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10 momentos olímpicos de inspiração

Esporte não é só competição, saúde, vitória: é integração, superação, amizade, amor, garra. Por isso, ao longo dos anos, as Olimpíadas mostraram para o mundo a força que os esportes têm em mudar as pessoas e nos fazer melhores do que pensamos ser. Confira 10 momentos incríveis que vão lhe inspirar:

1 – Derek Redmond: pai ajuda corredor ferido a terminar a prova

Derek Redmond foi forçado a retirar-se do revezamento de 400 metros em 1988 devido a uma lesão no tendão 90 segundos antes da prova começar. Apesar da tragédia, o atleta não desistiu de seu esporte favorito. Em Barcelona-1992, depois de passar por oito operações, Derek aparentava boa saúde e fez uma excelente primeira parte da prova, registrando o tempo mais rápido. Mas apenas a 250 metros do final da prova, Redmond machucou novamente o tendão, e parecia que a vitória lhe tinha sido arrebatada mais uma vez. Derek se recusou a desistir. Mancando ao longo do trecho final, Derek batalhava para continuar na prova até que seu pai passou pela segurança e ajudou seu filho a atravessar a linha de chegada. Sessenta e cinco mil pessoas aplaudiram os heróis. Embora tenha chegado em último na corrida olímpica, ele ficou em primeiro lugar na corrida humana.

2 – Jesse Owens: provou que Hitler estava errado ganhando quatro medalhas de ouro

Berlim, 1936. Com o Terceiro Reich firmemente no poder, Adolph Hitler quis mostrar ao mundo a superioridade do fascismo e da raça ariana loira de olhos azuis que ele defendia. Mas o ditador não contava com um jovem chamado Jesse Owens. O afro-americano ganhou o ouro nos 100 metros, nos 200 metros, no salto em distância, e com a equipe de revezamento de 400 metros. Isso enfureceu Hitler, que se recusou a apertar a mão do atleta. As realizações de Jesse Owen foram aclamadas em todo o mundo como prova de que a eugenia ariana era besteira. No entanto, de volta para os EUA, ele não teve um tratamento muito melhor do que o espero, e foi forçado a usar um elevador diferente na sua própria festa para homenagear sua vitória por causa da cor de sua pele. Ai, seres humanos, quando vocês vão parar de se envergonhar?

3 – Wilma Rudolph: supera poliomielite e ganha 3 medalhas de ouro

Wilma Rudolph desafiou todas as probabilidades. Nascida prematuramente e acometida de poliomielite quando criança, parecia que ela nunca mais voltaria a andar, muito menos correr. Crescer como uma mulher afro-americana nos anos 1950-60 agravou seus problemas. Mas isso não a impediu de se superar. Depois de usar uma cinta por 12 anos, ela começou a jogar basquete, e, eventualmente, correr. Em 1960, ela foi aos Jogos Olímpicos de Verão, em Roma, e ganhou 3 medalhas de ouro. Apelidada de “O Tornado de Tennessee”, ela ainda é considerada uma das mais rápidas corredoras que já existiram.

4 – Kerri Strug: concluiu prova apesar de um tornozelo quebrado

Em 1996, a equipe olímpica de mulheres americanas apelidadas de “The Magnificent Seven” (As Sete Magníficas) competia duramente contra as russas, que haviam dominado o evento durante quarenta anos. Durante seu primeiro salto, a atleta Kerri feriu gravemente seu tornozelo. Mas ela estava muito perto da vitória para desistir. Então, reuniu toda a sua força e saltou mais uma vez, pousando em ambos os pés, e colapsando em agonia. Funcionou: as americanas ganharam o ouro.

5 – Billy Mills: nativo americano vira maior azarão da história olímpica

Billy Mills não tinha chance. Órfão aos 12 anos de idade e criado pela avó, uma índia americana, Billy viveu na pobreza de uma reserva. Mas foi sua perseverança que perseverou: ele chegou a Tóquio em 1964, praticamente um azarão desconhecido na corrida de 10.000 metros. Ele teve até que pedir emprestado um tênis para correr, já que o patrocinador da equipe disse que só tinha o suficiente para “vencedores”. Mas na última etapa da corrida, Mills surpreendeu a todos e chegou ao fim com um tempo de 28:24.4, recorde olímpico que ainda tem que ser batido.

6 – Joannie Rochette: realizou prova perfeita, apesar da morte da mãe

A canadense Joannie Rochette passou de estar em um sonho para um pesadelo quando sua mãe morreu de repente no domingo antes de ela se apresentar nas Olimpíadas de Inverno em 2010. Ainda se recuperando das notícias, Rochette decidiu deixar sua mãe orgulhosa. Diante de uma multidão de 14.000 pessoas, ela se apresentou com tanta convicção e coração que arrancou lágrimas de todos. “Eu não tenho arrependimentos”, disse ela.

