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10 itens subestimados que na verdade valiam fortunas

Já pensou realizar um brechó para se livrar de suas velharias e quinquilharias, só para um comprador feliz acabar mais do que superfaturando ao vender o objeto adquirido por quase nada a milhões de reais? Você não faz ideia de quantas vezes isso aconteceu. Confira:

1. A pintura comprada por R$ 112 e vendida por R$ 84 milhões

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Uma pintura em tamanho de cartão postal que foi comprada como parte de um lote por £ 30 (cerca de R$ 112) em um leilão e escondida em uma gaveta por uma década tem sido identificada como uma obra de John Constable, valendo mais do que £ 250.000 (cerca de R$ 933.000).

Robin Darvell comprou uma caixa de papelão cheia de itens, incluindo a pequena obra de arte que retrata uma cena rural de árvores, com céu azul brilhante e um prado, em uma venda em Canterbury, no sul da Inglaterra, mais de 10 anos atrás. Apenas uma assinatura fraca na parte de trás de sua moldura de ouro insinuava a sua origem. Foi o filho de Darvell que resolveu descobrir quem a pintou.

Robert Darvell, 45 anos, diretor de uma empresa de marketing de cinema, contatou especialistas em falsificações que analisaram a pintura e resolveram o mistério. É mais provável que Constable tenha pintado a obra como um presente para seu sogro, e pensa-se que ela nunca foi exposta ao público antes. Em 2012, a pintura tornou-se uma das obras britânicas mais caras já vendidas, alcançando £ 22,4 milhões (cerca de 84 milhões de reais) em um leilão em Londres.

2. O gabinete de R$ 4 milhões que foi encontrado em uma pizzaria

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Um gabinete perdido do século 17 foi encontrado nos banheiros de uma pizzaria em Yorkshire, Inglaterra.

O mobiliário barroco romano foi comprado por um colecionador privado europeu, após a base de madeira entalhada se reencontrar com sua metade superior intricadamente decorada. O gabinete, que apresenta um retrato do Papa abençoando uma multidão em Roma, foi vendido por £ 1.084.500 (cerca de R$ 4 milhões).

Temia-se que a peça tivesse sido perdida para sempre, mas ela foi descoberta na pizzaria por Mario Tavella, da sociedade de leilões Sotheby’s, que percebeu que era quase idêntica a duas outras peças alojadas na Dinamarca que se pensava terem sido dadas como presentes pelo Papa Clemente IX.

3. Caixa usada como suporte de TV acabou valendo R$ 27 milhões

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Esta caixa de laca japonesa do século XVII foi uma obra-prima em seu tempo e, em nosso tempo, robusta o suficiente para suportar um aparelho de televisão pesado.

A maior das duas caixas douradas, relíquias japonesas, estava considerada perdida. Em 1970, foi vendida por US$ 160 para um engenheiro francês que trabalhava para a Shell. O engenheiro usou a caixa como um suporte de TV por 16 anos, e a levou com ele quando se aposentou para o Vale do Loire, em 1986, onde era usada como um bar.

Alheio a tudo isso, em 2013, a família do engenheiro chamou especialistas para avaliar e vender sua propriedade. A caixa foi redescoberta e vendida em leilão por € 7.300.000 (cerca de R$ 27 milhões).

4. O homem que descobriu que tinha uma taça persa de R$ 187.000

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Quando era menino, John Weber, 70 anos, ganhou uma velha caneca do seu avô. Ele assumiu que era apenas um pedaço inútil de metal e, ocasionalmente, a usou para praticar tiro ao alvo com seu rifle. Eventualmente, Weber decidiu avaliá-la, e especialistas concluíram que era uma taça de ouro persa de 2.300 anos de idade de grande valor. Ela foi vendida em leilão por £ 50.000 (cerca de R$ 187.000) em 2008.

5. O homem que comprou fotos de Ansel Adams valendo R$ 458 milhões em um brechó

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10 anos atrás, Rick Norsigian comprou uma caixa com fotos por US$ 45 em uma venda de objetos usados na garagem do proprietário. Agora, elas estão estimadas em pelo menos US$ 200 milhões (cerca de R$ 458 mi).

Isso porque a caixa continha 65 negativos de fotos do famoso fotógrafo de natureza Ansel Adams no período inicial de sua carreira. Especialistas acreditavam que os negativos haviam sido destruídos em um incêndio de 1937.

As fotografias foram tiradas aparentemente entre 1919 e início dos anos 1930, bem antes de Adams, conhecido como o pai da fotografia americana, tornar-se reconhecido nacionalmente na década de 1940.

