Dando asas à informação

10 pegadinhas e farsas da internet

A internet tal como a conhecemos só existe há cerca de 20 anos, mas durante esse tempo já mudou radicalmente o nosso mundo – até mesmo no quesito pegadinhas. Não é preciso uma conexão com a internet para enganar alguém ou fazer uma brincadeira, mas ela de fato parece ajudar. Confira:

10. Tubarão e helicóptero

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Este é a primeira pegadinha verdadeira da internet. Em 2001, esta imagem apareceu online e cativou as massas ingênuas de usuários da internet. Foi repassada largamente via e-mail, juntamente com a alegação de que era a “Foto do Ano” da National Geographic. A imagem é na verdade composta de duas diferentes: uma de um helicóptero realizando uma manobra de treinamento em frente à Golden Gate Bridge (EUA) e outra de um grande tubarão branco tirada na África do Sul. Uma vez que o mito foi desmascarado, foi destaque em discussões de psicologia e textos de marketing e até mesmo na própria National Geographic.

9. Garota e tio serial killer

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Uma jovem que pensou que seu tio era um serial killer criou um blog que detalhava as provas para tanto. O site incluía fotografias tiradas pela menina, mostrando recortes de jornais de seu tio, roupas manchadas de sangue, e outras evidências incriminadoras. Uma rápida pesquisa no Google ligou a evidência a várias páginas da Wikipédia sobre crimes do passado, e suspeitas foram despertadas. O blog, a jovem, a evidência, e até mesmo os assassinatos históricos eram falsos. O que é interessante sobre esta fraude é quem estava por trás dela: alunos da Universidade George Mason, que criaram a página como parte de um curso. Muitas pessoas queriam que qualquer IP da Universidade fosse banido da Wikipédia, por conta de “vandalismo na internet”. A sugestão foi descartada.

8. Exilando Pitbull

"Men In Black 3" New York Premiere - Inside Arrivals
Uma campanha promocional no Facebook oferecia enviar o artista de hip-hop Pitbull para a loja Wal-Mart que recebesse mais “likes”. Eles provavelmente assumiram que o cantor iria para Nova York ou Los Angeles, ou, na pior das hipóteses, Omaha. O que eles não previram foi David Thorpe e Jon Hendren do site SomethingAwful.com se envolvendo na história. Com o auxílio de todos os ávidos brincalhões da internet, Thorpe e Hendren foram capazes de assumir o controle do destino de Pitbull. Logo, a hashtag #exilepitbull entrou nos trending do Twitter e um humilde Wal-Mart na ilha congelada de Kodiak, no Alasca, a mais remota localização da rede, recebeu mais “likes” que toda a população de Kodiak. Quando a loja do Alasca ganhou a competição, Pitbull disse que não ter ficado decepcionado e viajou para atuar em Kodiak. Ele até se ofereceu para levar Thorpe e Hendren, que aceitaram.

7. Estrela da Morte

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No início de 2013, uma petição online na página oficial da Casa Branca pedia para o governo dos EUA começar a construção em uma Estrela da Morte (Death Star, de Star Wars). De acordo com o site, se uma petição acumula 25.000 assinaturas, precisa ser analisada e respondida pelo atual governo. Esta em particular recebeu cerca de 35 mil assinaturas. A resposta oficial dos EUA foi de que os US$ 850 quatrilhões do custo do projeto era simplesmente muito alto, e a administração atual não apoia explodir planetas.

6. Toby

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Toby era o coelho de estimação de James e Brian, criadores do site SaveToby.com. No início de 2005, eles prometeram matar e comer Toby se não recebessem 50.000 dólares até 30 de junho. O site incluía fotos e vídeos de Toby, bem como informações sobre como eles planejavam cozinhá-lo. Mais tarde, James e Brian publicaram um livro chamado “Só você tem o poder de salvar Toby”, uma coleção de receitas para cozinhar coelho. Eles alegaram que, se o livro não vendesse 100.000 cópias, iriam seguir com sua promessa. Ativistas dos direitos dos animais alegaram que era crueldade animal e tentaram tirar o site do ar. Enquanto eles foram capazes de desligar o link do PayPal por onde as pessoas faziam doações, GoDaddy.com se recusou a fechar o site, declarando que era “perfeitamente legal comer um coelho”. O site foi finalmente revelado como uma farsa quando foi comprado por Bored.com. No entanto, seus criadores (idiotas) afirmaram que haviam coletado mais de 20.000 dólares em doações.

