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10 instalações debaixo do mar em que você realmente poderia morar

Se você acha que seria legal viver debaixo d’água, confira histórias de algumas instalações que realmente ofereceram essa condição. Embora custe muito dinheiro e seu único vizinho seja um tubarão-tigre, algumas das estruturas são fascinantes.

10. Sub-Biosphere

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Uma das tentativas mais ambiciosas de criação de uma habitação debaixo d’água é a ideia de um homem chamado Phil Pauley. O “Sub-Biosphere” (em português, “Sub-Biosfera”) é a coisa mais próxima de uma cidade submarina atualmente em obras. Embora não seja ainda uma residência em funcionamento, o conceito e projetos são o suficiente para fazer qualquer um querer se aventurar nas profundezas salgadas do local. A Sub-Biosfera é composta de múltiplos andares, com casulos nos quais até 100 habitantes podem morar. A visão de Pauley é uma cidade subaquática completamente autossustentável, incorporando áreas para o cultivo e fornecimento de sua própria eletricidade.

9. Conshelf

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Como alguém pode falar sobre viver debaixo d’água sem mencionar Jacques Cousteau? O especialista aquático mais famoso da história criou com êxito instalações de vida e pesquisa subaquática. Diferente da Sub-Biosfera, o projeto Conshelf não foi pensado para uma vida a longo prazo, embora apresentasse a maioria dos confortos de uma casa normal, em um tambor de metal gigante.

A ideia começou em 1962, quando o primeiro Conshelf foi instalado 10 metros abaixo da superfície do Mediterrâneo ao largo da costa de Marselha (França). O pequeno confinamento, apertado, foi o lar de dois cientistas durante uma semana. Ele era equipado com uma biblioteca, televisão e rádio, e foi usado como uma estação de pesquisa para estudar a vida marinha. Logo após o sucesso do experimento Conshelf I, Conshelf II foi lançado. Desta vez, veio com ainda mais comodidades, como uma garagem, um aquário e outro centro de pesquisa mais fundo no mar, desta vez abrigando cinco pessoas durante um mês. Finalmente, o projeto mais ambicioso foi o Conshelf III, a incríveis 100 metros abaixo da superfície da água. O Conshelf III se tornou o lar de seis pesquisadores que viveram submersos por quase um mês.

8. Jules Undersea Lodge

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O que começou como La Chalupa Research Lab, um centro de pesquisa, tornou-se Jules Undersea Lodge, um hotel, depois que sua utilidade como estação para estudar a vida marinha ao largo da costa de Porto Rico foi cumprida. Este local tem sido um favorito de celebridades por suas características únicas, como estar totalmente submerso no fundo de uma lagoa. O hotel é monitorado por um centro de controle em terra, e os visitantes chegam lá através de uma porta submarina. Há dois quartos e uma sala de estar comum, além de ar condicionado. A sala comum inclui uma televisão e um DVD, bem como um telefone. Também há vidros gigantes em cada um dos quartos, o que permite que mergulhadores curiosos espiem para dentro dos quartos – o Jules Undersea Lodge definitivamente não é para os tímidos.

7. SeaOrbiter

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O SeaOrbiter é um conceito ainda não desenvolvido para uma unidade de pesquisa e exploração subaquática totalmente móvel. É uma espécie de nave espacial debaixo d’água, flutuando ao redor do mundo para facilitar o estudo do oceano e dos animais que vivem em suas profundezas. O Galathee Underwater Lab, lançado por Jacques Rougerie em 1977, serviu de inspiração para o projeto – um habitat submarino projetado para o mínimo de perturbação da vida debaixo do mar, que poderia ser colocado a 9 a 60 metros abaixo da superfície do oceano.

Muito parecido com as estações espaciais, o SeaOrbiter permitiria viagens de longo prazo em todo o mundo, acomodando cerca de 20 pessoas de cada vez. Os líderes do projeto querem explorar até 6.000 metros de profundidade. Eventualmente, o SeaOrbiter pode ser utilizado para ajudar a treinar astronautas, uma vez que sua pressurização e isolamento são semelhantes às condições do espaço. Atualmente, o projeto tem apenas 45% do financiamento que precisa.

6. SEALAB

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Uma das primeiras tentativas de permitir que as pessoas vivessem abaixo da superfície do oceano foi o projeto SEALAB. Como o Conshelf, também veio em um conjunto de três, o primeiro dos quais foi lançado na costa de Bermuda em 1964, mas interrompido por uma tempestade. O SEALAB II foi lançado em 1965 e contou com confortos que o primeiro não tinha, como a água corrente quente e geladeira. Com mais de 17 metros de comprimento, ele era ocupado por equipes de mergulhadores subaquáticos vivendo por períodos de cerca de duas semanas cada, a aproximadamente 62 metros debaixo d’água.

