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10 incríveis obras de arte que foram perdidas para sempre

Uma obra de arte é considerada perdida quando fontes credíveis, como historiadores e estudiosos, provam que já existiu, mas tem sido destruída ou simplesmente não pode ser localizada em coleções particulares ou museus. Confira dez obras incríveis que foram perdidas pelas mais diversas razões:

1. O Colosso de Rodes: perdido em um terremoto

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O Colosso de Rodes era uma enorme estátua do titã grego Helios, a personificação do sol, que foi construída na cidade grega de Rhodes por Chares de Lindos entre 292 e 280 aC. Esta enorme estátua tinha quase 30 metros de altura e ficava em um alto pedestal de mármore. É considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Levou mais de doze anos para ser construída, e estendeu-se de frente com a cidade de Rhodes por mais de 56 anos até que um terremoto a deixou em centenas de pedaços.

2. “O pintor”, de Pablo Picasso: perdido em um acidente de avião

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“Le Peintre” (O Pintor), quadro do famoso artista Pablo Picasso, foi perdido no acidente do voo 111 da Swissair, em 2 de setembro de 1998. Além dessa pintura, que foi avaliada em cerca de US$ 1,5 mi (R$ 3 mi), o avião também continha quase meio bilhão de dólares (R$ 1 bi) em diamantes preciosos e outras joias. No caminho do aeroporto de Nova York a Genebra, na Suíça, os pilotos enviaram um sinal de socorro e tentaram fazer um pouso de emergência em Nova Scotia, no Canadá, quando o avião caiu no Oceano Atlântico, matando todos os 229 passageiros a bordo. Apesar de 98% do avião ter sido retirado da água, apenas cerca de 20 centímetros do trabalho de Picasso foram localizados, e nenhuma das joias.

3. Quatorze pinturas de Gustav Klimt: destruídas por nazistas

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Gustav Klimt foi um proeminente pintor austríaco cujo trabalho muitas vezes focava na forma feminina. Serena Lederer era uma rica colecionadora de arte vienense, que possuía catorze pinturas de Klimt. Lederer enviou sua coleção ao museu Immendorf Schloss, para mantê-la segura, em 1943. No entanto, ela foi perdida quando o partido nazista colocou o local em fogo, em 1945.

4. “Lírio D’Água”, de Claude Monet: destruída por incêndio

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Claude Monet, um dos fundadores do movimento impressionista francês, criou diversas pinturas de lírios d’água no começo em 1883. O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) adquiriu duas dessas pinturas em 1957, apenas para perdê-las um ano depois. Em 15 de abril de 1958, um incêndio no segundo andar do MoMA destruiu a pintura de 5,5 metros de comprimento, juntamente com uma versão menor. Aparentemente, o incêndio foi iniciado quando operários que estavam instalando um aparelho de ar condicionado fumaram perto de latas de tinta, serragem e uma lona. O fogo se espalhou rapidamente. Um trabalhador foi morto e vários bombeiros sofreram inalação de fumaça. A equipe do museu tentou corajosamente salvar as pinturas, mas entre o fogo, o dano da água e a destruição causada pelos bombeiros que trabalharam para controlar o incêndio, a maior foi considerada perda total. Durante três anos, o museu tentou restaurar a versão menor, mas esta também foi mais tarde declarada danificada além do reparo.

5. Retrato de Winston Churchill: destruído por sua esposa

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Em 1954, Graham Sutherland foi contratado para pintar um retrato de corpo inteiro de Sir Winston Churchill, o primeiro-ministro do Reino Unido, apresentado em uma cerimônia pública em seu octogésimo aniversário. Sutherland era um pintor modernista, com uma reputação por capturar o lado “real” de seus personagens. Em vez de representar Churchill de maneira imponente, Sutherland o pintou exatamente como ele se parecia, e, aparentemente, nem Churchill nem sua esposa gostaram do resultado. Após a apresentação pública em 1954, a pintura foi levada para sua casa de campo em Chartwell, mas nunca foi exibida. Não foi até a morte de Lady Churchill em 1977 que a verdade foi descoberta: ela tinha destruído a pintura logo após a entrega.

6. “Leda e o Cisne”, de Michelangelo: simplesmente desapareceu

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Esta pintura de “Leda e o Cisne” foi criada por volta de 1530 por Michelangelo. A história diz que ele deu a pintura ao seu amigo e aluno, Antonio Mini, que a levou para a França. Mini pode ter vendido a pintura, porque ela foi vista pela última vez na coleção real de Fontainebleau na década de 1530. O pintor da corte, Rosso Fiorentino, pintou uma cópia da obra, que é a única versão existente igual à de Michelangelo. Vale lembrar que esse tema foi comum durante uma época. Da Vinci possui um quadro “Leda e o Cisne”, diferente do de Michelangelo.

7. Panorama do rio Mississippi de John Banvard: cortado em pedaços

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A obra acima é outra de John Banvard. Seu grande panorama do vale do rio Mississippi, feito em 1840, foi resultado de meses viajando para cima e para baixo do rio, em um barco, desenhando a paisagem. Ele, então, transferiu os esboços para uma tela enorme. O trabalho acabado media 3,6 metros de altura por 2,4 quilômetros de comprimento. O panorama foi anunciado como a “tela de três milhas” (cerca de 5 quilômetros), um pouco de exagero, e foi levada para uma excursão em todos os Estados Unidos. No final do século 19, o panorama foi cortado em vários pedaços para armazenamento, e as peças nunca foram recuperadas.

8. “O pintor em seu caminho para o trabalho”, de Vincent Van Gogh: destruído por incêndio

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Vincent Van Gogh criou quase duas mil obras de arte em sua vida. Esta é uma de apenas seis que sabemos terem sido perdidas para sempre. A obra foi abrigada no Museu Kaiser Friedrich em Berlim, antes de ser destruída por um incêndio durante a Segunda Guerra Mundial. Como era comum a Van Gogh, essa pintura é um de seus muitos autorretratos, que mostram o artista carregando material para pintura na estrada para Montmajour, em 1888.

9. “Primavera”, de Antoine Watteau: perdida, encontrada e destruída

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Antoine Watteau foi um pintor francês do início de 1700. Cerca de 1716, Watteau pintou uma série de imagens sazonais para Pierre Crozat, entre elas Primavera, Outono, Inverno e Verão. Destas quatro pinturas, apenas uma ainda existe. “Primavera” foi redescoberta em 1964, apenas para ser destruída por um incêndio dois anos depois, e “Outono” e “Inverno” nunca foram encontradas. Aliás, outra das obras de Watteau, “La Surprise” (cerca de 1718), foi encontrada durante uma avaliação de seguros em 2007. A pintura a óleo foi vendida em leilão em 8 de julho de 2008 por 15 milhões de euros (R$ 44 mi), estabelecendo um recorde mundial para um quadro de Watteau.

10. “O Concerto” de Johannes Vermeer: roubada

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Em um dos assaltos mais famosos da história da arte, este quadro de Johannes Vermeer, avaliado em cerca de duzentos milhões de dólares (R$ 400 mi), foi a mais valiosa obra já roubada no mundo. Em 1990, dois ladrões disfarçados de policiais levaram treze peças de arte do museu Isabelle Stewart Gardener Museum, em Boston (EUA). Nenhuma das obras desaparecidas vieram à tona depois disso. “A Tempestade no Mar da Galiléia”, de Rembrandt, também foi roubada nesse dia. [Oddee]

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