pigmeu ferruginosa (Glaucidium brasilianum). Este pássaro agressivo é um pouco maior e também faz ninho em saguaros. O corujão-orelhudo é outro que pode viver em cactos.

3. Cultura

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Embora o estereótipo da “coruja sábia” seja bem conhecido, corujas podem ser consideradas símbolos demoníacos ou arautos da desgraça também. Outra coisa comum são conexões com bruxaria. Hoje, esses animais são mais usados como ícones da cultura popular, como a famosa Edwiges, a coruja da série Harry Potter. As aves são frequentemente motivo em roupas e acessórios da moda.

Além da importância cultural, corujas têm sido usadas pelos seres humanos no esporte de falcoaria. Elas podem ser treinadas para perseguir uma ampla gama de presas, como coelhos, mas, geralmente, são difíceis de treinar. Enquanto algumas das maiores distinguiram-se como companheiras de caça na Europa, o seu emprego como “isca” na falcoaria é mais comum. Odiada e perseguida pelos falcões, a coruja pode ser presa a um poleiro para atrair o inimigo para a captura.

2. Parentesco bizarro

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As corujas são muitas vezes referidas como “aves de rapina”, mas esses pássaros de caça noturna não têm nenhuma relação com falcões e águias, famosos rapinantes diurnos. A taxonomia é uma ciência controversa, mas diversos modelos de classificação identificam as corujas como mais próximas de maçaricos, beija-flores e até mesmo aves canoras (como pardais) do que a gaviões, por exemplo. Falcões e outras aves de rapina diurnas são parentes de aves de origem mais primitiva, como grous, garças e outras de aparência pré-histórica. Enquanto isso, corujas são primas dos humildes bacuraus, também conhecidos como curiangos. Semelhanças entre corujas e aves de rapina diurnas são evidentes, especialmente o bico, mas evolução convergente, não relação parental, explica essas características parecidas. Ordens de aves predadoras noturnas e diurnas preenchem nichos ecológicos semelhantes, mas evitam a concorrência pela caça por “trabalharem” em turnos diferentes.

1. Matadoras silenciosas

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Uma das características que torna as corujas caçadoras eficazes é a sua capacidade de ouvir excepcionalmente bem, enquanto são silenciosas. Isso se deve a algumas adaptações interessantes. Ganchos especiais na parte da frente das penas da asa da coruja atuam como silenciadores de fluxo de ar, permitindo que ela ataque sua presa por trás sem ser detectada. Já seus poderes auditivos se devem a ouvidos assimétricos, localizados em diferentes alturas da sua cabeça. Isso permite que a coruja identifique a localização de sons em múltiplas dimensões, orientando-a rapidamente. [Listverse]

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