Dando asas à informação

10 lugares legais que você não tem permissão para visitar

O ser humano adora um segredo. Talvez seja por isso que esses lugares que não podemos entrar despertam tanto a nossa curiosidade. Confira:

1. Cavernas de Lascaux, um complexo de cavernas famoso por suas pinturas rupestres do Paleolítico (França)

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Lascaux é um complexo de cavernas no sudoeste da França, famoso por suas pinturas rupestres paleolíticas. 900 exemplos perfeitos da arte do Paleolítico Superior estão lá. Estas pinturas são estimadas em 17.300 anos de idade, e consistem principalmente de imagens de animais de grande porte, que evidências fósseis mostram que viviam na região na época.

As cavernas, que são proibidas ao público desde 1963, têm sido ameaçadas nos últimos anos por uma série de inexplicáveis e apenas parcialmente controladas invasões fúngicas. Qualquer presença humana nas cavernas é considerada potencialmente destrutiva. Em 1979, Lascaux foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com outros sítios pré-históricos do Vale do Vézère, na França.

2. Poveglia, pequena ilha perto de Veneza suspeita de ser assombrada (Itália)

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Poveglia é uma pequena ilha situada entre Veneza e Lido na Lagoa de Veneza, norte da Itália. Durante séculos, Poveglia tem sido um refúgio, uma fortaleza, um lugar de exílio e uma lixeira para doentes e falecidos.

Em 1348, a peste bubônica chegou a Veneza e Poveglia, como muitas outras pequenas ilhas, tornou-se uma colônia de quarentena. Veneza exilou muitos de seus cidadãos portadores de sintomas para lá. No centro da ilha, os mortos e moribundos, que foram confundidos com corpos mortos, foram queimados em piras gigantes. Estes incêndios queimaram mais uma vez em 1630, quando a peste negra novamente varreu a cidade.

No século 20, a ilha foi novamente usada como uma estação de quarentena, mas, em 1922, os edifícios existentes foram convertidos em um hospital para doentes mentais. Isso durou até 1968, quando o hospital foi fechado e a ilha mais uma vez tornou-se desabitada.

Lendas cercam a local de assombrações pelas vítimas da peste e da guerra, bem como um médico louco da instituição mental que supostamente massacrou e torturou pacientes. Hoje, a ilha está fechada para moradores e turistas.

3. Os Arquivos Secretos do Vaticano

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Os Arquivos Secretos do Vaticano, localizados na Cidade do Vaticano, guardam todos os atos promulgados pela Santa Sé. A entrada para o edifício é adjacente à Biblioteca do Vaticano. No século 17, sob as ordens do Papa Paulo V, o Arquivo foi separado da Biblioteca e manteve-se absolutamente fechado a pessoas de fora até 1881, quando o Papa Leão XIII o abriu novamente para pesquisadores.

O uso da palavra “secreto” não denota o significado moderno de confidencialidade. Seu significado é mais próximo ao da palavra “privado”, o que indica que os arquivos são de propriedade pessoal do Papa e não pertencem a nenhum departamento específico da Cúria Romana ou da Santa Sé. Em outras palavras, você pode visualizar qualquer documento que deseje, pois os arquivos não são secretos. No entanto, você não pode entrar na sala do Arquivo; precisa enviar o seu pedido para ver um documento, e ele será fornecido a você.

Os Arquivos Secretos do Vaticano contêm 84 km de prateleiras e 35 mil volumes. Os únicos documentos que você não pode acessar são aqueles que ainda não têm 75 anos de idade (a fim de proteger a informação governamental e diplomática do Vaticano).

4. Igreja de Nossa Senhora Maria de Zion, que contém um objeto bíblico muito importante (Etiópia)

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A Igreja de Nossa Senhora Maria de Zion fica na Etiópia, e é impossível acessá-la porque lá fica um dos objetos bíblicos mais importantes, a Arca da Aliança original que, segundo a tradição, chegou ao país quando Menelik I foi visitar o seu pai, o rei Salomão.

Devido à santidade e relevância da arca, só um monge especialmente escolhido tem o privilégio de entrar no templo, e ninguém mais está autorizado a sequer colocar os olhos sobre ele.

5. Museu Nacional de Educação e Segurança Jiangsu, onde estrangeiros são proibidos (China)

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O Museu Nacional de Segurança e Educação Jiangsu na China é o lar de documentos ultrassecretos sobre a história da espionagem chinesa. Há uma grande variedade de documentos e aparelhos que datam de 1927, e uma coleção de pequenas pistolas, armas disfarçadas de batom, câmeras em miniatura, escutas escondidas, moedas ocas utilizadas para esconder documentos e mapas escondidos em baralhos de cartas.

