Dando asas à informação

10 mutações de cor incríveis em animais

Pinguins são preto e branco. Elefantes são cinzas. Tigres são laranjas com listras pretas. Todo mundo sabe disso, bem como todo mundo sabe que toda regra tem uma exceção. De vez em quando, um espécime recebe uma mutação que muda toda a sua aparência. A anomalia pode apenas diferenciá-lo de seus companheiros, ou pode até formar uma nova subespécie.

Confira alguns desses animais que fugiram do padrão:

10. Pandas marrons


Os pandas têm apenas uma subespécie – o panda marrom, também conhecido como panda ou urso Qinling, por morar nas montanhas Qinling da China. Esses animais têm pelo marrom escuro onde a maioria dos pandas tem pelo preto, e pelo bege onde a maioria dos pandas são brancos. Os cientistas dizem que estes ursos provavelmente surgiram quando os pandas praticaram endogamia. Descobrimos a subespécie castanha em 1985, mas só a declaramos única em 2005. Pode haver centenas de pandas marrons escondidos nas montanhas, mas os cientistas até agora só viram cinco espécimes reais.

9. Pinguins pretos


Ao menos 17 espécies de pinguim existem, de modo que as aves podem variar consideravelmente em aparência. O pinguim padrão tem costas pretas e barriga branca, mas eles também podem ter plumas coloridas, bicos laranjas, nadadeiras brancas, ou olhos amarelos brilhantes. Também existe o pinguim preto, que é totalmente preto. Quando um fotógrafo da National Geographic avistou um em 2010, um ornitólogo explicou que a mutação era extremamente rara. O indivíduo sofria de melanismo, excesso de produção de melanina, o pigmento que colore a pele. Muito mais aves sofrem com a falta de melanina do que excesso dela, e melanismo em pinguins nunca havia sido visto antes.

8. Gatos quimeras


Uma metade de Vênus é preta, a outra é laranja. A metade preta tem olho verde, a outra metade olho é azul. Ninguém sabe exatamente como Vênus ficou assim, mas muitos acreditam que a gata é uma quimera. Quimeras são o resultado de dois embriões se fundindo no útero e são bastante comuns em gatos – o não impediu Vênus de se tornar famosa na internet. Ela tem uma página no Facebook com mais de 150 mil Curtir e um vídeo no YouTube visto mais de duas milhões de vezes.

7. Zebras pretas

7
Pinguins não são os únicos animais branco e preto a nascer com melanismo. Algumas zebras também sofrem da mutação, mais comum nestes bichos do que em pinguins, mas ainda muito raras. É possível que zebras com melanismo não durem muito tempo na natureza. E, ao contrário dos pinguins, uma zebra com a mutação não é totalmente preta. Em vez disso, tem listras pretas mais extensas e pronunciadas, que as fazem parecer mais preta do que o habitual. De qualquer forma, cada zebra é incomum em sua própria maneira. As listras de cada espécime são originais como impressões digitais.

6. Zebras com listras douradas


Enquanto muita melanina dá a zebras grandes listras pretas, muito pouca melanina as deixa com listras douradas claras. Você pode já ter visto fotos de Zoe, a zebra havaiana, na internet, mostrando-lhe com listras laranjas brilhantes. Estas fotos foram manipuladas, mas sua aparência real ainda é marcante. Zoe tem listras douradas e olhos azuis por conta de uma doença genética. Ela sofre de perda de tirosinase, uma enzima responsável pela oxidação de fenóis em plantas e animais.