7 – Lawrence Lemieux: entregou o ouro para resgatar colegas em perigo

Algumas pessoas fazem qualquer coisa para ganhar, mas não Lawrence Lemieux, um marinheiro canadense. Nos jogos de Seul em 1988, Lawrence competia quando as águas se tornaram instáveis e perigosas, e dois marinheiros da equipe de Cingapura viraram. Embora estivesse em 2º lugar, Lawrence decidiu ajudar seus atletas companheiros. Puxou-os a bordo e esperou o barco de patrulha vir pegá-los. Devido a isso, ele tecnicamente chegou em 22º, mas a União de Corrida Internacional de Iates decidiu conferir-lhe o 2º lugar por causa de seu espírito esportivo.

8 – Nadia Comaneci: nota 10 com apenas 14

Nadia Comaneci é, talvez, a ginasta mais conhecida do mundo. Em 1976, a adolescente romena roubou o coração de espectadores e juízes quando competiu em Montreal com apenas 14 anos. Ela ganhou 3 medalhas de ouro esse ano, e seu desempenho nas barras assimétricas lhe valeu um 10 perfeito – o primeiro em um evento de ginástica (nem o placar não estava preparado para isso, já que a leitura digital só conseguiu mostrar a nota como 1,0). Mais tarde, a idade para competir aumentou, então a conquista é ainda inigualável.

9 – Dan Jansen: apesar de tragédia familiar, continuou tentando até ganhar o ouro

Dan Jansen era muito amigo de sua irmã; foi ela quem sugeriu que ele competisse em provas de velocidade no gelo. Mas quando seu sonho finalmente se tornou realidade, em 1988 nos Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary, no Canadá, sua irmã faleceu poucas horas antes de ele competir nos 500 e 1.000 metros. Atordoado e devastado, ele competiu mesmo assim, mas a dor era muito grande e Dan tropeçou e caiu em ambas as corridas. Mas não desistiu. Ele voltou em 1992, e não ganhou o ouro. Ainda não desistiu. Em 1994, conseguiu ganhar a medalha de ouro nos 1.000 metros, estabelecendo um novo recorde mundial, e dedicou a medalha à sua irmã.

10 – Equipe jamaicana de Bobsled

Tema do filme “Cool Runnings” da Disney, a equipe jamaicana de Bobsled (esporte de inverno) soa estranha para nós: jamaicanos calorosos e cheios de dread deslizando sobre o gelo? Mas eles eram para valer. Quando a equipe foi introduzida ao mundo nos Jogos Olímpicos de 1988, seus uniformes verde-e-amarelo se destacaram quase tanto quanto seus corações. Inexperientes, eles bateram seu trenó, mas mostraram o verdadeiro espírito esportivo sorrindo e apertando as mãos dos espectadores enquanto caminhavam em direção à linha de chegada. E em 1994, eles bateram os EUA e a França, chegando em 14º lugar geral.

Bônus: Seleção brasileira tenta quebrar próprio recorde

Nas últimas Olimpíadas, em Pequim, em 2008, o Brasil ganhou 15 medalhas, um recorde igualado ao de Atlanta em 1996, quando também ganhamos 15 medalhas, número máximo até agora. A delegação de Londres espera superar essa marca, e teve um início de competição muito bom.

Mais do que isso: se contar com o bom retrospecto chinês, o Brasil tem tudo para se superar. César Cielo, por exemplo, faturou em Pequim a primeira medalha de ouro da história da natação brasileira em Jogos Olímpicos, nos 50m livre. Outras duas conquistas douradas do Brasil vieram com a garra das mulheres: Maurren Maggi, que superou o drama da suspensão por doping e foi a primeira mulher brasileira a ganhar ouro individual em Jogos Olímpicos, e a equipe feminina de vôlei, que exorcizou o fantasma e foi finalmente campeã olímpica contra os Estados Unidos.

E temos campanhas vitoriosas para servir como modelo para quebrar alguns tabus. A seleção de basquete, por exemplo, dá mostras de que aprendeu a lição e está no caminho certo. Depois de garantir vaga nos Jogos após 16 anos na fila, a equipe chega com moral: venceu nove das 12 partidas de preparação, com destaque para a boa atuação diante do temido “Dream Team” dos Estados Unidos.

Até agora, o Brasil está em 11º no ranking das seleções (30/07 às 13h00), com três medalhas ganhas (um ouro, uma prata e um bronze). Como de costume, chineses e estadunidenses lideram o ranking, com 13 medalhas cada. Superar essas duas potências olímpicas ainda está um pouco distante da nossa realidade, mas a chance de terminar melhor colocado do que em 2008 (23º) é um sonho que pode ser alcançado.[Oddee, GloboEsporte]

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