Dando asas à informação

10 fatos quentes sobre vulcões

Diversos desastres naturais, como tornados e tsunamis, são fascinantes e terríveis, mas os vulcões têm uma qualidade infernal única. Eles são mais do que apenas montanhas que cospem fogo; fazem parte de nossa cultura e moldam a terra em que vivemos. Confira:

10. Maleo, o pássaro do vulcão

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Um pássaro muito estranho, ao contrário de quase todas as outras criaturas vivas no mundo, na verdade gosta e depende de vulcões para sobreviver. O maleo é uma espécie altamente ameaçada que precisa de energia geotérmica para incubar seus ovos. Durante a época de nidificação, a fêmea visa especificamente áreas vulcânicas e utiliza seu calor para fazer seus ovos chocarem. Os ovos de maleo são muito grandes, cerca de cinco vezes o tamanho de um ovo de uma galinha, enquanto a fêmea tem apenas o tamanho de um pequeno pato – por isso, ela não teria nenhuma chance de incubá-los por conta própria.

9. Ol Doinyo Lengai, o vulcão de lava preta

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Ol Doinyo Lengai é um forte concorrente para o prêmio de vulcão mais estranho do mundo. Este vulcão da Tanzânia possui 2.200 metros de altura e tem uma aparência relativamente impressionante, mas seu verdadeiro poder reside na sua lava. Ol Doinyo Lengai é o único vulcão do mundo a lançar “lava negra”, uma substância de carbonatito escuro que lembra lama e é diferente de qualquer coisa que outro vulcão produza. Os geólogos costumam comparar esta lava a algo que você poderia encontrar em outro planeta. Ela é significativamente mais fria que a lava normal – cerca de 540° C. Isso significa que, por vezes, esfria no ar, chovendo como cacos de vidro. Ol Doinyo Lengai é um vulcão muito ativo (embora relativamente inofensivo), e quem está disposto a fazer a árdua caminhada para vê-lo muitas vezes é recompensado com a visão de fontes de lava negra.

8. Deuses vulcânicos

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Os vulcões foram muitas vezes associados com a divindade. Diferentes culturas que viveram em áreas altamente vulcânicas adoravam deuses do vulcão, sendo o mais famoso, provavelmente, Vulcano. Ele era o ferreiro dos deuses romanos, e morava na ilha vulcânica de Vulcano, o lugar que deu aos vulcões seu nome. Vulcano é essencialmente uma “releitura” de Hefesto, deus do fogo e do artesanato no panteão grego. Por sua vez, havaianos, que vivem em uma das áreas de maior atividade vulcânica do mundo, adoram Pele, a deusa dos vulcões, como um de seus principais deuses. Segundo eles, uma luta entre Pele e sua irmã mais velha, Namakaokahai, foi o que criou os vulcões. Nativos americanos também possuem uma lenda semelhante, de um duelo entre os deuses Llao e Skell. Talvez a lenda mais curiosa sobre adoração a vulcões venha do Império Asteca, onde os enormes vulcões gêmeos Popocatepetl e Iztaccihuatl foram humanizados. Os astecas construíram efígies dos vulcões com rostos humanos e os trataram com uma reverência semelhante à dispensada a reis humanos ou homens santos. Esta prática continua até hoje. A maior das montanhas é conhecida pelos moradores como Gregorio e normalmente é retratada como um cara grande com cabelo loiro longo e ondulado.

7. Índice de explosividade vulcânica

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O índice de explosividade vulcânica (VEI) foi inventado em 1982 para descrever o grau de destruição de erupções vulcânicas. O índice classifica cada evento vulcânico a partir de critérios em uma escala de zero a oito. Erupções de escala zero a dois são eventos diários ou semanais. Já as de escala três são “graves”, com uma pluma de erupção de até 15 km, e acontecem todos os anos. Categorias quatro e cinco acontecem a cada poucas décadas ou séculos. Seu poder destrutivo é cataclísmico e suas plumas podem ser de 25 km de altura ou mais. Categorias seis e sete são chamadas de “colossais” e “supercolossais”. Já não são mais vulcões quanto são bombas gigantes ardendo e lançando estilhaços que provocam tsunamis, arremessam pedras quentes centenas de quilômetros de distância e cobrem o céu em cinzas. A incrivelmente poderosa explosão do Krakatoa, em 1883, que matou 36 mil pessoas, era de categoria seis. Já a categoria oito, ou “explosões megacolossais”, são erupções pelo menos 100 vezes mais poderosas do que Krakatoa e podem criar caldeiras do tamanho de um pequeno país. Felizmente, não vimos tais erupções na história da humanidade, mas elas ocorreram antes disso, em Yellowstone, nos EUA (640.000 aC), em Toba, Indonésia (74.000 aC) e em Taupo, Nova Zelândia (24.500 aC), bem como em vários outros locais ao redor do globo.

