Dando asas à informação

10 “femme fatales” míticas ou bíblicas

ATENÇÃO: se for sensível a conteúdo gráfico, não continue lendo.

A femme fatale, ou “mulher fatal”, cuja beleza leva homens e até mesmo nações à ruína, é um tema popular desde sempre. A imagem da feminilidade, da mulher misteriosa, sedutora – e que não liga para as consequências de seus atos – tem cativado o público por milhares de anos.

Sejam deusas ou mulheres mortais, conheça figuras que tiveram a habilidade quase sobrenatural de cativar suas vítimas tão profundamente que já foram chamadas de “demônios”, “bruxas”, e até mesmo “vampiras”:

1 – Helena de Tróia

Esta beleza lendária espartana nasceu quando o deus Zeus, tomando a forma de um cisne, desceu do Olimpo para seduzir sua mãe Leda. Com 10 anos, ela foi raptada por Teseu, mas seus irmãos vieram em seu auxílio e a resgataram. Tíndaro, seu pai terreno, fez cada um de seus pretendentes principescos jurarem fidelidade ao homem que ele escolheu para ela – Menelau.

Por isso, quando Paris, príncipe de Tróia, a raptou, todos os príncipes jurados entraram em guerra em apoio de Menelau. Os príncipes e seus homens cercaram Tróia por dez anos, até que Helena foi resgatada e devolvida a Menelau. Depois de um atentado contra sua vida, ela foi levada ao Olimpo pelo deus Apolo, onde ingressou como imortal.

2 – Jezebel

Jezebel era a filha do rei-sacerdote fenício Etbaal. Ela se casou com o rei hebraico Acabe e convenceu-o a negar o deus hebraico Yahweh (Jeová) em favor de Tyrion Baal. Quando ela mandou matar os profetas de Yahweh, o profeta Elias profetizou com precisão uma seca severa como retribuição divina. Jezebel forçou Elias a fugir para salvar sua vida. Elias disse ao marido dela, Acabe, que tanto ele como todos os seus herdeiros seriam destruídos, e que Jezabel seria devorada por cães.

Depois de sobreviver à morte de Acabe, Jezebel desafiou o profeta Elias e morreu – e cães devoraram a maior parte de seu corpo. O nome de Jezebel é até hoje usado para personificar uma mulher cruel e vil.

3 – Cleópatra

O trono foi negado a Cleópatra após a morte de seu pai, então ela tentou recuperá-lo através da sedução. Em 48 aC, Júlio César chegou a Alexandria. Um ano depois, ela deu à luz a seu filho. Ele seguiu para Roma, onde foi famosamente assassinado. Voltando ao Egito, ela ajudou os heróis romanos (Augusto, Lépido, Marco Antônio), ganhando tal influência sobre o último que ele abandonou a causa romana para ficar com ela. Ela lhe deu três filhos. Quando Marco Antônio foi derrotado por Augusto na batalha naval de Actium, fugiu com Cleópatra.

Quando ouviu rumores de sua morte, Marco Antônio esfaqueou-se – morrendo depois nos braços da própria Cleópatra. Como não conseguiu seduzir Augusto, Cleópatra se matou com uma picada de cobra. Embora muitos pensem que ela era egípcia, Cleópatra era na verdade macedônica, como Alexandre, o Grande. Ainda assim, o mito de Cleópatra, rainha do Nilo, cuja beleza obcecou grandes homens, persiste.

4 – Dalila

Sansão foi o herói mítico e líder dos hebreus. Quando o Senhor lhe concedeu força sobrenatural, um anjo disse a seus pais que seu cabelo nunca deveria ser cortado ou raspado, senão sua força seria perdida. Sansão derrotou os filisteus – inimigos dos hebreus – várias vezes, e até mesmo matou um leão com as próprias mãos. Ele parecia invencível, mas, infelizmente (para ele), se apaixonou por uma garota chamada Dalila.

Sob a orientação dos reis dos filisteus, Dalila cortou o cabelo de Sansão enquanto ele dormia, causando sua ruína. Seus olhos foram perfurados por seus inimigos, e ele foi forçado a trabalhar como escravo. Apesar de não sabermos qual foi o fim de Dalila, até hoje ela é considerada uma mulher sedutora e perigosa.

5 – Salomé

O Evangelho de Marcos narra como João Batista morreu graças às artimanhas de Salomé, filha de Herodíade, mulher de Herodes. Apesar de aprisionar João por causar distúrbios, como o batismo de Cristo, Herodes o respeitava e temia. Herodíade odiava João por chamar seu casamento de ilegal, mas Herodes recusou-se a lhe fazer mal. Herodíade, portanto, trouxe a irresistível Salomé, sua filha, para dançar diante do rei: ele ficou tão satisfeito que prometeu dar-lhe tudo o que ela queria. Ela tinha sido instruída por sua mãe a pedir a cabeça de João, e Herodes não pôde recusar. Um guarda mandou decapitar João e voltou com a cabeça do profeta em um prato. Salomé, então, a levou para sua mãe.

