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10 mulheres com incrível força física

Hoje é o Dia Internacional Das Mulheres. Para homenageá-las, vamos falar de mulheres que foram tão ou mais fortes do que muitos homens – literalmente. Confira a história de 10 mulheres que ficaram famosas e cativaram o público com suas habilidades físicas:

10. Vulcana

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Kate Roberts née Williams, nascida no País de Gales em 1883, foi, de acordo com a sua publicidade, a primeira mulher a realizar o ato “túmulo de Hércules”, no qual ela se posicionava no chão, e uma plataforma pesada era colocada em sua barriga, na qual subiam dois cavalos guiados por um par de atendentes. Os cavalos e os homens ficavam em cima da plataforma apoiada pela Vulcana por vários segundos. Há rumores de que ela já pressionou 56,4 quilos com uma mão, e tinha apenas 1,65 m de altura. Sua força impressionou o grande pai fisicultura na França, Edmond Desbonnet, que lhe deu uma medalha. Ela foi a amante (mas nunca a esposa) de outro artista, William Rogers. Em seu ato duplo, eles foram apresentados como irmãos, provavelmente para evitar o escândalo já que ele já era casado. Como explicaram os seis filhos que resultaram do seu envolvimento, não tenho ideia.

9. Athleta

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A belga Athleta Van Huffelen era uma verdadeira mulher-espetáculo. Quando sua carreira começou, aos 18 anos, em 1886, em vez de simplesmente levantar pesos padrão no palco, ela levantava cavalos adultos, barris pesados, membros do público, etc. Uma assinatura de seu show era erguer três homens e equilibrá-los sobre seus ombros. Uma vez, na frente de testemunhas, ela levantou 92,5 kg sobre a cabeça com um braço só, um recorde pessoal. Além disso, ela era uma grande lutadora que competia com outras mulheres, e pelos padrões da época, tinha uma beleza deslumbrante. Mais tarde, seu ato passou a incluir suas filhas Anna, Brada e Louise. Em 1908, pouco depois de sua aposentadoria, o bíceps de Athleta ainda media mais de 40 centímetros. Depois que a mãe deixou o palco, as três filhas continuaram se apresentando no Folies Bergère, em Paris.

8. Luisita Leers

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Luise Krökel, que ficou famosa com seu nome artístico Luisita Leers, nasceu na Alemanha. Seu ato exigia enorme força física. Ela começou sua carreira com sua mãe e padrasto aos 11 anos. Sua musculatura e controle já eram desenvolvidos o suficiente para realizar proezas aéreas de força, como a “cruz de ferro”. Em 1926, ela iniciou sua carreira solo com atos em um trapézio, com demonstrações surpreendentes como rotações ao contrário ao redor da barra do trapézio (seu recorde pessoal foi de 139) e acrobacias verticais enquanto apoiada em nada mais do que seu pescoço. Ela se apresentava sem rede de segurança. Sua carreira terminou por volta de 1936, quando, presa na Alemanha nazista pela eclosão da guerra, ela foi forçada a se aposentar.

. Charmion

Nascida Laverie Valée em Sacramento, Califórnia (EUA), em 1875, Charmion fazia acrobacias de força incríveis que exibiam seu físico musculoso, bem como seu charme burlesco. No trapézio, enquanto usava uma vestimenta da era Eduardiana incluindo chapéu, luvas, vestido de comprimento no tornozelo, saias, roupa de baixo branca, meias pretas, etc., ela retirava suas camadas, jogando as peças com babados para os homens da multidão, até que ficava vestida apenas com um collant. Thomas Edison era seu fã e filmou esta parte do seu ato em 1901. O crítico de teatro George Jean Nathan a credita como a “avó do striptease”. Ela se apresentava na maior parte para multidões masculinas nos teatros de Nova York e Londres. Charmion morreu em 1949, em Santa Ana, Califórnia.

6. Marina Lurs

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Nativa da Estônia, Maria Loorberg, nome artístico Marina Lurs, nasceu em 1881. Após treinar com o levantador de peso Adolph Andrushkevich, ela subiu ao palco com um ato solo no qual fazia malabarismos com pesos de mais de 30 kg. Sua assinatura era “o carrossel vivo”, em que voluntários agarravam cordas ligadas a um jugo (peça de madeira), que ela levantava sobre seus ombros e girava em torno do palco. Durante uma tentativa de recorde pessoal, ela apoiou 13 pessoas pesando um combinado de mais de 860 kg com as pernas. Maria fez tours pela Rússia, Oriente Próximo e Extremo Oriente exibindo um ato no qual competia contra sua amiga e adversária de luta, Anette Busch (item 3). Elas também lutavam contra homens locais (ocasionalmente causando um escândalo). No auge de sua carreira, Marina foi considerada a maior atleta feminina do Império Russo.

