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10 fatos menos conhecidos sobre o Titanic

O Titanic foi um navio poderoso que acabou sendo destruído por um iceberg, em uma tragédia que matou muitas pessoas. Embora a história seja de conhecimento comum para a maioria de nós, há muitos pequenos fatos fascinantes sobre o grande barco que não são. Confira 10 fatos menos conhecidos sobre o Titanic:

10. Estrela do cinema mudo sobrevive e lucra à custa da tragédia

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Dorothy Gibson era famosa em seu tempo, como comediante no Miss Masquerader (1911) e Love Finds a Way (1912). Estrela da tela silenciosa, ao lado de Buster Keaton e Charlie Chaplin, a passageira de primeira classe era um nome familiar no momento em que entrou no Titanic.

Das 1.502 pessoas a perecer no navio, Gibson sobreviveu para contar a história. E para estrelar também. “Saved from The Titanic” (algo como “Salva do Titanic”) começou a filmar apenas cinco dias após o afundamento. Foi um filme mudo de enorme sucesso, o primeiro de muitos filmes de sucesso sobre o Titanic. Gibson até usava as mesmas roupas que vestia no navio no dia da tragédia: vestido, suéter, luvas e sapatos pretos.

Eventualmente, no entanto, uma outra sombra do século 20 seria lançada sobre Gibson. Depois de uma carreira no cinema relativamente curta, ela se mudou para a Europa. Embora inicialmente fosse simpatizante nazista, em 1944, ela havia denunciado seu envolvimento com o Terceiro Reich. Sua prisão subsequente pelos nazistas levaria a sua morte, dois anos mais tarde, na idade de 56, após uma parada cardíaca.

9. O capitão podia não estar preparado

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O capitão Edward John Smith era um veterano de 37 anos de carreira fazendo o que planejava ser sua travessia final do Atlântico. Ele havia servido com a White Star Line por 28 anos, mas a verdade é que Smith não era provavelmente o melhor homem para se ter ao leme do Titanic. Smith passou a maior parte de sua vida tripulando navios à vela, e uns de vapor aqui e ali. Na idade de 62, ele não estava exatamente aberto a aprender novos truques, e sua falta de experiência se mostrou quando ele comandou a equipe a ficar a 22 nós (velocidade máxima) quando entrou em uma área notória por icebergs. No entanto, ele foi leal e não abandonou o navio, apesar de suas últimas horas a bordo permanecerem envoltas em mistério. Muitos relatos de testemunhas oculares dizem que o “capitão milionário”, como era conhecido por alguns, estava confuso, sem confiança e bastante agitado.

8. Mulheres, crianças e cães primeiro

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É bem documentado o fato de que não só não havia botes salva-vidas suficientes no Titanic para salvar todos os passageiros, como os que lá haviam não foram usados para salvar tanta gente quanto deveriam (o salva-vidas número 1 é, de longe, o pior exemplo, levando apenas sete tripulantes e cinco passageiros, um total de 12 pessoas, apesar de ter a capacidade para transportar até 40). No entanto, o que não se sabe é que, entre os 713 sobreviventes, havia também três cães – dois Lulu da Pomerânia e um Pequinês, para ser exato. Doze cães foram registrados como passageiros, mas apenas três subiram nos botes salva-vidas.

7. Navios misteriosos poderiam ter salvo centenas de passageiros

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Conforme o Titanic afundou, chamadas de socorro foram enviadas, mas ninguém respondeu até que fosse tarde demais. O que poucas pessoas sabem é que alguém poderia ter respondido. O capitão da SS Californian estava a apenas 12 a 24 quilômetros de distância quando o Titanic bateu no iceberg, e não reagiu a luzes misteriosas no céu da noite. A tripulação acordou o capitão, mas ele voltou para a cama dizendo que o rádio já tinha sido desligado, razão pela qual as chamadas de socorro do Titanic não foram ouvidas.

Outro navio, o Samson, uma escuna de registro norueguês, aparentemente estava ainda mais perto, apenas 8 a 12 km. No entanto, alguns teóricos acreditam que ele não teria respondido as chamadas pelo simples fato de que estavam participando de caça ilegal às focas. Ambos os navios estavam mais próximos do que o Carpathia, o navio que acabaria resgatando os então sobreviventes do Titanic.

