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10 governantes que eram malucos

Quando Calígula, um imperador romano nomeadamente excêntrico, foi repreendido por sua avó, ele respondeu dizendo que tinha o “direito de fazer qualquer coisa para qualquer um”. Será que ter poder absoluto torna os ditadores excêntricos? Ou todos nós somos excêntricos, mas não temos o poder de nos comportar como gostaríamos? Confira algumas histórias de governantes malucos:

1 – Frederico Guilherme I e os gigantes de Potsdam

Frederico Guilherme I, rei da Prússia no século 18, passou para a história como o “Rei Soldado” por sua obsessão com coisas militares, em particular soldados altos. O orgulho e alegria do rei era um regimento de soldados mais altos do que a média, que veio a ser conhecido como “Os Gigantes de Potsdam”. Todos os membros do regimento tinham que ter mais de 1,89 m de altura. A fim de recrutar pessoas altas para o regimento, o rei oferecia bônus. Se isso falhasse, ele simplesmente as raptava. Os homens altos eram enviados a toda a Europa como presentes diplomáticos, e dignitários visitantes eram recebidos com uma marcha pelo regimento. O rei comentou uma vez que, embora fosse totalmente indiferente a mulheres bonitas, um soldado alto era a sua única fraqueza.

2 – Honório e as galinhas

Por volta do século 5 dC, o Império Romano foi dividido em dois. O Império Ocidental estava muito enfraquecido, e incapaz de defender-se dos visigodos. No ano 495, um menino de dez anos chamado Honório tornou-se imperador no ocidente. Os visigodos invadiram a Itália e começaram um cerco da antiga capital, Roma. Os imperadores há muito tinham abandonado a cidade, mas ela ainda era o centro simbólico do Império.

Podemos esperar que o imperador de uma nação sitiada ficasse obcecado por sua defesa, mas o historiador Procópio registrou um conto da verdadeira obsessão de Honório:

“Naquela época, eles dizem que o imperador Honório em Ravenna recebeu a mensagem de um dos eunucos, evidentemente um cuidador de aves, que Roma tinha perecido. E ele gritou: ‘Mas ele acabou de comer de minhas mãos!’. Como ele tinha um galo muito grande chamado Roma, o eunuco compreendeu suas palavras, e disse que era a cidade de Roma que havia morrido nas mãos de Alarico. O imperador, com um suspiro de alívio, respondeu rapidamente: ‘Mas eu, meu bom companheiro, pensei que a minha ave Roma havia perecido’. Tão grande, dizem eles, foi a loucura com a qual este imperador estava possuído”.

3 – Joana de Castela e o marido morto

Joana, filha de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, foi a primeira monarca a governar o reino unido da Espanha moderna. Ainda jovem, casou-se com um homem apelidado de Filipe, o Belo, duque de Borgonha. Desde jovem, ela tinha uma certa instabilidade mental – e seu casamento não diminuiu isso. Joana tornou-se obcecada com a ideia de que seu marido estava tendo um caso. Ela atacou uma mulher com uma tesoura em uma tentativa de cortar seu belo cabelo. Quando Filipe morreu, Joanna ficou tão perturbada que pediu para embalsamarem seu corpo e o carregava consigo onde quer que fosse. Proclamada louca por seu pai, ela foi colocada em uma sala escura em um convento para acalmá-la, e lá permaneceu pelo resto de sua vida. Foi autorizada a manter o marido morto com ela. Esse confinamento continuou até que seu filho atingiu a maioridade e assumiu o reino.

4 – Czar Pedro III e soldados de brinquedo

O czar Pedro III é mais lembrado hoje como o marido de Catarina, a Grande, que depôs seu marido e governou em lugar de seu filho. As histórias de obsessão de Pedro com soldados de brinquedo vêm principalmente de Catarina, por isso, podem ter sido projetadas para desacreditá-lo, embora haja outras fontes que atestem os incidentes. Na sua noite de núpcias, o czar pegou uma caixa de soldados de brinquedo de debaixo de sua cama, e forçou a sua nova esposa a brincar com eles até às duas da manhã. Quando um forte foi criado para uma batalha simulada, um rato passou e derrubou vários soldados. O rato foi enforcado por causa da “quebra de disciplina militar”. Catarina logo se cansou de seu marido e forçou sua abdicação. Muitos supõem que ela também ordenou seu assassinato.

