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10 videogames muito bem escritos

Seja um livro, um filme, ou mesmo um videogame, boa escrita é sempre necessária. Afinal, pode parecer só um “joguinho”, mas todo game tem uma história.

Muitos jogos se tornam mais atrativos graças a uma introdução misteriosa, um enredo intrigante, um suspense, um final coerente. Então confira uma lista com alguns dos melhores games cuja escrita é interessante e o final é bom:

10 – Mass Effect 2 (2010)

O Mass Effect 2 foi interessante porque permitiu que jogadores do primeiro game usassem suas escolhas anteriores no próximo jogo (elas influenciavam na história). Esse é um grande passo na escrita de jogos.
Você pode viver as consequências das decisões que fez no primeiro jogo, o que é muito interessante.
Personagens que morreram não voltam para o novo jogo, por exemplo. O aspecto narrativo de Mass Effect 2 também foi muito elogiado, já que cobriu todos os cantos e situações em que os jogadores poderiam se encontrar. O encontro com conhecidos do primeiro jogo parece reuniões fortuitas entre velhos conhecidos. O game ganhou vários prêmios de escrita e RPG*. Com Mass Effect 2, a história se tornou cada vez mais proeminente em jogos modernos.

* Role-playing game (RPG) é um jogo no qual os jogadores controlam um personagem ou uma equipe.

9 – Braid (2008)

Um videogame criado pelo desenvolvedor de software independente Jonathan Blow, Braid foi lançado para o Xbox Live Arcade em 2008, recebido com críticas positivas e aclamado o segundo jogo mais vendido do Xbox Live Arcade em 2008, com 55.000 títulos. Enquanto os críticos rotularam sua curta duração seu maior déficit, esse jogo também mostrou o poder de várias pequenas histórias de ficção.

Braid envolve vários mundos baseados em tempo, cada um envolvendo sua própria mecânica para resolver enigmas. Em um jogo sobre o tempo, Tim é um homem à procura de uma princesa que foi sequestrada por um monstro supostamente mal. A única relação que sabemos que ele tem com a princesa é que ele quer se reconciliar por alguma coisa. Conforme você navega através de cada mundo, aprende mais sobre a trama central, principalmente através do texto e do fim, que é propositadamente ambíguo.

Alguns compararam o jogo com filmes como “Amnésia” e “Eterno Brilho de uma Mente Sem Lembranças”, por causa da maneira como entrelaça sua trama e narrativa. Outros disseram que a princesa é análoga à bomba atômica. Se você já jogou Braid, sabe que “deve olhar para trás para ir para a frente”.

8 – BioShock (2007)

Esse é para refletir. Situado em uma história alternativa que se passa em 1960, o jogo acontece na cidade submarina de Rapture, cujo funcionamento interno foi inspirado por Ayn Rand e pela filosofia objetivista e retórica.

A civilização de Rapture se tornou uma sociedade distópica que você, jogador Jack, caiu perto, no meio do Oceano Atlântico. Conforme Jack chega em Rapture, você começa a descobrir os acontecimentos que a levaram a ser o que é. O reino subaquático é preenchido com um elenco de personagens que se encaixam nos pressupostos que associaríamos a uma cidade debaixo d’água. Conforme a trama engrossa, você pode observar a cidade caindo em corrupção no âmbito das suas regras e moral, e percebe que as perguntas são na verdade comandos implícitos.

7 – Portal (2007)

Portal foi elogiado por sua história, jogabilidade, caracterização e formato curto. Sua história é centrada em torno de Chell e GLaDOS, um protagonista simples versus a tecnologia em estritos termos de teoria literária de conflito.

Mas este conflito não é imediatamente aparente, mas fica depois de você nunca receber o seu bolo. A citação que se espalhou como fogo após o lançamento do Portal foi: “o bolo é uma mentira”, que se tornou até um meme, o que significa que os jogadores estavam chegando a uma meta vazia, inatingível.

Portal é interessante por ter apenas dois personagens: uma cobaia de teste e uma inteligência artificial pouco sensível, passiva-agressiva. GLaDOS é o antagonista, prometendo-lhe bolo, lhe insultando e criticando cada movimento seu, enquanto Chell se esforça para passar para o próximo teste.

6 – The Elder Scrolls IV: Oblivion, ou apenas Oblivion (2006)

Em um jogo onde você pode facilmente se perder em histórias colaterais, The Elder Scrolls IV: Oblivion é uma obra-prima de escrita. Você pode se desviar da história principal por vários dias, mas o enredo principal ainda está em jogo, lançando as bases e estrutura para todas as suas viagens no ambiente do game.

Personagens não jogáveis podem mentir para você, ou reagir a você de forma diferente, dependendo de sua raça e gênero, um tom sutil, mas poderoso do jogo. Começando como um prisioneiro humilde que tem a chance de escapar de sua cela, você passa a enfrentar a tarefa de fechar as portas para Oblivion, o que não é fácil. Apesar de que tudo isso pode ser ignorado e você pode gastar seu tempo explorando o campo e outras histórias e construindo o seu caráter, a principal história é bastante impulsionada pelo aumento do número de portões para Oblivion e sua presença dominante nas encostas dos morros. Cada sub história, eventualmente, leva você de volta a principal. Mesmo quando a história acaba, o jogo não termina. Apesar de algumas falhas de diálogo e outros problemas, Oblivion ganhou vários prêmios de várias publicações, incluindo Jogo do Ano e Melhor RPG.

