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10 fatos interessantes sobre elefantes

Porque falar de elefantes? Esses animais são uma grande parte da cultura popular e viraram metáforas em todos os meios de comunicação. Eles fazem parte de crenças religiosas e muitas vezes são associados à sabedoria ou altruísmo. Mas o que você sabe sobre eles? Nada? Mude isso agora: conheça 10 fatos interessantes sobre elefantes:

1 – Tipos de elefante

Não existe só um elefante, ao contrário do que você possa pensar. Até 2010, apenas 2 espécies de elefante eram cientificamente reconhecidas. No entanto, testes genéticos revelaram que existem pelo menos 3 espécies, que são o elefante-asiático e duas espécies de elefante-africano: o Loxodonta africana, da savana, e o Loxodonta cyclotis, que vive nas florestas.

O elefante-asiático é o menor, e tem orelhas pequenas e presas, além de duas proeminências na testa. Ele mantém sua cabeça mais ereta do que os dois elefantes-africanos, não tem lábio superior saliente, e tem um único lábio curto no final do seu tronco, que usa para manipular objetos.

Ambos os elefantes-africanos têm orelhas maiores (embora o elefante da floresta tenha orelhas muito arredondadas), são menos peludos, têm presas maiores, testa arredondada e dois lábios em seus troncos. A maioria dos elefantes é crepuscular, o que significa que eles são mais ativos durante o amanhecer e à noite, embora isso varie devido ao clima local. Infelizmente, todas as espécies de elefantes estão em perigo.

2 – Reprodução

Elefantes homossexuais, que são bem documentados, se relacionam com seu companheiro durante todo o ano, mas uma fêmea é fértil durante apenas alguns dias a cada ano. Durante este tempo, os machos tentam cortejá-la usando rituais que envolvem vários gestos afetuosos.

Se ela aceitar um, responde com gestos semelhantes e após 20 minutos ou mais de um ritual de namoro, eles acasalam. Se ela concebe, fica grávida por 22 meses, mais do que qualquer animal terrestre.

Alguns elefantes induzem o parto se automedicando com certas plantas. O filhote, ao nascer, pesa mais de 100 quilos. Os elefantes são quadrúpedes, por isso, ao contrário dos humanos, podem ter pélvis relativamente muito mais amplas, o que lhes confere menor mortalidade materna e infantil, e menos complicações no parto do que seres humanos.

Os bebês são inicialmente cegos, e alguns chupam seu tronco por conforto da mesma forma que os seres humanos chupam o polegar. Os bebês têm poucos instintos de sobrevivência e são ensinados por suas mães e membros mais experientes de seus rebanhos. A mãe nomeia seletivamente babás para cuidar do bebê, de modo que tenha tempo de comer o suficiente para produzir leite para ele.

3 – Vida social

Elefantas vivem em um rebanho de cerca de 10 indivíduos liderados pela matriarca mais experiente, enquanto os machos são normalmente solitários e passam de rebanho para rebanho. As fêmeas em cada rebanho ajudam umas as outras a encontrar comida e cuidar dos filhotes.

Elefantes não se deitam para dormir por causa do excelente apoio de suas pernas fortes. Eles se comunicam dentro de seus rebanhos ou manadas entre muitos quilômetros de distância, utilizando principalmente um chamado muito baixo para os ouvidos humanos perceberem, e batida dos pés.

Dentro de seus rebanhos, os elefantes têm os mesmos níveis ou níveis similares de cooperação que os chimpanzés. Uma manada de elefantes é considerada uma das sociedades mais unidas de qualquer animal. Uma fêmea só deixa outra se ela morrer ou for capturada por seres humanos. Os machos deixam o rebanho conforme se tornam adolescentes, em torno de 12 anos de idade, e vivem em rebanhos temporários até que estejam maduros para viver sozinhos.