6. Bacia encontrada em brechó era tesouro de R$ 5 milhões

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Uma família de Nova York comprou uma tigela chinesa em uma venda de garagem por US$ 3, só para descobrir que era realmente um tesouro de 1.000 anos de idade no valor de US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 5 milhões).

A taça de cerâmica com um padrão gravado ao redor do seu exterior foi vendida para um negociante de Londres, Giuseppe Eskenazi, na casa de leilões Sotheby’s, em Nova York, em março de 2013. A taça é supostamente da dinastia Song, que governou a China entre 960 e 1127, e é conhecida por seus avanços culturais e artísticos. A única outra tigela conhecida de tamanho e design semelhante está na coleção do Museu Britânico há mais de 60 anos.

7. A suposta pintura de Jackson Pollock encontrada em brechó que vale milhões

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Teri Horton, ex-motorista de caminhão de 73 anos de idade, comprou uma pintura de uma loja de roupas usadas por US$ 5, apenas para descobrir mais tarde que poderia ser uma Jackson Pollock original.

Horton comprou a pintura como um presente para uma amiga que estava se sentindo deprimida porque achou suas cores vibrantes. Como era muito grande, acabou que não coube no trailer da presenteada. Horton então tentou vender a pintura em um brechó montado por ela, mas uma professora de arte local que a viu sugeriu que poderia ser um trabalho de Pollock, devido à semelhança do quadro com sua técnica.

Horton tentou autenticar e vender a pintura como um trabalho original de Pollock. Sua autenticidade no entanto era duvidosa, porque a pintura foi comprada em um brechó e não está assinada. Também, colecionadores dizem que o principal problema com a pintura é que ela “não tem a alma de um Pollock”. Além disso, o pintor teve muitos imitadores durante sua vida. No entanto, um especialista forense confirmou que uma impressão digital na pintura é igual a de duas outras obras autenticadas de Pollock e a uma lata de tinta de seu estúdio.

Horton já recusou uma oferta US$ 9 milhões (R$ 21 milhões) de um comprador da Arábia Saudita, e diz que não venderá a pintura por menos de US$ 50 milhões.

8. O antigo vaso deixado para trás em uma casa que foi vendido por R$ 198 milhões

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Um irmão e uma irmã em Pinner, Reino Unido, estavam limpando a casa pertencente a seus recém-falecidos pais quando descobriram um velho vaso que pensaram valer algum dinheiro.
Eles levaram a peça para um leiloeiro local, que ficou animado com a descoberta e a avaliou entre £ 800.000 e £ 1,2 milhões (R$ 2,9 a 4 milhões).

No entanto, ninguém esperava a reação dos compradores empresários chineses, que empurraram o valor para cima até o final do disputado leilão. A irmã quase desmaiou. A peça de porcelana da dinastia Qianlong do século 18 alcançou o valor total de £ 53.105.000, cerca de R$ 198 milhões.

9. O homem que comprou uma caixa em uma venda de garagem que continha uma bolsa de valores da Coca-Cola

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Em 2008, um homem da Califórnia chamado Tony Marohn comprou uma caixa de documentos em uma venda de garagem por US$ 5. Quando chegou em casa, Marohn examinou seus pertences e notou que um dos documentos era um certificado de ações de 1917 para 1.625 partes da Palmer Union Oil Company. Com um pouco de investigação, Marohn descobriu que a Palmer Union Oil fundiu-se com uma empresa que então se fundiu novamente com a Coca-Cola e, de acordo com o processo, suas ações lhe dariam direito a 1,8 milhões de ações no valor de cerca de US$ 130 milhões (cerca de R$ 298 milhões) na Coca-Cola. Isso faria de Marohn o maior acionista não institucional da empresa.

10. O homem que comprou um desenho de Andy Warhol que vale R$ 5 milhões

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Em 2010, o empresário britânico Andy Fields comprou uma coleção de cinco pinturas em uma venda de garagem em Las Vegas por US$ 5. Quando decidiu emoldurar uma das pinturas, descobriu um esboço original de Andy Warhol escondido por trás. O desenho assinado é provavelmente do cantor Rudy Vallee, e foi criado quando Warhol tinha apenas 10 anos de idade. As pinturas de Warhol são vendidas por preços absurdos em leilões – o artista é considerado o termômetro do mercado de arte – e o esboço é estimado em gritantes US$ 2 milhões (cerca de R$ 5 milhões). [Oddee]

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