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10 mulheres pioneiras da aviação

Muitas mulheres foram verdadeiras pioneiras e aventureiras em um momento em que o sexo feminino não era bem-vindo em um campo dominado por homens. Abrangendo quase um século, essas mulheres devem ser lembradas por sua determinação, bem como suas habilidades como aviadoras. Confira as histórias incríveis de algumas desbravadoras dos céus:

1 – Svetlana Savitskaya

Primeira mulher a caminhar no espaço, Svetlana Savitskaya nasceu em 8 de agosto de 1948, em Moscou (Rússia). Ela começou a praticar paraquedismo em tenra idade, tendo feito 450 saltos e estabelecendo um recorde para uma queda livre de 14 km antes de seu aniversário de 18 anos. Frequentou o Instituto de Aviação de Moscou, sendo licenciada para voar em 20 aeronaves diferentes. Ela estabeleceu um recorde feminino de velocidade de 2,683 km/h em um MiG-21. Mais tarde, entrou para o programa espacial soviético, tornando-se uma cosmonauta em 1980. Com isso, se tornou a segunda mulher a ir para o espaço a bordo da nave Soyuz T-7, e participou da primeira caminhada espacial feita por uma mulher, com duração de pouco mais de três horas e meia. Aposentou-se em 1993, tendo sido premiada com o título de Herói da União Soviética duas vezes.

2 – WASPs/WAAFs

Nos Estados Unidos e no Reino Unido, as instituições Women Airforce Service Pilots (WASPs, algo como uma força aérea feminina) e Women’s Auxiliary Air Force (WAAFs, força aérea auxiliar feminina) foram criadas para empregar pilotas em funções que eram tradicionalmente ocupadas por homens.
As WASPs treinaram um total de 1.074 pilotas para voar aviões entre fábricas e bases aéreas, liberando pilotos para o combate e outras funções militares. Elas também voaram aviões de carga e aviões-alvo rebocados para prática de alvo. Embora civis, elas foram treinadas para voar a maior parte dos aviões militares da Segunda Guerra Mundial. Tragicamente, 38 pilotas da WASP foram mortas em treinamentos ou acidentes durante o serviço, mas não receberam funerais militares.
As WAAFs eram compostas de mais de 180 mil mulheres em seu auge. Elas voavam no Transporte Aéreo auxiliar, e também assumiam muitos outros serviços além de voar, como dobrar paraquedas, serviços de radar e comunicação, direção de aviões durante batalhas, etc.

3 – Amy Johnson

A pilota britânica Amy Johnson ganhou sua licença como pilota e mecânica de solo em 1929, voando a longa distância e quebrando recordes pouco depois. Ela foi a primeira mulher a voar de Londres a Austrália, a primeira (com Jack Humphries como copiloto) a voar de Londres a Moscou, e bateu recordes de velocidade voando para o Japão e para a África do Sul. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela se juntou ao Auxiliares de Transporte Aéreo (ATA), pilotando aviões militares de e para bases aéreas, fábricas e unidades de manutenção. Em 5 de janeiro de 1941, ela estava voando de uma base em Ayrshire para outra em Oxfordshire quando foi forçada a abandonar seu avião no Estuário do Tamisa, fora de curso, e sem combustível. Tem havido alguma controvérsia em torno de sua morte, incluindo a alegação de que ela foi vítima de um incidente de fogo amigo (fatalidade cometida sem querer por seus próprios aliados), e uma teoria de que ela estava em uma missão secreta quando seu avião caiu. Primeira fatalidade da ATA na guerra, seu corpo nunca foi recuperado.

4 – Sabiha Gokcen

Sabiha foi a primeira mulher turca a ganhar uma licença de piloto e a primeira mulher no mundo a voar um avião durante serviço de combate. Ela aprendeu a voar em Turk Kusu, uma Escola de Aviação Civil turca, e depois recebeu treinamento avançado na Rússia. Ela voou bombardeiros para o Primeiro Regimento de Aeronaves Eskisehir e guiou missões de combate na rebelião Dersim em 1937. Em 1938, ela foi nomeada Instrutora Sênior da Escola de Aviação Turk Kusu, posição que ocupou até 1955. O Aeroporto Internacional Sabiha Gokcen em Istambul é dedicado a ela.

5 – Harriet Quimby

Harriet foi a primeira mulher a ganhar uma licença de piloto nos Estados Unidos, em agosto de 1911. Jornalista e roteirista, ela se tornou uma pequena celebridade e foi extremamente influente para outras mulheres nos primeiros dias da aviação. Sua carreira na aviação, apesar de breve, foi marcada por uma travessia do Canal Inglês, já que foi a primeira mulher a atravessá-lo. Em 16 de abril de 1912, ela voou um monoplano 50 HP de Dover, Inglaterra, para Hardelot-Plage, Pas-de-Calais. Sua conquista foi ofuscada pela notícia do naufrágio do Titanic no dia anterior. Em 1 de julho de 1912, ela foi morta durante um voo em um show aéreo em Massachusetts. Quimby e seu passageiro caíram depois que o avião entrou em um mergulho íngreme.

