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10 fotos vencedoras do Prêmio Pulitzer e suas histórias

O Prêmio Pulitzer de Fotografia foi criado em 1942 e já foi atribuído a algumas das fotos mais comoventes e admiráveis da história recente. Desde 1967, foi dividido em duas categorias: “Feature Photography” e “Breaking News Photography”. Confira 10 destas fotos marcantes, e as histórias por trás delas:

1 – Soldados americanos arrastando vietcongue

Fotógrafo: Kyoichi Sawada, 19 de agosto de 1966

Esta foto foi tirada no Vietnã do Sul, no rescaldo da Batalha de Long Tan. Os vietcongues foram repelidos após lançarem um ataque noturno às forças australianas, e o soldado vietcongue na foto é uma das vítimas. Esta fotografia mostra a indiferença para com a brutalidade que marca as pessoas que passam muito tempo em uma zona de guerra. A publicidade da foto representou um golpe significativo contra o sentimento e a moral pró-guerra ocidental.

2 – Passos sérios

Fotógrafo: Paul Vathis, 1962

O presidente John F. Kennedy e o ex-presidente Dwight D. Eisenhower estão passeando em Camp David (base militar e casa de campo localizada no Condado de Frederick (Maryland), que serve ao presidente dos Estados Unidos), no inverno. Kennedy acaba de perguntar a Eisenhower o que ele pensa da frustrada Invasão da Baía dos Porcos. O fotógrafo Vathis afirma que, imediatamente antes da pergunta, os dois estavam de cabeça erguida.

3 – O Incidente de Johnny Bright

Fotógrafos: Don Ultang e John Robinson, 20 de outubro de 1951

Seis fotos foram tiradas do ataque deliberado ao afro-americano Johnny Bright, um jogador de futebol americano para os Drake Bulldogs. O árbitro da partida escolheu interpretar vários golpes violentos apenas como “parte do jogo”, mas essas fotos provaram o contrário. A sequência mostra que o jogador rival fez o que fez deliberadamente. O motivo é óbvio e odioso o suficiente, mas o que é verdadeiramente atroz é a falta de resposta da equipe rival, Oklahoma A & M. O jogador infrator nunca foi punido de qualquer forma, apesar da atenção nacional que as fotos tiveram.

4 – O drama fatal de Hollywood

Fotógrafo: Anthony Roberts, 1973

Roberts estava caminhando por um estacionamento de Hollywood no período da tarde, quando ouviu os gritos de uma mulher. Ele viu um homem em cima dela, tentando subjugá-la com socos e tapas. Roberts estava desarmado, exceto por sua câmera, e gritou para o homem que havia tirado uma foto. O homem disse que não se importava e continuou a bater na mulher conforme Roberts assistiu impotente. Esta comoção finalmente trouxe um segurança ao local do ataque, que pediu ao homem para parar. Quando ele continuou a lutar com a mulher que gritava por sua vida, o segurança apontou sua pistola por trás de um carro e disparou contra o homem na cabeça, matando-o. Uma das fotografias de Roberts mostra esse instante final, antes do guarda puxar o gatilho.

5 – Mulher judia solitária

Fotógrafo: Oded Balilty, 1 de fevereiro de 2006

Esta fotografia foi tirada em Amona, no Banco de Oeste de Israel. O governo de Israel considerou Amona um acampamento ilegal, não importava se ocupado por cidadãos israelenses ou não, e 10.000 policiais foram obrigados a remover à força os seus habitantes. Na foto, uma única mulher judia desafiou um exército de policiais vestidos com uniformes de choque. Eles estão tentando empurrá-la para fora do caminho, a fim de demolir as casas atrás dela. No final, ela foi empurrada para trás e quase pisoteada enquanto eles passavam. O fotógrafo afirma que a mulher ainda lutou momentaneamente com alguns dos homens e depois correu atrás deles, gritando palavrões em hebraico.

6 – O tiroteio de James Meredith

Fotógrago: Jack Thornell, 6 de junho de 1966

James Meredith, um proeminente ativista dos direitos civis, estava conduzindo uma marcha quando foi pulverizado com chumbo fino. O atirador era um homem chamado Aubrey Norvell, que supostamente gritou: “Eu só quero James Meredith!”.