4 – Morte

Cemitérios de elefantes não são provados por qualquer evidência concreta, mas os cientistas sabem que a morte é importante para eles. Sua vida útil normal é de 60 a 80 anos. Elefantes, humanos e Neandertais são os únicos animais conhecidos por terem rituais de morte.

Se um elefante fica doente, os membros do rebanho trazem alimentos e ajudam a apoiá-lo. Se ele morre, os animais tentam reanimá-lo com comida e água por um tempo. Uma vez que fica claro que o elefante está morto,
o rebanho fica muito quieto. Eles costumam cavar uma cova rasa e cobrir o elefante morto com terra e ramos, além de ficar no túmulo por vários dias depois.

Se o elefante falecido tivesse uma relação particularmente próxima com seus pares, os vivos podem mostrar sinais de depressão. Mesmo rebanhos que encontram um elefante desconhecido que morreu sozinho mostram uma atitude similar de respeito. Há também casos de elefantes enterrando humanos mortos que encontraram desta maneira.

5 – Extinções

A ordem taxonômica do elefante, Proboscidea, tem apenas 3 membros hoje, mas costumava ter mais de quarenta. A maioria das espécies prosperou até ao final do último período glacial, 12.500 anos atrás.

Estas criaturas eram geralmente semelhantes em tamanho aos modernos elefantes-asiáticos, embora houvesse elefantes anões minúsculos, e o Deinotherium humongous, com 4,5 metros de altura e 14 toneladas de peso.
Para efeito de comparação, o maior elefante-africano registrado tinha 4 metros de altura e pesava 12 toneladas.

Dentro da Proboscidea, a família mastodonte Mammutidae contém os elefantes modernos e os famosos mamutes. Mamutes tinham presas curvas e eram muito mais peludos do que os modernos elefantes. O último a ser extinto foi o mamute-lanoso, cujo número diminuiu quando o clima esquentou e foi caçado até a extinção na Europa, Ásia e Américas 12.000 anos atrás.

6 – Jumbo

Alguns elefantes ficaram famosos pelo mundo, mas um dos maiores deles foi Jumbo, cujo nome agora é usado no inglês para significar “enorme”. Seu nome pode ser derivado da palavra suaíli para “chefe”.

Ele era um elefante-africano nascido em 1861 e levado para um zoológico francês. Mais tarde, foi transferido para um zoológico britânico onde crianças passeavam nas suas costas. Seu criador até lhe dava uísque ocasionalmente, o que ele acreditava ser bom para a saúde de Jumbo.

Eventualmente, Jumbo foi vendido e exportado para os EUA, e tal era a sua popularidade que mais de cem mil crianças escreveram à rainha da Inglaterra pedindo que Jumbo ficasse para eles. Nos EUA, ele alcançou sua fama completa e foi amplamente exibido até sua morte, aos 24 anos de idade. Sua saúde diminuiu ao longo dos anos, e quando ele foi atropelado por um trem a toda velocidade, não conseguiu se recuperar, morrendo logo depois. Jumbo tinha 4 metros de altura no momento da sua morte.

7 – Dentes e presas

Os seres humanos nascem sem dentes, crescem um conjunto de dentes de leite e, finalmente, os perdem e ganham dentes adultos permanentes. Da mesma forma, os elefantes nascem sem dentes, crescem dentes de leite, e os substituem por presas adultas.

Em elefantes-asiáticos, as fêmeas não têm presas. Os elefantes usam as presas para escavar e levantar objetos pesados, e, por vezes, como parte dos rituais de acasalamento. Embora agora ilegal, muita caça foi diminuindo a população de elefantes por sua presa de marfim. Acredita-se que, por isso, o tamanho médio das presas de elefantes está diminuindo gradualmente – elefantes com presas menores não são caçados e vivem para reproduzir mais.