5 – Shadow of the Colossus (2005)

Shadow of the Colossus tem apenas 16 inimigos. Você começa sua jornada como Wander, com seu cavalo Agro, apelando para o deus Dormin para reviver Mono, que mais tarde você descobre que foi sacrificado devido a um destino amaldiçoado.

Nesta terra, desolada e proibida, você sabe pouco sobre o relacionamento entre os personagens e suas histórias. Dormin o encarrega de destruir os 16 colossos. Depois de derrubar o primeiro, fica claro que há algo mais sinistro em jogo, já que você fica tomado por energia negra e desperta em um santuário.

O jogo faz um excelente trabalho em criar um vínculo entre você e seu cavalo através do uso de toques minimalistas. O cavalo foge de penhascos e pula quando necessário, pastando sozinho quando você está longe. Conforme o jogo avança e você descobre que Wander está sendo seguido, você presenciará um dos melhores usos de anti-herói da história do videogame. Depois de todos os colossos serem mortos, Wander se torna mais sujo, esfarrapado e desajeitado. Isso resulta em seu questionamento dos motivos de Wander, e de qual lado você deveria estar.

4 – Fahrenheit (Indigo Prophecy) (2005)

Um clássico cult, Fahrenheit, ou mais conhecido como Indigo Prophecy, foi um precursor da jogabilidade cinematográfica. Mas onde o jogo realmente se destaca é na sua história, profundamente cativante, e muitas vezes perturbadora. A história começa com um assassinato classificado entre as 10 melhores aberturas de videogame. Lucas Kane, o protagonista, tem que lutar com as forças sobrenaturais que tomaram Nova York e criaram uma série de assassinatos misteriosos que seguem o mesmo padrão: pessoas comuns ficando possuídas e matando estranhos em público. O game ganhou prêmios de melhor história e melhor jogo de aventura. Imperdível.

3 – Silent Hill 2 (2001)

James Sunderland torna-se atraído por Silent Hill após receber uma carta de sua esposa pedindo-lhe para vir a esse seu lugar especial. Silent Hill é uma pacata cidade que ela tinha frequentado no passado, antes da doença a levar desta vida; a esposa está morta há três anos.

Ao entrar em Silent Hill, James encontra monstros horríveis e versões exageradas da humanidade, incluindo uma menina alheia ao que está acontecendo ao seu redor, um homem que matou alguém, e uma mulher que é a cara de sua esposa, embora não possua o mesmo comportamento. Você vai encontrar várias pistas que levam à revelação do assassinato da esposa.

Silent Hill 2 aborda os problemas com analogias e metáforas. Silent Hill não é uma cidade, é o ser emocional de James, e cada porta e corredor pode conter uma pista para o passado dele, e quanto mais você se aprofunda nisso, mais deve lutar contra os bloqueios mentais que o retratam em luzes inocentes ou culpadas.

2 – Deus Ex (2000)

Tendo ganhado mais de 40 prêmios de Jogo do Ano, incluindo o prêmio de Melhor História, Deus Ex vem carregado de grandes expectativas. Neste conto “cyberpunk” temático de um mundo controlado por conspiração e à beira de um colapso, um agente do governo biônico, JC Denton, gerencia uma série de arriscadas missões secretas pelo seu empregador, UNATCO.

Um monte de informações puramente opcionais são apresentadas no jogo; livros, jornais, e-mails, senhas e outras que são pertinentes para a história e muitas vezes contêm alusões e referências a ficção científica. Os colegas de trabalho da UNATCO reagem a suas ações, e os inimigos podem ser perseguidos pelas informações. Pioneiro na fórmula FPS* RPG, Deus Ex frequentemente encabeça o topo de listas dos melhores jogos de todos os tempos.

* First-person shooter (FPS), jogo de tiro em primeira pessoa, é um gênero de videogame que centraliza o jogo em uma arma de combate através da perspectiva em primeira pessoa.

1 – Half-Life (1998)

Half-life é um dos grandes nomes de narrativa de jogos modernos. Considerado e citado como sendo revolucionário em termos de ambiente e experiência imersiva, interativa e narrativa, Half-Life foi lançado com críticas positivas e, como Deus Ex, frequenta a lista de melhores jogos de todos os tempos.

O jogo recebeu mais de 50 prêmios de Jogo do Ano, e o título de FPS mais vendido no Livro Guinness de Recordes Mundiais. O game continha um roteiro artisticamente desenhado e uma história cativante. Você vai jogar na pele de Gordon Freeman, um cientista que trabalha no laboratório Black Mesa, passando por vários apuros e combates, e até por um ambiente completamente estranho aos humanos e às leis convencionais da física. Para quem gosta de videogame FPS, esse é obrigatório.[Listverse]

2 comentários

  1. Ainda acho que o Fallout 3 revolucionou a história dos games com seu enredo que foi totalmente inovador, e merecia estar na lista!

  2. Metal Gear 1 do play 1? Silent Hill 1?

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