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10 mistérios que indicam a existência de antigas civilizações avançadas

Pré-história significa o tempo “anterior a registros escritos”, ou seja, o período antes do século 4 aC. História antiga é o tempo a partir de nossa história escrita. O problema é que esse conceito de história antiga foi originalmente firmemente determinado pela Bíblia. Escrito a partir de um ponto de vista insular, pode ser que as histórias de algumas culturas antigas tenham sido distorcidas, negligenciadas ou até mesmo omitidas. A existência de monumentos inexplicáveis, algumas maravilhas feitas pelo homem e achados arqueológicos pertencentes ao mundo antigo e à pré-história estão levando os arqueólogos a acreditarem cada vez mais que civilizações avançadas existiram e foram esquecidas.

Como a maioria dos nossos registros antigos foi perdida durante a destruição de grandes bibliotecas, os seguintes mistérios são os únicos restos possíveis de sua existência:

10. Dispositivos muito avançados

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O conhecimento antigo era muito mais refinado e desenvolvido do que nós achávamos até pouco tempo atrás. De baterias a planisférios, uma variedade de dispositivos já foram escavados e encontrados. Duas descobertas notáveis foram a lente Nimrud e o famoso Mecanismo de Antikythera ou Máquina de Anticítera. A lente Nimrud de 3.000 anos atrás foi descoberta no palácio de Nimrud, no Iraque. Alguns especialistas acreditam que ela fazia parte de um antigo telescópio que os babilônios utilizavam, daí o seu avançado conhecimento de astronomia. E o famoso Mecanismo de Antikythera (200 aC) foi criado para calcular os movimentos do sol, da lua e dos planetas para prever eventos celestiais. Infelizmente, só podemos especular sobre a forma como muitos destes dispositivos foram criados e usados, e por que o conhecimento antigo que pertencia a eles desapareceu milênios depois.

9. Império Rama

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Apesar das guerras e várias invasões, a história antiga da Índia foi em grande parte preservada – e datava até cerca de 500 aC, conforme os cientistas especulavam. Mas descobertas no século passado levaram as origens da civilização indianas milhares de anos para trás. No Vale do Indus, as cidades de Harappa e Mohenjo Daro foram descobertas. Elas eram tão sofisticadas e bem planejadas que os arqueólogos acreditam que foram concebidas como um todo. Além disso, a cultura Harappa é um enigma. Suas origens e deteriorações não são claras, seu dialeto é desconhecido e a escrita é completamente indecifrável. No local, diferenças de classe social não podem ser discernidas e não há templos e edifícios religiosos. Nenhuma outra cultura, incluindo as do Egito e da Mesopotâmia, revelou o mesmo grau de planejamento e desenvolvimento.

8. Cavernas Longyou

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Considerada pelos chineses a “Nona Maravilha do Mundo Antigo”, a origem das 24 cavernas é até agora um mistério insondável. Descoberta em 1992, nenhum registro histórico ou evidência do trabalho envolvido para escavar os quase um milhão de metros cúbicos de pedra existe. A construção foi feita de tal forma que deixou um padrão consistente ao longo das cavernas, que alguns especialistas acreditam ser simbólico. Os padrões são semelhantes aos encontrados na cerâmica datada de 500 a 800 aC. Esculturas em pedra e pilares podem ser vistas na caverna, que é aberta para visitação pública. Há também um boato de que sete das cavernas têm um padrão de distribuição que coincide com as sete estrelas da Ursa Maior.

7. Nan Madol

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Ao largo da ilha de Pohnpei na Micronésia fica a antiga cidade de Nan Madol. Construída sobre um recife de coral exclusivamente a partir de rochas basálticas colossais (algumas pesando até 50 toneladas), a cidade é entrecruzada por uma multidão de canais e ligada por túneis submersos. Sua escala tem sido comparada à Grande Muralha da China e a Grande Pirâmide de Gizé, embora as pedras usadas nas pirâmides egípcias pesassem apenas cerca de 3 toneladas cada. Não existem registros sobre quem construiu a cidade, quando foi construída ou por que razão. A datação por radiocarbono coloca sua construção em 200 aC. A origem das rochas de basalto que compõem a cidade é desconhecida, assim como os métodos utilizados para as transportar para lá e empilhá-las tão alto quanto 15 metros, e tão espessas quanto 5 metros. Ossos humanos descobertos por arqueólogos são muito maiores do que o dos micronésios habitantes do local hoje.

6. Túneis da Era da Pedra

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Da Escócia à Turquia, sob centenas de povoações neolíticas, os arqueólogos descobriram evidências de uma extensa rede de túneis subterrâneos. De quase dois de 700 metros na Baviera alemã para um de 350 metros na Áustria, o fato de que estes túneis sobreviveram por 12.000 anos é um testemunho da habilidade dos seus construtores, e da dimensão que a rede original deve ter tido. Mesmo que não fossem todos ligados, especialistas acreditam que as pessoas usavam esses túneis para viajar com segurança, independentemente do perigo que estavam enfrentando. Em todo o sistema, também parece ter áreas de armazenagem e de descanso.

