Dando asas à informação

10 fósseis bizarros e incríveis

Ataque de aranha preso em âmbar, crânio de rinoceronte extinto, formiga antiga gigante, o maior predador que a Terra já viu… Fósseis preservam histórias que ocorreram milhares de anos atrás e nos permitem conhecer um pouco dos fascinantes eventos do passado. Confira:

1. Ataque de aranha de 100 milhões de anos atrás

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O único fóssil já descoberto do ataque de uma aranha a uma presa capturada em sua teia, esse registro instantâneo de 100 milhões de anos é incrível – os animais ficaram presos em âmbar.

O fóssil extremamente raro preservou o evento em detalhes notáveis. Esta aranha viveu no Vale Hukawng de Mianmar, no início do Cretáceo (entre 97 a 110 milhões e anos atrás), quase certamente com dinossauros vagando nas proximidades.

2. Crânio de 30 kg de rinoceronte

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Um raro fóssil de um rinoceronte que percorreu o que hoje é a Turquia revela o conto de uma violenta e súbita morte por vulcão, 9.2 milhões de anos atrás. O crânio e a mandíbula do antigo rinoceronte têm uma superfície rugosa e dentes quebradiços. O paleontólogo Pierre-Olivier Antoine, da Universidade de Montpellier (França), pensa que é porque fragmentos de rocha vulcânica da caldeira Cardak acertaram o animal. Um rio em alta velocidade de cinzas e rocha provavelmente o desmembrou e “assou” seu crânio em temperaturas de até 450°C.

Apenas 2% dos fósseis são encontrados em rochas vulcânicas, porque o calor normalmente incinera matéria orgânica. É ainda mais raro encontrar um fóssil de mamífero. O crânio e a mandíbula do rino encontrado na Capadócia, Turquia, pesa 30 kg, e provavelmente pertenceu a um grande rinoceronte de dois chifres, Ceratotherium neumayri, uma espécie comum na província oriental do Mediterrâneo durante o final do Mioceno.

3. Mandíbula de megalodonte

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Esse animal faz o tubarão branco parecer um peixinho. A gigante mandíbula vem do tubarão pré-histórico Megalodonte, o maior predador que existiu nos oceanos. Com 16 metros de comprimento e pesando até 100 toneladas, esse “monstro” se extinguiu 1,5 milhões de anos atrás. O famoso caçador de fósseis Vito Bertucci levou quase 20 anos para reconstruir tal mandíbula, a maior já montada, medindo 3,3 metros de diâmetro e cerca de 2,70 metros de altura.

O falecido Bertucci encontrou fragmentos dessa espécie feroz nos rios da Carolina do Sul (EUA). O conjunto é composto de uma mandíbula com 182 dentes, alguns com mais de 17 centímetros de comprimento.

4. Formiga gigante

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Quatro paleontólogos, incluindo dois da Universidade de Simon Fraser (Canadá), descobriram o fóssil de uma formiga gigantesca que lança luz sobre como os eventos de aquecimento global afetaram a distribuição de vida cerca de 50 milhões de anos atrás.

Eles descreveram a espécie de formiga gigante, nomeando-a Titanomyrma lubei, como uma rainha alada que vivia na época do Eoceno, cerca de 50 milhões de anos atrás. Ela tinha um corpo com pouco mais de cinco centímetros de comprimento, comparável a um beija-flor, um tamanho que só rivaliza hoje com as monstruosamente grandes rainhas de uma espécie de formiga na África tropical.

5. Pinguim gigante do Peru

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Parece o começo de uma piada de mau gosto: o que tinha 1,50 metros de altura, comia peixe, e era cinza e vermelho? De acordo com um artigo publicado em 2010 na revista Science, a resposta é Inkayacu paracasensis, um gênero previamente desconhecido de pinguim, com 36 milhões de anos de idade, que viveu no Peru.

