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10 fatos sobre a comida no espaço

Viagens para o espaço são coisas bastante demoradas, afinal, estamos falando de distâncias gigantescas. Sendo assim, ficamos imaginando como será que os astronautas fazem com as necessidades básicas lá em cima, como comer. Ao longo dos anos, agências espaciais como a NASA aperfeiçoaram a “comida espacial” para atrair mais candidatos a viagens estelares. Confira essa evolução:

1 – Os primeiros alimentos eram estranhos

Quando o russo Yuri Gagarin se tornou o primeiro ser humano a ir para o espaço, também se tornou o primeiro a comer e fazer qualquer outra coisa necessária para a sobrevivência no espaço. A comida de Yuri era armazenada em tubos do tipo pasta de dente – por exemplo, seu almoço consistia em uma pasta líquida e molho de chocolate. Os primeiros americanos no espaço, depois de efetivamente “perder” a primeira fase da corrida espacial para os russos, comeram alimentos em cubos, em pó e líquidos (coisa que eles não curtiram), tendo que “reidratá-los”, tarefa considerada desagradável.

2 – Agora, alimentos regulares são comidos no espaço

Eventualmente, os tubos foram expulsos e menus contendo verdadeiros itens alimentares apareceram, com a consistência que os seres humanos tendem a gostar. Para o Project Gemini de 1965, métodos de armazenamento de alimentos melhoraram e luxos como camarão, torradas, frango, legumes e pudim foram oferecidos. Os astronautas levaram até mesmo sanduíches de carne e milho a bordo, embora mais tarde tenham sido repreendidos quando migalhas flutuantes se tornaram um problema. Nas missões Apollo (1968-75), água quente se tornou realidade, e em 1973-74 surgiram refrigeradores e freezers, o que permitiu a presença de itens perecíveis. Hoje em dia, qualquer coisa que possa ser mantida em temperatura ambiente também pode ser comida a bordo de uma nave espacial, incluindo frutas, massas e outros alimentos populares.

3 – Tang foi usado no espaço para combater o sabor da água a bordo

Ao contrário de uma crença popular que rolou por aí, o suco Tang não foi desenvolvido para a viagem espacial, mas ter sido usado no espaço de fato ajudou suas vendas. Na verdade, o Tang foi uma escolha natural, por causa de sua consistência em pó e validade longa, e, mais além, foi escolhido porque a água a bordo da nave tinha um sabor ruim (um subproduto inócuo de uma reação química nos sistemas de suporte à vida), e este aditivo tornou a hidratação muito mais suportável.

4 – Carne desidratada é popular no espaço

Outro ajuste natural para missões espaciais é a carne desidratada (mais ou menos como o charque), afinal, já é desidratada e portátil, bem como altamente nutritiva. O astronauta sueco Christer Fuglesang uma vez levou carne de alce desidratada para o espaço, depois de ter sido proibido de levar carne de rena, já que o Natal estava próximo.

5 – Existem diferentes classificações de alimentos espaciais

Elas são: bebidas (desidratadas, é claro), alimentos frescos (alimentos com uma vida útil de dois dias), carne irradiada (para evitar que estrague), alimentos com umidade intermediária (alimentos que não estragam tão rápido quanto alimentos frescos), alimentos em forma natural (nozes, biscoitos, barras de granola), alimentos reidratáveis e alimentos termoestabilizados (que foram preparados com calor para matar todos os possíveis agentes que estragam alimentos). Esses termos são formais e técnicos, um grande exemplo de como a NASA insiste em fazer algo complexo de coisas tão simples como comer.

6 – Alimentos devem ser embalados de uma certa maneira

A forma como a comida é embalada precisa cumprir certos critérios – além de basicamente preservar o alimento, a embalagem deve ser leve, descartável, e útil (em como o item é consumido), além de conter instruções de preparação e código de barras, para controlar a dieta de cada astronauta. Isso é em grande parte devido à necessidade de contabilizar a quantidade de peso a bordo do navio, já que cada quilo a mais requer mais combustível do foguete (de modo que menos é sempre mais). Quanto à parte sobre ser útil, no programa espacial russo, por exemplo, latas são usadas para armazenar alimentos, bem como para aquecê-los no próprio recipiente original.

7 – A comida deve ser preparada de certa maneira

Os alimentos precisam ser nutritivos, fáceis de digerir e saborosos (afinal, isso já foi problema em missões espaciais anteriores). A comida também deve ser feita para um ambiente de gravidade zero, deve ser leve, devidamente selada, e rápida e fácil de preparar e limpar depois.

8 – Há diversidade cultural na comida espacial

Cada país – que vai para o espaço, é claro – leva a comida com que está acostumado. Quando a China entrou em órbita pela primeira vez em 2003, Yang Liwei levou porco, frango, arroz e chá de ervas, preparados à chinesa. A Rússia levou alimentos como borsch, goulash, coalhada e nozes. O Japão levou sushi, ramen, yokan e arroz com ume.

9 – É possível engolir alimentos em gravidade zero

Isso é algo de que John Glenn tinha medo, quando se tornou o primeiro americano a entrar no espaço em 1962: não poder engolir. Mas a gravidade não afeta a deglutição, devido a um processo chamado de movimentos peristálticos no esôfago, onde a contração e o inchaço dos músculos da garganta guiam o alimento para seu destino, em vez da gravidade. Ufa!

10 – Mas a falta de gravidade afeta os sentidos e o processo de digestão

Com uma perda de gravidade também vem uma perda de sentidos, particularmente gosto e cheiro (devido ao congestionamento da cabeça), que altera a forma como o alimento é apreciado no espaço, também tornando alimentos picantes mais atraentes. Além disso, no consumo de bebidas carbonadas, líquidos e gases se separaram no estômago, o que resulta em “arrotos molhados”. Para combater estes efeitos, bebidas como a cerveja e o refrigerante foram desenvolvidas e alteradas para maximizar seus prazeres no espaço.[Listverse]

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