Dando asas à informação

10 gravações incríveis e raras

Antes do século XX, o único contato que uma pessoa tinha com um evento distante era através de boatos ou testemunhas, o que certamente não garantia exatidão. Graças à maravilha do filme e do áudio, as pessoas passaram a ter a oportunidade de testemunhar elas mesmas quase tudo que acontece no mundo. E, graças à internet, hoje podemos difundir informações únicas. Confira dez sons incríveis de eventos ratos disponibilizados pela internet:

1 – Primeira gravação de voz humana

A primeira gravação conhecida de uma voz humana vem de 1860, e é da música folclórica francesa “Au Clair de la Lune”. A gravação foi feita por um aparelho chamado fonoautógrafo, que capturava o som e usava uma agulha para gravar os movimentos causados pelo ruído no papel. A máquina não foi concebida para permitir que o som fosse reproduzido, mas sim para o estudo da acústica. No entanto, as gravuras feitas pela máquina eram facilmente capazes de recriar e reproduzir os sons de uma forma bastante semelhante à original.

2 – Terremoto

O som viaja em velocidades diferentes através de diferentes materiais. Mas há uma regra: quanto mais denso o material, mais rápido e longe o som irá viajar. Terremotos se propagam como ondas através da crosta da Terra. Eles podem até mesmo ressoar no manto da Terra. Esta energia pode ser captada por equipamentos científicos e “traduzida” para o som, como essa gravação das ondas causadas pelo terremoto japonês de 2011.

3 – Tática de terror

Muita gente não imagina, mas o som é uma ferramenta bastante utilizada na guerra. Soldados às vezes “torturam” seus inimigos com sons assustadores, sem precisar de qualquer outro tipo de violência. Por exemplo, entre os vietnamitas, há uma crença de que os mortos devem ser enterrados – do contrário, suas almas vagam pela Terra, incapazes de encontrar descanso. Durante a guerra do Vietnã, o exército dos EUA produziu gravações de vozes fantasmagóricas sobre sons estranhos, que soavam aos seus inimigos vietcongues como os gemidos de almas errantes.

4 – Canto de garganta

Canto de garganta ou canto difônico é um método que usa a garganta e voz humana para produzir dois tons diferentes ao mesmo tempo. Ele soa estranho aos ouvidos ocidentais, mas tem sido praticado em várias culturas, particularmente na Ásia Oriental. A prática foi atualizada recentemente para permitir que o canto seja realizado ao lado de instrumentos musicais ocidentais, mas, em sua forma tradicional, emprega apenas a voz.

5 – Hino de Beethoven

As sinfonias de Beethoven são tocadas e apreciadas até hoje em todo o mundo. Embora tenha escrito muitos tipos de composição, ninguém nunca teve motivos para pensar que ele se envolveu com hinos. No entanto, em um caderno deixado pelo grande compositor, um pequeno pedaço de anotação foi deixado não identificado, e não havia sido produzido até este ano.

Um especialista em música religiosa da Universidade de Manchester (Reino Unido) recentemente viu a anotação, e percebeu exatamente o que Beethoven compôs: uma adaptação do Pange Lingua (Pange Lingua Gloriosi Corporis mysterium é um hino escrito por São Tomás de Aquino). Este ano pode ter marcado a primeira vez que alguém além de Beethoven ouviu sua peça, quase 200 anos depois que ele a escreveu. Para ouvi-lo, acesse esse link.

6 – Bloop

A Guerra Fria produziu muitas inovações técnicas. Por exemplo, a grande ameaça representada pelos submarinos nucleares fez com que os governos procurassem uma forma de detectá-los. Como o som viaja extraordinariamente bem na água, um método de detecção criado foi “escutar o fundo do mar” através de microfones subaquáticos chamados hidrofones.

Além de submarinos, no entanto, estes microfones detectaram vários sons não identificados. Um deles é de chamado de “Bloop”, e foi apanhado na costa oeste da América do Sul. Opiniões divergem quanto a se este som não identificado foi produzido pela ruptura de gelo, ou por algum tipo de animal enorme. Coincidentemente, a localização do som fica notavelmente perto do local onde o ficcional grande deus Cthulu (do escritor August Derleth) supostamente dorme.

7 – Bomba atômica

Muitíssimo provavelmente, nenhum de nós ouviu pessoalmente o rugido esmagador de uma explosão nuclear (amém). Na idade de ouro dos testes nucleares, no entanto, nenhum aspecto das explosões foi deixado sem registro. Vários arquivos antes sigilosos agora estão disponíveis, como esta gravação de uma detonação subaquática levada a cabo pelos Estados Unidos no atol de Bikini, no Pacífico sul.

8 – Apitos astecas

Em muitos túmulos astecas, os arqueólogos encontraram pequenos apitos de cerâmica. Eles são muitas vezes moldados em forma de animais, ou decorados com padrões geométricos. Roberto Velázquez fez cópias desses apitos, que ele apelidou de Assobios da Morte. Suas cópias nos deram a oportunidade de ouvir os ruídos que tais objetos teriam feito séculos atrás.

9 – UVB-79

Em todo o mundo, estações de rádio misteriosas estão transmitindo sinais mais misteriosos ainda. Uma das mais famosas dessas estações é a UVB-79, na Rússia. Esta estação transmite um conjunto de “pulsos” monótonos durante o dia todo, todos os dias. Ocasionalmente, o zumbido é interrompido por uma voz dando mensagens aparentemente codificadas em russo.

O melhor palpite quanto ao propósito desta e de outras estações semelhantes é de que são utilizadas por várias agências de inteligência para passar mensagens entre seus agentes. Conhecidas como Estações Números, elas inspiraram o programa de rádio com números misteriosos do seriado Lost.

10 – Grito de guerra

Ao longo da história, soldados usaram gritos de guerra para estimular uns aos outros ou criar um frenesi antes das batalhas. Nenhum deles foi considerado mais terrível para o inimigo que o grito estridente do exército confederado durante a Guerra Civil Americana. O grito rebelde era notável por seu tom agudo, que lembrava gritos de guerra dos nativos americanos. Até recentemente, só haviam registros escritos de tal grito de guerra, mas agora gravações autênticas, deixadas por veteranos da guerra, parecem ter aparecido.[Listverse]

Comente

Your email address will not be published. Required fields are marked *