6. As condições no barco estavam longe de palacianas

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Apesar de estar cercado por água, o navio em si não tinha muita. Muito antes dos dias de chuveiros, as pessoas tinham que contar com a boa e velha banheira. E, apesar de compartilhá-la ser uma prática comum na época, os passageiros de terceira classe tinham que compartilhar dois banheiros, um para homens, um para mulheres, entre 700 pessoas. Isso mesmo; uma espera muito longa para um banho não muito higiênico.

5. O verdadeiro herói foi Charles Lightoller

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Charles Herbert Lightoller foi o oficial mais graduado a sobreviver ao Titanic. Tomando o controle de um barco salva-vidas virado, Lightolller reprimiu o pânico e garantiu aos 30 sobreviventes sua passagem segura a bordo do navio de resgate, RMS Carpathia. Lightoller não foi apenas um herói no Titanic; ele também serviu a marinha britânica na Primeira e Segunda Guerras Mundiais, ajudando soldados a evacuar.

4. “Sinto muito sobre a trágica morte de seu filho. Aqui está a conta”

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Reza a lenda que os oito membros da orquestra do Titanic afundaram com o navio, ainda tocando seus instrumentos. Apenas três corpos foram recuperados, incluindo o de John Law Hume. Surpreendentemente, duas curtas semanas após os trágicos acontecimentos, o pai de John recebeu uma conta da empresa de Liverpool, Inglaterra, que havia contratado a orquestra – era o custo do uniforme do filho. Em contraste, no Clube Apollo, em Brooklyn, Nova York (EUA), um mês depois do afundamento, um concerto foi realizado em memória da orquestra do navio, e toda a renda foi para as famílias em luto.

3. Titanic hoje é um grande negócio, mas não era na época

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Independentemente do que você vê nos filmes, a White Star Line nunca fez qualquer alegação de que o Titanic era “inafundável”. Na verdade, parece que ninguém realmente se importava com a viagem inaugural do navio. Olympic, o navio irmão do Titanic, era o no centro das atenções quando viajou de Southampton para Nova York em 1911. A verdade é que não havia sequer qualquer filmagem do Titanic deixando as margens britânicas. Quando canais de notícias perceberam que não tinha nada para mostrar uma vez que a tragédia aconteceu, eles usaram imagens do Olympic.

2. O Titanic foi usado como um golpe publicitário nazista

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Cerca de trinta e tantos anos depois do naufrágio do Titanic, a ala de publicidade do Partido Nazista lançou o “Titanic nazista”, encomendado por ninguém menos que o ministro da propaganda, Joseph Goebbels. Em uma interpretação ímpar dos fatos, o Titanic nazista narra o conto de um navio tentando atravessar o Atlântico em tempo recorde, a fim de aumentar a taxa de preços da White Star Line. Na vida real, os ingleses Fredrick Fleet e Reginald Lee avistaram o iceberg, mas no Titanic nazista o homem que poderia ter salvado o navio do desastre era, naturalmente, um oficial alemão, de quem o aviso foi ignorado.

Além disso, na vida real, J Bruce Ismay, presidente inglês e diretor da White Star Line, foi difamado pela imprensa internacional por roubar um bote salva-vidas para si mesmo. Na releitura de Goebbels, ele conseguiu até mesmo exagerar tal história, descrevendo Ismay, é claro, como um empresário judeu que faz o capitão, um alemão (é óbvio), ir de encontro com o iceberg, matando praticamente todos a bordo (uma imagem ruim que James Cameron também reproduziu no seu épico filme de 1997).

Ismay é talvez o mais massacrado em todos os contos fictícios do naufrágio. O Ismay verdadeiro não era o homem egoísta como foi pintado nos filmes. Um relatório britânico de 1912 concluiu que Ismay tinha de fato ajudado outros passageiros a sair do navio, antes de partir no último bote salva-vidas. Talvez o estigma atribuído a Ismay venha do fato de que ele era o mais alto oficial da White Star de todos os 713 sobreviventes.

1. Chave perdida poderia ter salvo milhares de vidas

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Fredrick Fleet e Reginald Lee eram os vigiais do navio. O segundo oficial David Blair foi retirado da lista da tripulação poucos dias antes de o navio deixar o cais, e se esqueceu de dar ao seu substituto, o mais experiente Henry Wilde, um oficial superior do Olympic, a chave para o armário dos vigiais, que abrigava os binóculos. Quando Fleet, que sobreviveu ao naufrágio, deu seu depoimento no inquérito oficial, afirmou que, se os vigiais tivessem binóculos, teriam visto o obstáculo muito mais cedo e provavelmente salvado o navio.[Listverse]

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