5. Cangurus albinos

5
O canguru cinza oriental é uma das maiores espécies de canguru. Os indivíduos podem medir até 2,10 m de altura e pesar até 54 kg. Eles também são capazes de saltar 8 metros em um único pulo, e atingir velocidades de cerca de 56 quilômetros por hora. Cangurus albinos são raros de encontrar em estado selvagem, mas um foi flagrado no Parque Nacional Namadgi, a sudoeste de Canberra, na Austrália. É provável que seja uma fêmea, que foi chamada de Renée. Diferentemente da maioria dos membros de sua espécie cinza, Renée tem a pele branca e os olhos cor de rosa. Especialistas em vida selvagem dizem que cangurus albinos têm uma baixa possibilidade de sobrevivência na natureza, pois são presas fáceis para cães e raposas selvagens. Cangurus albinos também são mais suscetíveis ao câncer de pele e queimaduras solares, e são propensos a ter dificuldades de ver e ouvir.

4. Lagostas bicolores

4
Lagostas-americanas (também chamadas de lagostas do Maine) são marrons, mas se tornam laranjas quando cozidas. Em julho de 2006, uma lagosta-americana acabou ficando meio marrom, meio laranja depois de cozida. A casca de lagostas-americanas tem uma combinação de pigmentos amarelos, vermelhos e azuis. Os especialistas creem que metade do espécime ficou laranja porque não tinha o componente azul. A outra metade não foi afetada porque cada metade de uma lagosta-americana cresce de forma independente. Lagostas bicolores são uma raridade, no entanto; as chances de se conseguir uma é cerca de 1 em 50 milhões.

3. Tigres branco e preto

3
Mais um exemplo de melanismo animal: o tigre, a maior espécie felina do mundo, assim como a zebra, pode sofrer da mutação, mas não fica completamente preto. No entanto, suas listras pretas extra largas são muito mais notáveis do que nas zebras, porque tigres, é claro, são normalmente amarelados ou dourados. Um desses tigre foi avistado no Parque Nacional Simipal na Índia durante um censo em 2012. Era da espécie tigre-de-bengala e do mesmo tamanho que os tigres sem melanismo de sua faixa etária.

2. Veados brancos


Até o seu encerramento em 2000, o depósito do exército americano em Sêneca, Nova Iorque, serviu como um local de armazenamento de armas na Segunda Guerra Mundial e na Guerra do Golfo. Vários veados brancos ficaram presos dentro das paredes do depósito em 1941. Graças a políticas favoráveis e caça controlada, eles são responsáveis por 25% dos cerca de 800 veados que vivem no local hoje, tornando-se a maior população do mundo de animais mutantes vivendo em um único habitat. Os cervos brancos de Sêneca não são uma espécie distinta, apenas uma variante do cariacu ou veado-de-cauda-branca. Os veados brancos sofrem de leucismo, o que significa seu pelo não tem pigmento, mas seus olhos são tão marrons quanto o de qualquer outro veado. Esta é uma mutação menos radical do que o albinismo, que os deixaria com olhos cor-de-rosa.

1. Elefantes brancos


Os elefantes brancos sofrem de albinismo, mas, apesar de seu nome, não são brancos. Eles são cor-de-rosa ou marrom-avermelhado, e a mutação rara é mais comum em elefantes asiáticos do que em elefantes africanos. Em países asiáticos como a Birmânia (também chamada de Myanmar) e Tailândia, elefantes brancos eram tradicionalmente considerados sagrados e não eram utilizados para qualquer forma de trabalho. Ver um era considerado um sinal de que o líder do país ou região reinava com justiça e poder, e que o reino era abençoado.

O elefante albino é também a origem da expressão idiomática “elefante branco”, que se refere a uma coisa valiosa da qual seu proprietário não pode se livrar e cujo custo (em especial o de manutenção) é desproporcional à sua utilidade ou valor. A história diz que os reis de Sião (hoje Tailândia) davam elefantes brancos como “presentes” para qualquer pessoa que quisessem punir. Uma vez que elefantes albinos eram sagrados, os indivíduos não podiam usá-lo para qualquer tipo de trabalho e, certamente, não podiam matá-lo. Assim, os presentados tinham que tomar conta do presente “valioso” até falir. [Listverse]

Comente

Your email address will not be published. Required fields are marked *