Milagrosamente, nenhum dos tiros atingiu um órgão vital ou quebrou a espinha de Meredith, embora ele tenha ficado ferido da cabeça às nádegas. Na foto, Meredith está deitado na rua, em agonia. Ele disse: “Ninguém vai me ajudar?”. Ninguém o ajudou, mas o fotógrafo Thornell gritou para ele manter a calma, que uma ambulância estava a caminho. Meredith foi levado a um hospital, onde as balas foram extraídas, e sarou a ponto de terminar a marcha dois dias depois. Norvell se declarou culpado, e passou seu tempo na prisão lamentando não ter usado chumbo grosso.

7 – Execução de Saigon

Fotógrafo: Eddie Adams, 1968

Esta é uma das fotografias mais famosas já feitas. O fotógrafo Eddie Adams mais tarde se arrependeu de estar no local no momento, porque sua fotografia destruiu a vida do atirador e de sua família.

O atirador é Nguyen Ngoc Loan, um major-general do Exército do Vietnã do Sul, e Chefe da Polícia Nacional. O que não se vê na fotografia é a razão da execução do prisioneiro. O executado era Nguyen Van Lem, um oficial vietcongue local que estava operando uma gangue de assassinos empenhados em matar todos os policiais locais na área de Saigon. Ele foi o responsável por organizar tiroteios ou atropelamentos de dezenas de policiais. Se eles não pudessem ser atacados, suas famílias eram assassinadas. Quando ele foi finalmente preso e levado diante de Loan, o Chefe de Polícia calmamente ergueu seu revólver e atirou em Lem, matando-o instantaneamente. Adams não tinha ideia do que estava prestes a fotografar. Ele alegou que essa imagem destruiu todo o sentimento pró-guerra americano.

8 – Motim dos grevistas da Ford

Fotógrafo: Milton Brooks, 1941

Em 1941, os trabalhadores da fábrica de automóveis Ford em Detroit, Michigan (EUA), entraram em greve. Os trabalhadores queriam salários mais altos, mas a Ford tinha recusado. Um “fura-greve” tentou dispersar a multidão e foi cercado por todos os lados por trabalhadores. Ele tentou proteger-se, puxando seu casaco sobre seu rosto. Milton Brooks tirou a foto do ataque e, em seguida, rapidamente escondeu sua câmera e fugiu. Ele afirmou que os grevistas bateram no homem um pouco mais, e depois o empurraram para que pudessem continuar protestando.

9 – A sujidade da glória velha

Fotógrafo: Stanley Forman, 5 abril de 1976

A desagregação de ônibus (antes disso, negros e brancos não podiam andar no mesmo veiculo) em Boston, Massachusetts (EUA), foi iniciada em 1965, e em 1974, os protestos contra a reforma tornaram-se um problema grave e generalizado. Em 1976, Stanley Forman tirou uma fotografia que resume toda a crise: mostra o advogado negro e ativista dos direitos civis Theodore Landsmark sendo atacado por um adolescente branco chamado Joseph Rakes, que se armou, de todas as coisas possíveis, com uma bandeira americana.

10 – O Beijo da vida

Fotógrafo: Rocco Morabito, 1967

Esta fotografia mostra dois trabalhadores, Randall Champion e J. D. Thompson, no topo de um poste. Eles estavam fazendo manutenção de rotina quando Champion tocou em uma das linhas de alta tensão no topo – aquelas que podem ser ouvidas “cantando” eletricidade. Mais de 4.000 volts passaram por seu corpo e imediatamente pararam seu coração (uma cadeira elétrica possui cerca de 2.000 volts).

Seu cinto de segurança impediu uma queda, e Thompson, abaixo dele, rapidamente o alcançou e realizou respiração boca a boca. Ele foi incapaz de realizar reanimação cardiopulmonar (RCP), dadas às circunstâncias, mas continuou a respiração até sentir um pulso fraco. Em seguida, soltou seu cinto e desceu com Champion em seu ombro. Thompson e outro trabalhador administraram RCP em Champion no chão, e ele foi moderadamente revivido a tempo dos paramédicos chegarem. Champion se recuperou e viveu.[Listverse]

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