6 – Raymonde de Laroche

A francesa Raymonde foi a primeira mulher no mundo a ganhar uma licença de piloto. Ela foi premiada com o número de licença 36 pela Fédération Aéronautique Internationale, em 8 de março de 1910. Ele venceu a Coupe Femina em 1914, evento que premiava a mulher com o maior tempo de voo, com um voo de mais de 4 horas. Raymonde também estabeleceu dois recordes mundiais em 1919 para voo mais longo feito por uma mulher, com uma distância de 323 km e altitude de 4.785 metros. Em 18 de julho de 1919, ela morreu durante um voo em um avião experimental, quando caiu ao tentar pousar.

7 – Helene Dutrieu

Helene era uma verdadeira aventureira, que vivia de fazer shows com desafios. Ela começou a correr e realizar acrobacias em bicicletas, motocicletas e carros até sua primeira tentativa de voar, que foi menos do que mal sucedida, já que ela derrubou o avião logo na decolagem. Mais tarde, Helen se tornou capaz de voar solo e ganhou sua licença de piloto do Aero Clube da Bélgica em 25 de novembro de 1910. Quarta mulher no mundo e primeira belga a ganhar sua licença, ela rapidamente passou a bater recordes de altitude e distância. Ela foi a primeira mulher a voar mais de uma hora, e a primeira a voar com um passageiro. Em 1910, com um tempo de voo de 2 horas e 35 minutos, ela ganhou a Coupe Femina. Por causa de suas realizações na aviação, foi homenageada com a Legião de Honra francesa.

8 – Bessie Coleman

Elizabeth “Bessie” Coleman, afro-americana, superou muitos desafios em seu caminho para se tornar a primeira afro-americana a ganhar uma licença de piloto. Ela não foi aceita em nenhuma escola de aviação americana, de modo que aprendeu francês e foi a Paris para aprender a voar. Ela ganhou sua licença em 15 de junho de 1921, e voltou para os Estados Unidos onde começou a praticar acrobacias e demonstrações em shows aéreos. Defensora da igualdade, ela lutou para derrubar barreiras raciais na região sul dos EUA, onde havia segregação racial, exigindo instalações iguais para seus shows aéreos. Embora tenha morrido em um acidente de avião em 1926, sua vida foi vista como um primeiro passo importante para romper as barreiras raciais e de gênero nos momentos iniciais da aviação.

9 – Amelia Earhart

Nenhuma lista de mulheres pioneiras da aviação estaria completa sem Amelia Earhart, uma das pilotas mais famosas de todos os tempos. Ela foi apenas a 16ª mulher a ganhar uma licença de piloto, recebida em 15 de maio de 1923. Depois, se tornou a primeira mulher a cruzar o Oceano Atlântico como passageira, tornando-se uma “celebridade” no processo. Mais tarde, estabeleceu um recorde como a primeira mulher a voar sobre a América do Norte e a primeira mulher a voar solo sem paradas através do Atlântico.

Conforme sua fama cresceu, ela começou a quebrar outros recordes da aviação, definindo seu objetivo final de circunavegar o globo. Embora ela não fosse a primeira a cruzar o mundo, seu plano era fazer o caminho mais longo ao redor dele. Sua primeira tentativa terminou quando ela caiu na decolagem, tendo assumido um pequeno erro. Sua segunda tentativa terminou com um dos maiores mistérios do século 20. Voando de oeste para leste, ela começou sua viagem em Oakland, Califórnia, com destino a Miami, Flórida. Em um dos últimos e mais difíceis trechos da viagem, seu avião desapareceu próximo a Ilha Howland, no Pacífico central. Muitas teorias e controvérsias cercam seu desaparecimento.

10 – Jacqueline Cochran

Jacqueline ganhou sua licença de piloto em 1932. Ela usou seu amor pela aviação pela primeira vez para promover “Wings” (asas, em português), sua linha de cosméticos. Em 1934, ela começou a competir e foi a primeira mulher a voar na Corrida Bendix, a qual ganhou em 1937. Antes do envolvimento dos EUA na Segunda Guerra Mundial, ela propôs um programa para permitir que pilotas exercessem funções de não combate na aviação, semelhante ao Auxiliares de Transporte Aéreo (ATA) britânico. Isso a tornou a diretora das WASPs.
Ela foi premiada com várias medalhas durante sua vida. Amiga de Chuck Yeager, ela foi a primeira mulher a quebrar a barreira do som, junto com ele em um avião de caça. Depois, quebrou mais recordes de velocidade, altitude e distância do que qualquer outro piloto, homem ou mulher, mantendo-os até a sua morte, em 1980. Nenhuma outra mulher e muito poucos homens foram tão influentes para a era da aviação moderna quando Jacqueline Cochran.[Listverse]

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