Entre aqueles que viveram em SEALAB está Scott Carpenter, que ganhou fama como um dos astronautas de Mercury 7. Carpenter fez uma chamada subaquática para seu companheiro astronauta Gordon Cooper, que estava em órbita na Terra na cápsula espacial Gemini na época. O SEALAB III foi lançado em 1969 na costa da Califórnia, mas o projeto terminou em tragédia quando a instalação começou a vazar e reparos sem sucesso levaram à morte do “aquanauta” Berry Cannon.

5. Aquarius

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Se você for um estudante da Universidade Internacional da Flórida, pode realmente ter acesso a uma das últimas instalações de pesquisa submarinas operacionais do mundo, a Aquarius. Por até 10 dias de cada vez, pesquisadores se hospedam ali para estudar a vida marinha ao largo da costa de Florida Keys. O casulo de metal pode resistir à pressão da água até 37 metros abaixo da superfície do oceano e acomoda até seis pessoas ao mesmo tempo. A instalação é totalmente abastecida e possui geladeira, ar-condicionado, chuveiros, banheiros, micro-ondas e até mesmo acesso à internet. Em novembro passado, um grupo de estudantes em Ciência Marinha da Universidade passou uma semana em Aquarius.

4. Tektite

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Em 1969, o governo dos Estados Unidos financiou um projeto chamado Tektite, nomeado após meteoros que colidiram com o oceano e ficaram no fundo do mar. Tektite foi composto por quatro aquanautas que viveram na estação submersa de fevereiro a abril de 1969, e o objetivo era supostamente treinar astronautas para viagens longas no espaço. A segunda empreitada do projeto foi lançada em 1970 e teve 11 missões diferentes, permitindo que 53 aquanautas vivessem 2 a 3 semanas submersos no habitat aquático, que tinha o mesmo conforto de uma casa, com rádios, televisões, beliches e uma cozinha. Enquanto não é mais operacional como laboratório de pesquisa, ainda é possível ver a estrutura do projeto no Museu Tektite.

3. Hydrolab

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Ao longo dos anos, centenas de pesquisadores usaram o Hydrolab, da Administração Nacional Oceanográfica e Atmosférica dos EUA, como base para estudo científico no Oceano Atlântico. Localizado ao largo da costa das Ilhas Virgens Americanas, o Hydrolab permitia que cientistas trabalhassem por semanas no fundo do oceano, com até quatro acomodados em uma única instalação – uma instalação bastante pequena e apertada, com apenas 5 metros de comprimento e 2,5 metros de altura, submersa até 40 metros. Enquanto era um ambiente menos do que ideal para os claustrofóbicos, possuía água corrente, eletricidade e beliches, juntamente com grandes janelas para observar o mundo subaquático. Depois de operar por mais de uma década, o Hydrolab fechou em 1986, mas ainda pode ser visto no Museu de História Natural.

2. Atlantica


Dennis Chamberland é um sonhador, da rara variedade que pode ver seus sonhos se tornarem realidade. Provavelmente porque ele é um engenheiro da NASA, cujos objetivos são coisas como criar Atlantica, uma verdadeira cidade debaixo d’água. Chamberland já construiu um habitat aquático para duas pessoas, mas seu objetivo final é a criação de uma vasta sociedade que vai permitir que as pessoas permaneçam indefinidamente no chão do oceano. De acordo com seus planos, Atlantica lembraria um complexo de apartamentos, além de ser um centro de pesquisa. Quando perguntado sobre como seria a vida em sua comunidade proposta, ele casualmente faz descrições incríveis de cenários “Jetsons” com pessoas pulando em seus submarinos para ir ver um filme.

1. H2OME

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Enquanto a maioria dos habitats subaquáticos estão fora do alcance para quem não é um cientista marinho, há uma outra opção. Pelo singelo valor de US$ 10 milhões (cerca de R$ 20 mi), você pode ter o seu próprio aparamento submarino de luxo, o H2OME. As mesmas pessoas que planejaram um dos mais famosos hotéis subaquáticos do mundo, o Poseidon, agora estão oferecendo casas subaquáticas customizadas.

A empresa, US Submarine Structure, aparentemente está tentando monopolizar o mercado de propriedades submarinas, e afirma ter criado de casinos a restaurantes subaquáticos. Segundo eles, os apartamentos mantêm a mesma pressurização da superfície, ou seja, você não precisa se molhar para chegar ou sair de casa. Cada estrutura é composta de dois andares com dois quartos, salas de estar, e tudo mais que você possa querer. [Listverse]

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