6. Tipos de vulcão

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Muitas pessoas pensam em vulcões como montanhas que vomitam magma e nada mais. No entanto, há três tipos distintos de vulcão, bem como um fenômeno que é muitas vezes considerado um quarto tipo. Dos três vulcões clássicos, o cone de cinzas é o que a maioria das pessoas pensa quando imagina um vulcão – uma montanha oca com uma parte superior aberta e um poço de lava. O segundo tipo, vulcões compostos, são montanhas íngremes simétricas construídas de várias camadas de lava, cinza e outros materiais que, durante as erupções, muitas vezes formam enormes bombas que voam pelo ar. O terceiro tipo, o vulcão escudo, é mais comumente encontrado no Havaí. São montanhas relativamente planas que podem ter até 160 quilômetros de diâmetro. O interior de um vulcão escudo é quase inteiramente composto por fluxos de lava enormes. O quarto tipo nem sempre é categorizado como um vulcão: é um estranho fenômeno chamado de cúpula de lava. Essas cúpulas são concentrações maciças de lava espessa que, após a erupção, ficam presas em um vale ou caldeira, incapazes de fluir muito longe. Em vez disso, se reúnem em uma grande cúpula, que esfria lentamente a partir do exterior. Embora pareça relativamente inofensiva, a formação de uma cúpula de lava é por vezes acompanhada de grandes erupções.

5. Kawah Ijen, o maior lago de ácido do mundo

Kawah Ijen
Ijen é um vulcão ativo em Java. Devido à intensa atividade vulcânica do local, tem concentrações de enxofre extremamente altas. Isso tem proporcionado à região uma constante fonte de renda a partir da mineração, mas também um dos lagos mais infernais do mundo. A cratera do vulcão é preenchida com água, e é chamada de Kawah Ijen, o maior lago ácido do mundo. Todo o lago é contaminado por enxofre, transformando suas águas em ácido sulfúrico mortal. O pH do lago é 0,5, o que significa que destrói quase qualquer coisa, até e incluindo metal. Seus vapores são letais, e a respiração na área é difícil, mesmo com uma máscara de gás. Por causa do lago, erupções de Ijen são consideradas particularmente perigosas. Não só o vulcão tem um chuveiro de ácido no topo do seu arsenal usual de destruição, como a drenagem do lago pode causar um “lahar”, uma avalanche gigante de lama e detritos.

4. Paricutin, o vulcão que surgiu em um dia

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Vulcões são particularmente assustadores porque podem aparecer de uma hora para a outra. Um bom exemplo disso é o mexicano Paricutin. Em 1943, agricultores começaram a ouvir estranhos ruídos e encontraram uma longa rachadura no chão. Era rasa, de forma que eles não ficaram particularmente preocupados. No entanto, os ruídos aumentaram e a cratera se alargou, no que terra começou a subir. Em poucas horas, o chão começou a tossir enxofre e cinzas. Um vulcão tinha nascido literalmente durante a noite. Apesar de ter inicialmente não mais de 1,8 metros de altura, Paricutin cresceu rapidamente. 24 horas depois, sua altura era de 50 metros. Seis dias depois, dobrou de tamanho – cuspindo lava esse tempo todo. Embora o vulcão fosse relativamente pequeno, as áreas circundantes, incluindo a cidade vizinha de San Juan, foram lentamente consumidas pelo fluxo de lava, e os moradores tiveram que fugir. Enquanto isso, Paricutin se tornou internacionalmente famoso – geólogos e turistas viajavam para observar o jovem vulcão. Paricutin ficou em erupção continuamente por nove anos. No momento em que “desligou”, ele tinha coberto 25,9 quilômetros quadrados de terras férteis em lava espessa.