5. Bieber Fever

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No outono de 2012, uma imagem Photoshopada apareceu no feed do Twitter do Entertainment Tonight, programa americano, e logo começou a rodar a internet. A foto mostrava uma aparente confirmação de que Justin Bieber havia sido diagnosticado com câncer, juntamente com a hashtag #baldforbieber (fique careca por Bieber). Sem surpresa, fãs logo começaram a raspar a cabeça em apoio. Outra história semelhante apareceu em janeiro de 2013. Após relatos de que Bieber usava drogas, muitos fãs pareciam estar participando de protestos de automutilação para desencorajar o seu ídolo a continuar por esse caminho. Fotos, tweets e a hashtag #cuttingforbieber (cortando pelo Bieber) começaram a circular no Twitter. Parece que milhares de fãs estavam seguindo o exemplo de brincalhões que sugeriram o protesto.

4. Surdos e Swift

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Em 2012, a série de TV VH1 Storytellers, a rede de pizza Papa John’s e a instituição acadêmica Chegg lançaram um concurso que prometia uma performance de Taylor Swift na escola que recebesse mais votos. Reddit e 4chan aproveitaram a oportunidade para sacanear outra celebridade, e logo a escola Horace Mann School para surdos e deficientes auditivos estaria organizando um show privado da Swift. No entanto, após a vitória esmagadora, Taylor Swift e seus patrocinadores desclassificaram a escola. O diretor ficou muito descontente, e quando ele afirmou que as pessoas com deficiência auditiva ainda podiam desfrutar de música, Taylor doou US$ 10.000 para deixar tudo quite.

3. Garota Solitária

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Em junho de 2006, uma menina de 16 anos de idade começou a postar vídeos sobre a sua vida sob o nome de usuário do YouTube “lonelygirl15” (garotasolitária15). Conforme ganhou alguns seguidores, o videoblog tomou um rumo mais sombrio. A garota, Bree Avery, começou a insinuar que sua família estava participando de práticas de cultos estranhos e que os membros da seita a haviam aprisionado em sua casa. Os vídeos começaram a ganhar cada vez mais adeptos, até que os pais de Bree desapareceram e ela foi pressionada a participar dos cultos. Quatro meses após seu início, a história foi revelada como ficção. Alguns espectadores já estavam céticos, mas a farsa foi tão elaborada que foi preciso uma operação policial para descobrir a atriz por trás de lonelygirl15. A história, agora como série, continuou a prosperar e ramificou-se em várias shows com dezenas de personagens até o seu fim oficial em 2008.

2. Samsung e moedas de 0,05

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Após uma longa briga judicial entre Apple e Samsung, um tribunal condenou a sul-coreana a pagar mais de US$ 1 bilhão por violar patentes. Isso é verdade. A mentira que se espalhou na internet, no entanto, foi de que a multa foi toda paga com moedas de US$ 0,05 – para isso, a Samsung teria mandado 30 caminhões carregados para a sede da Apple, onde despejou cerca de 20 bilhões delas. Para começar, se isso fosse mesmo verdade, seriam necessários mais caminhões para transportar a carga. Depois, o site International Business Times afirmou que a brincadeira se espalhou a partir do site humorístico 9Gag.com.

1. Pastora Suzane

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Suzane von Richthofen ficou conhecida após a publicidade de seu crime hediondo: a garota teria ajudado a assassinar seus pais em 2002, junto com seu namorado e o irmão dele, por não ter uma boa relação com a família e pela herança. Recentemente, uma onda de indignação tomou conta do povo brasileiro quando foi anunciado que ela virou pastora e nomeada presidente da Comissão de Seguridade Social e Família. Na realidade, a notícia não passou de uma história criada pelo site humorístico Diário Pernambuco. O boato repercutiu fortemente na internet e obteve mais de 76 mil curtidas e 50 mil compartilhamentos no Facebook. Isso não é tão incomum no mundo online; outros sites humorísticos, apesar de deixarem claro que são de notícias falsas, também já causaram furor quando leitores ingênuos acreditaram no que era dito em seus artigos irônicos. [Listverse, UOL]

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