5 – Rei Ludwig II e os castelos de conto de fadas

Ludwig II da Baviera governou no século 19, mas parecia viver em um passado romântico que nunca existiu. Baviera era um dos estados alemães mais ricos e poderosos, mas Ludwig o empobreceu com sua obsessão excêntrica: ele gostava de construir castelos. Os projetos de construção que colocou em movimento incluem o famoso Neuschwanstein, o castelo no qual o castelo da Cinderela da Disney é inspirado. Além disso, ele também construiu palácios e decorou casas antigas luxuosas em novos estilos. Quando já não podia mais pagar por suas construções, ele passou a emprestar dinheiro. Ludwig foi deposto em razão de incompetência mental, e levado a um castelo para se tratar. Pouco tempo depois, foi encontrado misteriosamente afogado, junto com seu médico.

6 – Ibrahim I e mulheres gordas

Ibrahim foi, como todos os potenciais sucessores ao trono otomano, criado em reclusão em um edifício conhecido como “A Jaula”. Quando um imperador era escolhido, muitas vezes matava seus irmãos para evitar que rivais usurpassem seu trono. O irmão de Ibrahim o deixou vivo porque achou que ele era muito louco para ser uma ameaça. Após a morte de seu irmão, Ibrahim foi declarado imperador. Diz-se que ele tinha um grande gosto por mulheres gordas; quanto mais gorda, melhor. Ele adorou tanto uma mulher obesa que a tornou governadora imperial e deu-lhe uma pensão. Aparentemente, a seleção desta mulher em particular foi devido à semelhança de suas partes íntimas com as de uma vaca.

7 – Bokassa e o complexo de Napoleão

Jean-Bedel Bokassa governou a República Centro-Africana como presidente até 1976. Neste ano, ele decidiu transformar o país no Império Central Africano, e declarar-se Imperador Bokassa, o Primeiro. Sua coroação foi baseada na de outro soldado que virou autocrata: Napoleão. A coroação custou um quarto do orçamento do país para o ano, e foi projetada para proclamar a grandeza do imperador para o mundo. Infelizmente para a autoestima de Bokassa, os líderes mundiais não participaram da coroação – talvez decidindo que o evento era de mau gosto para um país com uma taxa tão elevada de pobreza. O Império caiu apenas dois anos após a coroação de Bokassa.

8 – Nero e as artes

Nero se tornou imperador de Roma com 17 anos. Ele foi treinado em todas as artes consideradas adequadas para um menino aristocrático da época: sabia cantar, tocar instrumentos musicais, recitar poesias – e estava decidido a fazer todas essas coisas em público. Demonstrações públicas de arte eram vergonhosas para qualquer pessoa em uma época na qual atores e músicos estavam meramente acima de escravos e prostitutas na ordem social.

Nero realizou jogos por toda a Grécia e Itália, a fim de mostrar seus talentos para o povo. Invariavelmente, o imperador ganhou todos os prêmios. Seus shows duravam tanto tempo que as pessoas faziam coisas extremas para escapar deles: os velhos fingiam morrer e as mulheres fingiam entrar em trabalho de parto. Quando Nero foi derrubado e estava à beira da morte, disse: “Que artista morre comigo”.

9 – Qin Shi Huang e imortalidade

Qin Shi Huang foi o primeiro imperador da China unificada no século 3 aC. Hoje, ele é mais lembrado por seu magnífico túmulo, com um exército de soldados de terracota o guardando. Se ele atingisse o que pretendia, no entanto, Qin Shi Huang nunca teria sido enterrado. O imperador era obcecado por alcançar a imortalidade. Ele consultou médicos, e lhe foi dito que sexo era uma forma de manter a vitalidade juvenil. Quando isso não o impediu de ficar velho, ele tentou pílulas que continham mercúrio. Sabemos agora que mercúrio faz o contrário de promover a vida. Expedições foram enviadas para encontrar as míticas Ilhas dos Imortais, a fim de recuperar sua poção lendária. Eventualmente, o imperador morreu.

10 – Saparmurat Niyazov e as mudanças de nome

Niyazov tornou-se presidente do Turcomenistão após a queda da URSS. Enquanto excentricidades podem ser divertidas para pessoas privadas, o problema com ditadores excêntricos é que eles podem impor seus caprichos sobre o resto de nós. Niyazov tinha muitos caprichos, mas sua obsessão com renomear coisas é o mais conhecido deles.

Os meses do ano foram renomeados para refletir a sua própria glória, bem como a de heróis turcomanos passados. Os dias da semana, de domingo a sábado, respectivamente, foram renomeados: Dia de Descansar, Dia Principal, Dia Jovem, Dia Favorável, Dia da Justiça, Dia de Anna e Dia do Espírito. Ele simplesmente renomeou “pão” para “mãe”. Logo após a morte de Niyazov, suas reformas foram – talvez sem surpresa – desfeitas.[Listverse]

2 comentários

  1. FALTOU O LULA E A CEGUEIRA

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