Só cidadãos chineses podem visitar o museu, para manter tais informações sensíveis longe dos estrangeiros. Nenhuma fotografia é permitida dentro do museu, mesmo se você for chinês.

6. Niihau, ilha havaiana de cultura indígena

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Niihau é a sétima maior ilha havaiana habitada. Ela não tem estradas pavimentadas, lojas, restaurantes, eletricidade e água encanada. Por outro lado, Niihau tem a única escola no Havaí (e provavelmente nos EUA) que depende inteiramente de energia solar para eletricidade.

Elizabeth Sinclair comprou Niihau em 1864 a partir do Reino do Havaí e a propriedade privada foi passada para seus descendentes, a família Robinson. Em 1915, o neto de Sinclair, Aubrey Robinson, fechou a ilha para a maioria dos visitantes com o objetivo de preservar a sua cultura indígena e vida selvagem. Mesmo os parentes dos habitantes só podem visitá-la com permissão especial.

7. Pine Gap, única região proibida da Austrália

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Pine Gap é o nome comumente usado para designar uma estação de rastreamento via satélite aproximadamente 18 quilômetros a sudoeste da cidade de Alice Springs, no centro da Austrália. Ela é operada pela Austrália e pelos Estados Unidos.

A instalação consiste em um grande complexo com mais de 800 funcionários. A localização é estrategicamente importante porque controla os satélites espiões americanos que passam sobre o terceiro do mundo, incluindo China, partes da Rússia, e os campos de petróleo do Oriente Médio. A Austrália central foi escolhida porque era uma região remota que dificulta a interceptação do sinal.

8. Centro de Pesquisa Nuclear de Negev, uma instalação nuclear protegida (Israel)

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O Centro de Pesquisa Nuclear de Negev é uma instalação nuclear israelense localizada no deserto de Negev, a cerca de 13 km a sudeste da cidade de Dimona, em Israel.

Informações sobre a instalação permanecem altamente secretas. Mas, em 1986, Mordechai Vanunu, ex-técnico em Dimona, fugiu para o Reino Unido e revelou para a mídia alguma evidência do programa nuclear de Israel.

Em janeiro de 2012, a imprensa informou que a Comissão de Energia Atômica de Israel tinha decidido, pelo menos temporariamente, desligar os reatores do centro de pesquisa. A vulnerabilidade do local a ataques do Irã foi citada como a principal razão para a decisão.

O espaço aéreo sobre a região é fechado para todas as aeronaves. Diversas medidas previnem a entrada não autorizada, por isso a área ao redor do Centro é fortemente vigiada e cercada.

9. Grande Santuário de Ise, o mais importante do Japão

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O Grande Santuário de Ise no Japão é um santuário xintoísta dedicado à deusa Amaterasu-ōmikami. Ele consiste de dois santuários principais e cerca de 125 adicionais, e é um dos locais mais sagrados e importantes do país.

O acesso é estritamente limitado. A única pessoa que pode entrar é o sacerdote ou sacerdotisa, que deve ser um membro da família imperial japonesa. O público em geral está autorizado a ver pouco mais do que os telhados das estruturas centrais, que estão escondidos atrás de cercas.

A cada vinte anos, os dois edifícios principais dentro do santuário são reconstruídos (Naiku, ou “Santuário Interno”, e Geku, ou “Santuário Externo”), sempre de acordo com os planos originais do projeto de mais de 1.000 anos atrás. Esta tradição de reconstrução é parte da crença do Xintoísmo na transitoriedade da vida e na renovação que se segue à morte. É também uma maneira inestimável de passar técnicas de construção antigas a geração seguinte.

10. Metro-2, suposto sistema de metrô secreto da Rússia

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Metro-2, em Moscou, é o nome informal de um sistema subterrâneo secreto de metrô, paralelo ao sistema público. Ele teria sido construído supostamente durante a época de Joseph Stalin, e recebeu o codinome de D-6 pela KGB (inteligência russa). Reza a lenda que ainda é operado pelo governo russo.

Boatos também dizem que o comprimento do Metro-2 é maior que o do metrô público. Quatro linhas se encontram a 50 a 200 metros de profundidade, conectando o Kremlin com o Serviço Federal de Segurança, o aeroporto do governo em Vnukovo-2, e uma cidade subterrânea no Ramenki, além de outros locais de importância nacional.

Infelizmente, toda a informação disponível sobre tal sistema é especulativa e não suportada por documentação, como fotografias. [Oddee]

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