Parte de uma diversificação agora extinta de pinguins gigantes, Inkayacu certamente teria se destacado em relação aos seus parentes vivos. Com uma massa estimada de 54 a 59 kg, Inkayacu era cerca de duas vezes mais pesado que o atual pinguim imperador, e, como seus outros primos gigantes, tinha um bico hiperalongado que utilizava para pescar peixes no antigo mar equatorial.

6. Esquilo dente de sabre

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Imagine uma criatura do tamanho de um esquilo, com olhos grandes e um focinho longo. Agora o imagine com dentes caninos cerca de um quinto do tamanho de sua cabeça. Esse é o tipo de mamífero que os cientistas dizem ter andado entre os dinossauros mais de 100 milhões de anos atrás. Eles descobriram os fósseis na Argentina, e concluíram que os registros fecham uma lacuna de 60 milhões de anos de conhecimento sobre os mamíferos da América do Sul durante o período Cretáceo.

Cientistas também descobriram um crânio do animal. Isso é altamente incomum, mas importante, porque lhes deu a capacidade de analisar a biologia do bichinho. A pequena criatura tinha, provavelmente, menos de 15 cm de comprimento e características semelhantes com o esquilo dente de sabre dos filmes “A Era do Gelo”. Mas provavelmente comia insetos, não os frutos de casca dura (as nozes) que impulsionavam o esquilinho animado. Além disso, pertencia a um grupo extinto de animais mais parecidos com os marsupiais atuais do que com esquilos.

7. Baleia antiga aparece em praia moderna

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Alguns surfistas fizeram uma descoberta incrível perto de Santa Cruz, Califórnia (EUA), quando se depararam com o que parecia ser uma linha fossilizada de vértebras se projetando para fora de algumas rochas durante uma “maré extremamente baixa”. Um surfista, usuário “Donkahones” do Reddit, tirou uma foto dos velhos ossos e postou no site de notícias sociais com o título bem-humorado: “Fui surfar e vi um dinossauro”. Nem todos apreciaram a piada, mas a foto atraiu interesse. Gary Griggs, do Instituto de Ciências Marinhas da Universidade da Califórnia (EUA), disse que os fósseis na foto eram mais provavelmente de um tipo extinto de baleia da era Plioceno.

8. Ninho de dinossauros

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Em 2011, David Fastovsky, paleontólogo da Universidade de Rhode Island (EUA), descreveu um ninho contendo os restos fossilizados de 15 dinossauros “bebês” da espécie Protoceratops andrewsi, na Mongólia. É o primeiro ninho do gênero já encontrado, bem como a primeira indicação de que Protoceratops permaneciam no ninho por um período prolongado.

A análise do ninho de 70 milhões de anos de idade revelou que todos os 15 dinossauros – 10 dos quais são espécimes completos – tinham aproximadamente o mesmo tamanho e estado de crescimento e desenvolvimento, o que sugere que representam uma única prole. A descoberta também indica que os jovens dinossauros permaneciam no ninho através dos estágios iniciais de desenvolvimento pós-natal e eram cuidados por seus pais.

9. A mais velha e perfeita cavalinha

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Perfeitamente preservada por mais de 300 milhões de anos, esta cavalinha carrega segredos do período Carbonífero. Plantas vasculares primitivas, cavalinhas (gênero Equisetum) são frequentemente encontradas em depósitos de carvão.

10. Verme fálico pré-histórico

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Um verme pré-histórico com uma forma constrangedora de pênis curiosamente forneceu um “elo” de ligação para explicar a evolução de certas criaturas marinhas. Restos fossilizados da criatura, apelidada Spartobranchus tenuis, foram desenterrados em camas fósseis no Parque Nacional de Yoho do Canadá. A área é um dos depósitos de fósseis mais importantes para a compreensão da evolução precoce da vida durante uma era de crescente biodiversidade na Terra, conhecida como a Explosão Cambriana, que começou aproximadamente 542 milhões de anos atrás.[Oddee]

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