3. Os maiores do mundo

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Ao falar de vulcões, os gigantes Mauna Kea e Mauna Loa precisam ser mencionados. Eles ficam na ilha do Havaí. Aliás, são tão grandes que compõem a maior parte do Havaí. O mais alto dos dois, Mauna Kea, sobe 4.205 metros acima do nível do mar. No entanto, grande parte da sua massa está debaixo d’água. Quando medido a partir do fundo do oceano, Mauna Kea possui mais de 9.000 metros de altura, tornando-se facilmente o vulcão mais alto do mundo. Na verdade, é a montanha mais alta do mundo se considerarmos seu todo (o Monte Everest tem “apenas” 8.850 metros de altura). Havaianos adoram o inativo, mas ainda admirável Mauna Kea, tanto como um monumento da magnificência da natureza quanto como um fantástico resort de esqui. Mauna Loa, por outro lado, é muito ativo. Embora só se eleve 4.170 metros acima do nível do mar, sua verdadeira altura rivaliza com a de Mauna Kea. Também é muito mais massivo: compõe cerca de metade da ilha do Havaí. Com 96,5 km de comprimento e 48 km de largura, esse volume monstruoso de rocha vulcânica é um espetáculo, especialmente porque já entrou em erupção 39 vezes. A última foi em 1984. E ele está mostrando sinais de que irá acordar mais uma vez.

2. O vulcão de lama

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Em 24 de setembro de 2013, um terremoto de 7,7 graus na escala Richter sacudiu o fundo do mar perto do Paquistão. Poucas horas depois, havia uma nova ilha no oceano. A ilha oval de 91 metros surgiu aparentemente do nada. Pior: ela emite gás inflamável, tornando-se perigosa de explorar. Cientistas pensam que ela foi criada pelo aparecimento súbito de um vulcão de lama, um vulcão que vomita uma espécie de lama quente em vez de lava comum. Como o vulcão estava no fundo do oceano, a lama foi rapidamente resfriada pela água e formou uma ilha. Pesquisadores ainda estão tentando descobrir a verdadeira natureza do fenômeno; alguns acreditam que pode haver outras atividades vulcânicas ou tectônicas envolvidas, mas os moradores locais têm uma explicação diferente. Segundo eles, uma ilha similar chamada Zalzala Koh (ou “ilha de terremoto”) existia 60 ou 70 anos atrás, mas acabou por desaparecer no oceano. Agora, eles dizem que o terremoto a trouxe de volta.

1. Efeitos vulcânicos climáticos

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Os efeitos a curto prazo de vulcões, como chuvas de fogo e rios de magma, são aterrorizantes o suficiente, mas eles também têm efeitos a longo prazo bastante medonhos. Processos naturais como erupções vulcânicas podem muito bem ser uma influência importante sobre a mudança climática. Existem três tipos principais de efeitos que influenciam a mudança climática: efeito do ozônio (onde a luz solar quebra oxigênio em ozônio na estratosfera, o que lhe permite desviar os raios ultravioleta do sol), o efeito estufa (onde gases ficam presos na atmosfera e causam aquecimento), e o efeito neblina (onde partículas de poeira e cinzas ficam presas na atmosfera, bloqueando a luz solar e causando resfriamento). A atividade vulcânica pode contribuir para cada um destes efeitos, já que destroem a liberação de ozônio, soltam dióxido de carbono, um gás de efeito estufa notório, além de liberarem uma grande quantidade de cinzas. Por conta deste último fator, seu maior impacto é certamente sobre o efeito neblina. Estranhamente, isso significa que uma explosão vulcânica suficientemente grande poderia esfriar, ao invés de aquecer, o planeta. [Listverse]

Um comentário

  1. MAS E COM MUITO PESAR QUE NOS TODOS TEREMOS QUE PASSAR POR ISSO E POR QUE TEM MUITA GENTE QUE NAO TEM NADA E POUCOS TEM MUITO E NADA TA BOM E UM CONSUMISMO DESENFREIADO QUE PODE SATISFAZER OS QUE TEM MUITO E TANTOS PRECISANDO SO DE UM PRATO DE COMIDA A CULPA E DAS GRANDES POTENCIAS E A AQUI NO BRASIL O GOVERNO DIS QUE NOS NAO SABEMOS VOTAR COMO E QUE PODEMOS VOTAR SE SO TEM LADRAO COMO CANDIDATO OLHA AMIGOS UE NAO SOU PETISTA POR QUE NAO JOGO E NEM UM TIME MAS SOU LULISTA ROXO POR QUE ELE FOI QUEM DEU UM POUCO DE DIGUINIDADE AO POVO BRASILEIRO E AO PAIS AGORA A PRESIDENTE DILMA TEM QUE DAR MAIS UM POUCO DE ATENCAO PARA A AMAZONIA BRASILEIRA POR QUE SE NAO VAI ACABAR A TODOS UM GRANDE ABRACO ISSO E QUE EU PENCO

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