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10 parasitas que temos que aprender a amar

Parasitas podem ser nojentos e espalhar doenças. Mas nem todos são puramente maus; alguns realmente nos têm alguma utilidade ou merecem admiração. Confira:

10. Pulga

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Em francês, o termo “puce” (que significa “pulga”) é carinhoso e usado em contexto semelhante a “querida”. Pulgas são famosas por serem integrantes do “circo de pulgas”, em que realizam atos como chutar bolas, puxar carros, girar rodas e tocar instrumentos. Na década de 1920, várias frases relacionadas a insetos existiam para descrever excelência, como “sobrancelhas de pulga”.

9. Visco

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Visco é um arbusto parasita muito conhecido por sua associação com o Natal e com o romance. O termo “visco” não se refere a uma única espécie de planta; é o nome comum para plantas em várias famílias da ordem Santales. A espécie mais comumente usada como enfeite de Natal é o visco europeu (Viscum album) ou o norte-americano (Phoradendron serotinum). Embora visco seja tóxico para os seres humanos se consumido, serve para alimentar gado, no inverno, quando a forragem é escassa. Cervos, alces, porcos-espinhos e esquilos também podem sobreviver com visco. Na verdade, muitos animais usam o visco de comida e abrigo; por isso, ele é visto como uma espécie de importância ecológica desproporcional. Bagas do visco também podem ser usadas para fazer uma substância adesiva espalhada sobre ramos para apanhar aves. Na Grécia Antiga e em Roma, a resina de visco foi usada para capturar tordos, que eram uma iguaria.

8. Ácaro vermelho de veludo

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O ácaro vermelho de veludo (Trombidiidae) tem um corpo “gordo” tipo uma almofada e uma cor vermelha atraente. Como seria de esperar dada esta cor brilhante, ele tem um gosto horrível. Embora esses insetos se tornem predadores ativos quando adultos, as larvas são frequentemente parasitas de outros insetos. Elas têm uma ampla gama de hospedeiros, mas na Índia os anfitriões mais comuns são grilos. Extratos deste ácaro são utilizados na medicina oriental tradicional como tratamento para a infertilidade masculina e paralisia. Estudos científicos indicam que várias partes do ácaro vermelho de veludo têm propriedades antifúngicas e antibacterianas.

7. Vespa Braconidae

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O nome de uma família de vespas parasitoides, Ichneumonidae, tem uma semelhança provável com o “ichneumon”, um animal mítico que supostamente é o arqui-inimigo do dragão. Ichneumon significa “perseguidor” em grego, mas este epíteto é talvez melhor guardado para uma vespa de outra família, chamada Braconidae. Este segundo tipo de vespa pode ser treinada para detectar muitos cheiros sutis, como o cheiro de explosivos ou drogas, e, surpreendentemente, são muito mais fáceis de treinar do que cães farejadores. Como um benefício adicional, as vespas são incapazes de picar seres humanos, e podem ser alimentadas com uma dieta simples de água açucarada.

6. Vespas Cynipidae

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“Bugalhos” – historicamente induzidos em árvores de carvalho por larvas de vespas – têm sido úteis na produção de tinta. A tinta é criada através da adição de ferro a uma solução de ácido tânico, extraída a partir de bugalhos. Essa foi a tinta padrão para escrita na Europa por volta dos séculos V até XIX.

5. Formiga medicinal

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A formiga medicinal é considerada um parasita social que, em certos casos, vai assumir os ninhos de formigas Camponotus e as tornar escravas. Rainhas das formigas medicinais expulsam as rainhas das demais formigas. Elas têm sido utilizadas na China e em Taiwan como ingredientes de medicina popular há milhares de anos. Pesquisas mostram que extratos da formiga medicinal tem analgésico e propriedades anti-inflamatórias.

4. Cochonilha

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A cochonilha é um inseto que vive em cactos do gênero Opuntia. Ela pode ser processada para produzir um corante chamado carmim. Exportações de carmim eram a segunda maior renda das colônias espanholas (depois da prata) no Novo Mundo. A Espanha experimentou um choque financeiro significativo quando corantes sintéticos foram inventados, já que uma grande indústria praticamente deixou de existir. Nos tempos modernos, há um ressurgimento do interesse no carmim como substituto para os corantes alimentares feitos a partir de carvão ou de derivados de petróleo.

3. Fungo estopa

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O fungo estopa é geralmente encontrado em árvores de faia e bétula, ainda que seja capaz de infectar uma ampla variedade de hospedeiros. Suas raízes penetram no hospedeiro através de cascas danificadas ou galhos quebrados, resultando em uma “podridão branca”. O anfitrião consequentemente torna-se muito frágil. Além de ser parasita, o fungo pode também atuar como decompositor, alimentando-se de árvores cuja morte pode ter causado. Como o próprio nome sugere, o fungo estopa (ou pavio) pode ser usado para iniciar um incêndio. Ele também pode ser usado para fazer um material de feltro, chamado amadou. A parte do fungo usada para fazer material inflamável é chamada de camada de trama, uma camada densa de consistência firme e cor de canela.

2. Bactéria Wolbachia

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Wolbachia, um parasita muito bem sucedido, normalmente não infecta mosquitos, mas um grupo de pesquisadores da Universidade de Queensland foi capaz de criar uma cepa que faz exatamente isso. Essa cepa protege mosquitos de outras infecções. Isso é um desenvolvimento significativo, porque os mosquitos infectados com Wolbachia ficam protegidos contra Plasmodium gallinaceum, um parente do parasita que causa a malária em humanos. Eles também têm uma chance muito menor de pegar os vírus que causam a dengue. Outros estudos indicam que a infecção com estirpes de Wolbachia pode diminuir os níveis dos tipos de Plasmodium que causam malária em humanos.

1. Bicho-da-seda

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Em estado selvagem, bichos-da-seda são parasitas que vivem em colônias de abelhas. Eles fazem túneis através dos favos de mel, consumindo pólen, mel e excrementos das abelhas. O túnel não é apenas um meio de obtenção de alimentos, mas também um meio de proteger as larvas de abelhas operárias. Conforme fazem isso, os insetos deixam um rastro de seda, um sinal clássico de sua presença. Em cativeiro, os bichos são alimentados com uma dieta de grãos de cereais, farelo e mel. São comumente criados para alimentar peixes, lagartos e pássaros. No caso dos lagartos, são um deleite que deve ser dado com moderação, já que são, essencialmente, o equivalente a nossos doces. Mesmo seres humanos podem comer bichos-da-seda. Assados ou refogados, eles têm gosto semelhante a cogumelos Enoki ou pinhões. [Listverse]

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