6 – Medéia

A balada pré-homérica grega, Argonautika, conta-nos a história de Medéia. Filha do rei Aeëtes, ela se apaixonou por Jason. Quando o rei, traindo Jason e seus argonautas, enviou um exército para atacá-los, Medéia usou sua magia para pacificar mil dragões guardiões e até matou o próprio irmão para ajudá-los a escapar. Mais tarde, ela convenceu as filhas de Pélias a desmembrar seu pai e cozinhá-lo em um caldeirão – na esperança de que pudesse, assim, restaurar sua própria juventude. Quando Jason a abandonou por outra mulher, Medéia enviou um manto à nova mulher, que a consumiu, bem como todos os outros presentes, em fogo, incluindo o pai de Medéia. A ira infame de Medéia se estendeu até seus próprios filhos: ela cortou as gargantas de todos os 14 que teve com Jason.

7 – Sereias

As histórias originais dizem que as sereias eram filhas da divindade dos rios Achelous. Seus nomes significavam rosto bonito, bela voz, ser branco, música, rosto de solteira, rosto persuasivo, e assim por diante. É dito que elas desafiaram as musas para um duelo musical, mas foram derrotadas, abandonando os rios da floresta para a costa rochosa do sul da Itália, empoleirando-se lá e atraindo marinheiros para sua morte com suas canções e sua beleza.

Quando Ulisses (Odisseu) deixou a feiticeira Circe em sua jornada de volta para casa, ela o alertou que ele deveria pedir a sua equipe para encher seus ouvidos com cera enquanto remavam pelas costas rochosas onde essas criaturas viviam. Ulysses, querendo ouvir o som lendário das sereias, ordenou que sua tripulação o amarrasse, com os ouvidos desbloqueados, ao mastro. A equipe seguiu suas ordens, e mesmo que as sereias tenham implorado para Ulysses ir até elas, o perigo foi evitado.

8 – Esfinge

Esfinge é a epítome do mistério no mito grego. Ela é a filha de Orthus e Quimera. Um enigmático monstro, com uma cabeça e seios de mulher, corpo de leão, cauda de serpente e asas de águia, a Esfinge foi enviada por Hera para punir o povo de Tebas. Ela se acomodou no Monte Phicium, próximo à entrada da cidade, onde apresentava a todos os transeuntes um enigma quase indecifrável. Se eles não conseguissem responder corretamente, a Esfinge os devorava.

O governante de Tebas, horrorizado com o massacre de seus cidadãos, ofereceu a sua coroa para qualquer homem que pudesse matá-la. Édipo – um famoso e esperto viajante grego – aceitou o desafio. Quando ele resolveu o enigma da Esfinge, ela se jogou da montanha por causa da derrota, assim como o oráculo profetizou. Em finais alternativos, é dito que ela devorou a si mesma.

9 – Kali

Esta feroz deusa hindu (seu nome significa “preto”) é voluptuosa, mas horrível. Nós todos sabemos que nada dura para sempre – de acordo com a lenda, é porque tudo é destruído por Kali. Sangue pinga de seus três olhos, cobras se contorcem em seu pescoço, seu corpo negro é enfeitado com correntes de crânios humanos. Em cada uma de suas 10 mãos, ela agarra uma arma. Suas vítimas são sacrificadas em seus ritos, o Durga-puja. Ela é excelente em matar, ignorando pedidos de misericórdia. Quando seu marido Shiva se deitou entre suas vítimas, ela o decapitou e dançou em seu corpo. Seus equivalentes celtas são a deusa Cailleach escocesa e a irlandesa Morrigan.

10 – Karina

O rei Salomão, caçando no deserto egípcio, conheceu uma bela mulher nua que exigiu saber por que ele estava caçando em sua terra. Quando ela disse que nenhum homem poderia derrotá-la, Salomão perguntou a ela: “quem, então, pode derrotá-la?”. Ela respondeu que apenas o arcanjo Miguel poderia derrotá-la. Salomão invocou Miguel, cuja armadura brilhante a assustou tanto que, de imediato, ela tornou-se velha e cinza, e se identificou como o temível demônio Karina.

Mãe de crianças mortas, um olhar de Karina parava vacas e ovelhas de pastar e colheitas de crescer. Seu olhar também supostamente secava as “sementes” de maridos. Originalmente humana, ela se alimentou de seus próprios filhos a fim de ganhar poderes mágicos. Ela foi condenada a dar à luz somente a crianças mortas. Qualquer mulher a quem ela mostrava sua genitália sangrenta sofria o mesmo destino. Qualquer ser humano que pôs os olhos nela adoeceu, no mínimo.[Listverse]

Comente

Your email address will not be published. Required fields are marked *