Os elefantes normalmente só dormem 2 ou 3 horas por dia, porque eles precisam gastar tempo comendo para apoiar o seu enorme tamanho. Eles podem comer até 150 quilos de vegetação por dia. Devido à sua dieta herbívora, dentes de elefante desgastam rapidamente. Eles têm 6 ou 7 conjuntos de dentes, ao invés de apenas 2 como os seres humanos. Dentes novos crescem na parte posterior da boca e movem-se para a frente para substituir os desgastados. Após o último ser desgastado (a 7ª fileira), elefantes solitários costumam morrer de fome enquanto os de rebanho são ajudados por membros.

8 – Tromba

A tromba de elefante, um nariz especializado, é análoga a um tentáculo do polvo em termos de destreza. Permite-lhe um alto grau de manipulação de objetos. Os elefantes foram ensinados a pintar com seus troncos hábeis, e produzir algumas obras de arte fascinantes.

Em cativeiro, os elefantes facilmente aprendem a abrir fechaduras, e até fazer coisas mais complexas, algo impossível para a maioria dos outros animais, devido à falta de destreza e intelecto.

Os elefantes dos jardins zoológicos trabalham em conjunto para tirar proveito disso, fazendo alguns animais atuarem como vigias enquanto outro desfaz uma fechadura, ou, em uma situação, um elefante fingiu lesão como uma distração enquanto outro elefante ajudou a fuga de outros. Uma vez que todos os elefantes fugiram, o elefante “machucado” se levantou e correu para a porta, surpreendendo seus espectadores.

9 – Pés

Cada pé de elefante tem 5 dedos, mas nem sempre 5 unhas. Uma maneira fácil de distinguir as duas espécies de elefantes-africanos é contar as unhas dos pés. O elefante da floresta e o asiático têm 5 unhas nas patas dianteiras e 4 nas patas traseiras. O maior elefante africano tem 4 ou 5 nos pés dianteiros e 3 nas costas.

Um raio-X do pé de um elefante revela que seus ossos ficam na ponta dos pés. Seus pés são lisos por causa de um bloco grande de cartilagem em cada calcanhar, que age como um amortecedor e os ajuda a caminhar tranquilamente. Seus pés são muito mais retos do que os de outros animais e apoiam o seu peso tão bem que os elefantes dormem em pé. Os elefantes passam a maior parte de suas vidas andando grandes distâncias, e seus pés são devidamente adaptados para esse estilo de vida.

Zoológicos que mantêm elefantes muitas vezes percebem que eles desenvolvem problemas nos pés devido a uma falta de caminhada constante, e os tratamentos incluem sapatos sob medida para proteger os pés.

10 – Inteligência

Os elefantes estão entre os animais mais inteligentes da Terra. Seus cérebros pesam 5 quilos, muito mais do que qualquer outro animal terrestre. Seus cérebros têm dobras mais complexas do que todos os animais, exceto as baleias, o que é provavelmente um fator importante no seu intelecto.

Eles comumente apresentam dor, humor, compaixão, cooperação, autorreconhecimento, uso de ferramentas, eles brincam, e têm excelentes capacidades de aprendizagem. Um elefante na Coréia surpreendeu seus criadores no zoológico quando aprendeu, de forma independente, a imitar os comandos verbais que seus criadores usavam, utilizando seu tronco e aprendendo 8 palavras e seus contextos.

Os elefantes têm um hipocampo mais desenvolvido – a região do cérebro responsável pela emoção e consciência espacial – do que qualquer outro animal, e os estudos indicam que eles são superiores aos seres humanos em acompanhar vários objetos no espaço 3D. Há muitos relatos de elefantes mostrando altruísmo com outras espécies, tais como resgatar cães presos a um custo considerável para si mesmo. Como mencionado acima, eles respeitam os seus mortos e têm rituais de enterro. Há histórias de manadas de elefantes recuperando os ossos de animais mortos por seres humanos para devolvê-los ao lugar de morte e enterrá-los.[Listverse]

Um comentário

  1. Muito legal estas curiosidades sobre os elefantes…

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