5. Miss Apollina

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Com o nome verdadeiro de Elise Gillaine Herbigneaux, a belga “Apollina” nasceu em 1874. Tendo sempre admirado homens fortes, mudou-se para Paris para treinar com levantadores de peso notáveis a fim de desenvolver sua força. Seus bíceps tinham quase 40 centímetros (e ela tinha apenas 1,65 m). Mais tarde, Apollina começou a fazer tours como lutadora amadora, e logo se tornou campeã mundial ao derrotar 40 adversárias em uma competição. E um de seus atos de show, ela levantava 47,6 kg com uma mão. Porém, sua fama veio principalmente das suas lutas contra adversários masculinos. Em turnê, ela adotou um menino de 3 anos de idade.

4. Marie Ford

Nova-iorquina nascida em 1900, Marie Ford gostava de acrobacias, esportes e maratonas. Essas atividades ajudaram a moldar e treinar seu corpo com uma agilidade raramente vista em mulheres de sua época. Ela lutava com ambos oponentes do sexo feminino e masculino. Seu amor ao boxe a levou a usar em seus shows uma versão do pancrácio moderno, uma combinação de boxe e luta livre. Ela lutava contra voluntários da plateia (não boxeadores profissionais ou homens mais pesados que sua classe de peso) durante suas turnês na América do Norte. Sua assinatura era “amolecer” um adversário com golpes, aplicar uma “gravata”, e fixá-lo no chão. É difícil encontrar filmagens das lutas de Marie, mas acima você pode ver uma luta típica dos anos 1920 entre pugilistas femininas.

3. Anette Busch

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Amiga de Marina Lurs, Anette também era nativa da Estônia, nascida em 1882. Depois de se juntar a uma trupe de circo russa, ela começou a se apresentar com acrobacias físicas, incluindo quebrar correntes de ferro, dobrar barras de ferro, e arrebentar moedas de cobre pela metade. Sua assinatura era a “tourada”, ato em que ela pegava um touro vivo pelos chifres e forçava sua cabeça ao redor. Seu show mais famoso envolvia entrar na posição de ponte no palco. Uma placa era colocada em seu corpo, e 10 membros da orquestra ficavam em cima dela, tocando seus instrumentos. A partir de 1907, ela começou a excursionar com Marina demonstrando luta livre e levantamento de peso, e desafiando homens locais para combates. Mais tarde, para escapar da Revolução Russa, ela se mudou para a Sibéria, e em seguida para o Japão, onde se interessou por sumô. Ela lutou contra oponentes masculinos e manteve um status de “semideusa”. Anette morreu em 1969.

2. Minerva

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Nascida Josephine Blatt em Hamburgo, Alemanha, Minerva foi uma das mais bem sucedidas mulheres fortes do circuito do entretenimento. Até sua aposentadoria em 1910, aos 42 anos, ela surpreendeu o público por toda a Europa e América. Demonstrações de sua força incluíam quebrar correntes de aço expandindo seu peito, e apanhar bolas de canhão de 10 kg disparadas de um canhão de curto alcance. Em 1893, ela tornou-se conhecida como a mulher mais forte do mundo (segundo o Livro Guinness dos Recordes Mundiais) quando levantou um total de 1.616 kg no Teatro Bijou em Hoboken, Nova Jérsei (EUA). De acordo com a imprensa da época, ela gostava tanto de cavalos que parava ao andar na rua para empurrar carroças carregadas por eles em uma colina, ou para puxar cavalos esgotados para fora da lama.

1. A Grande Sandwina

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Katie Sandwina (nome real Kate Brumbach) nasceu em uma família de especialistas em força em Viena, na Áustria. Seu nome artístico foi uma homenagem a Eugene Sandow, fisiculturista considerado como tendo o corpo mais perfeito do sexo masculino no mundo. Sandwina tinha 1,83 m de altura e bíceps de 43 centímetros. Durante sua carreira, desafiou qualquer homem que pudesse vencê-la em uma luta ou levantando pesos. Segundo a lenda, ela nunca perdeu. Ela levantou 74,8 kg sobre a cabeça com apenas um braço, e apoiou 14 pessoas em seus ombros. Com 64 anos, ainda era capaz de dobrar barras de ferro e quebrar ferraduras. Depois de sua aposentadoria, abriu um restaurante em Nova York com seu marido.[Listverse]

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