5. Puma Punku e Tiwanaku

Puma Punku é um dos quatro arranjos estruturais da antiga cidade pré-inca de Tiwanaku, na América do Sul. A idade das ruínas megalíticas é extremamente controversa, pois já foram escavadas e saqueadas diversas vezes desde que foram descobertas e, como tal, os especialistas dizem ter sido contaminada em todos os sentidos possíveis. O consenso é que são mais velhas do que as pirâmides, com reivindicações de até 15.000 anos. Mesmo os incas não sabiam sua história. As enormes pedras usadas na construção não têm marcas de cinzel e foram finamente cortadas para encaixar com as outras. Várias foram cortadas com tanta precisão que fica claro que os construtores tinham um conhecimento extremamente sofisticado de corte de pedra, engenharia e geometria. A cidade também tinha um sistema de irrigação plenamente funcional, linhas de esgoto à prova d’água e mecanismos hidráulicos. Sem registro de seus habitantes ou seus métodos, as tecnologias e processos utilizados durante a sua construção continuam a ser um enigma.

4. O mistério da braçadeira de metal

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Continuando o mistério de Puma Punku, neste local, bem como em Koricancha, Ollantaytambo, Yuroc Rumi e no Egito antigo, grampos de metal foram usados nas maiores estruturas construídas. Evidência das ranhuras e furos em que foram utilizados ainda podem ser observadas. Primeiramente, arqueólogos acreditavam que essas “braçadeiras” foram trazidas para ser colocadas ali, mas análises revelaram que o metal foi literalmente vertido para esses recuos, o que significa que os construtores tinham fundições portáteis. Especialistas acreditam que os metais utilizados só poderiam ser fundidos a temperaturas muito elevadas – que, pelo que sabemos, os antigos não eram capazes de produzir. E se eles tinham tal tecnologia, por que ela, bem como os métodos incríveis usados para construir estas ruínas megalíticas, se perderam nos séculos seguintes imediatos?

3. O enigma Baalbek

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O sítio arqueológico de Baalbek, no Líbano, tem algumas das ruínas romanas mais bem preservadas do mundo. Chamado de Heliópolis em tempos antigos, as ruínas do templo são verdadeiramente incríveis. O que torna este local misterioso, porém, é o enorme monte megalítico a partir do qual os romanos o construíram. Esses monólitos, que podem pesar até 1.200 toneladas cada, são as maiores pedras trabalhadas do mundo. Alguns arqueólogos acreditam que a história do local remonta cerca de 9.000 anos, conforme escavações revelaram evidências da Idade do Bronze Média (1.900 – 1.600 aC) e do início da Idade do Bronze (2900 – 2300 aC). Além do mistério de como essas pedras foram trazidas para o local a partir da região onde foram extraídas, dada sua localização e o espaço disponível para manobrá-las, arquitetos e engenheiros afirmam que não temos tecnologias conhecidas que sejam capazes de levantar e posicionar as pedras do jeito que elas estão. Ou seja, elas estão simplesmente além da capacidade de construção de qualquer engenheiro, antigo ou moderno.

2. Platô de Gizé

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Muitos mistérios cercam o antigo Egito. Sabemos agora que a construção da Grande Pirâmide foi tão precisa e além da nossa compreensão que provavelmente não era destinada para abrigar os restos de um rei. Além disso, como foi provado que a erosão da Esfinge veio principalmente da chuva antes da área tornar-se um deserto, fica claro que tem, no mínimo, 7.000 a 9.000 anos, com alguns acreditando que poderia até mesmo ser mais velha do que isso. O auge súbito da civilização egípcia no terceiro milênio antes de Cristo tem levado muitos especialistas a acreditar que o legado deles vem de uma civilização anterior esquecida. Além da Esfinge, outras construções evidentemente pré-dinásticas foram descobertas na Casa Mortuária de Khafre, no Vale dos Templos e no Templo Mortuário de Miquerinos, já que foram construídos a partir de blocos de calcário escavados durante a construção da Esfinge, e possuem a mesma erosão evidente.

1. Gobleki Tepe

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Remontando ao final da última era glacial (12.000 anos atrás), um complexo de templo recém-descoberto no sudeste da Turquia tem sido chamado de a mais importante descoberta arqueológica dos tempos modernos. Antecedendo a cerâmica, a escrita, a roda e a metalurgia, sua construção implica um nível de sofisticação e complexidade até agora jamais associados com civilizações paleolíticas. Tendo sido construído milhares de anos mais cedo do que Stonehenge, o local é composto por 20 estruturas redondas (4 foram escavadas até agora) e pilares talhados até 5,5 metros de altura e pesando até 15 toneladas cada. Ninguém pode dizer com certeza quem criou o complexo ou por que, mas é de se imaginar como esses supostos caçadores-coletores tinham conhecimentos avançados de alvenaria e silharia, se foram a primeira civilização do mundo.[Listverse]

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