Dando asas à informação

5 situações em que seu cérebro viaja na maionese

Você não é nenhum Albert Einstein, o que significa que a teoria da relatividade não significa muita coisa pra você, que 2 + 2 é o quão longe você consegue ir em contas de cabeça, e que luz, velocidade e movimento são apenas três subjetivos que você sabe o que querem dizer separadamente. Até aí tudo bem.

Agora, existem coisas muito mais mundanas que podem fazer seu cérebro entrar em “curto circuito”, como portas, rodas e fotos. Descubra como e porque certas situações lhe fazem “viajar na maionese”:

1 – Portas

Quem nunca saiu do quarto para ir até a cozinha, só para chegar lá e esquecer o que tinha ido fazer?

Segundo um estudo, é culpa da porta. “Quando você passa de um local para outro, seu cérebro identifica cada um como um novo evento, e prepara a memória para capturá-lo”, afirma o autor do estudo e professor de psicologia da Universidade de Notre Dame, Gabriel Radvansky.

O fenômeno é conhecido como “evento limite”. Cada entrada (ou seja, cada vez que você passa por uma porta) marca o fim de um evento e o começo de outro, pelo menos para o seu cérebro. Isso torna difícil reviver memórias anteriores porque elas já foram arquivadas.

Ou seja, chegar a um novo local “apaga” um evento de seu cérebro para começar outro. Por causa disso, toda vez que você se levantar para fazer algo, lembre-se de levar consigo um lembrete (um bilhete, um gesto ou algo que o indique o que você ia fazer), ou então… ou então…o que era mesmo?

2 – Bips

BIP! BIP! BIP! Som irritante o dessas “buzinas” artificiais, não? Seu celular ficando sem bateria, seu despertador de manhã, exemplos não faltam para atestar o ódio que temos dos bips.

E a razão pela qual ficamos tão irritados com esses sons é porque eles produzem pequeninas “explosões” no nosso cérebro, já que são artificiais e nós não evoluímos para escutá-los.

Sons naturais são ouvidos através de uma transferência de energia. Por exemplo, um objeto batendo em outro (como uma mão em um tambor). A energia é transferida para o tambor e se dissipa, fazendo com que o som decaia ao longo do tempo. Nosso sistema de percepção usa essa decadência para descobrir o que fez o som, e de onde ele veio.

Bips, por outro lado, são como carros a 100 km/h que batem em uma parede, ao invés de diminuir gradualmente até parar. O som não muda ao longo do tempo, e ele não decai, fazendo com que nossos cérebros fiquem confusos sobre o que ele é e de onde ele vem.

3 – Fotos

Aparentemente, assim como os bips, as fotos são “modernas” demais para nossos cérebros. Isso porque, apesar de hoje ser uma coisa comum e “bem compreendida” por todos nós, nosso cérebro ainda não sabe direito diferenciar aparência de realidade em uma foto.

Quando você olha para uma, você entende que é uma foto, mas o seu cérebro ainda “luta” internamente para tentar distinguir o que é real do que está apenas registrado ali. Essa conclusão é apoiada por dois estudos.

Em um deles, pessoas demonstram acertar muito mais dardos em alvos com fotos de Hitler ou outros inimigos do que de bebês ou pessoas que elas gostavam (e, já que era só uma foto, não há motivo para isso).

Em outra pesquisa, as pessoas mostraram dificuldades em rasgar fotos de coisas que pertenciam a elas quando eram crianças, suando muito ao ter que fazer a tarefa – será que o cérebro achou que elas realmente estavam se livrando de coisas que amavam?

Vai ver que é por isso que gostamos tanto de fotos – elas nos fazem pensar que estamos com as coisas ou pessoas de verdade.

4 – Celulares

Essa é a melhor de todas. Quem nunca sentiu seu celular vibrar, só para pegá-lo e ver que nada aconteceu?

Não, não foi só sua alucinação, mas, sim, foi uma alucinação.

Todos os dias, nós somos sobrecarregados com informações sensoriais, e temos que separar sons, visões e sensações o tempo todo no mundo a nossa volta. Para organizar esse caos, às vezes nosso cérebro “tira conclusões erradas”.

No passado, sombras lembravam os humanos de animais, e eles fugiam com medo de virar uma presa. Hoje, num mundo extremamente tecnológico como nosso, qualquer barulho nos faz achar que nosso celular vibrou! Quanto desespero por uma ligação, hein?

5 – Rodas

Talvez você nunca tenha reparado (comece a reparar!), mas, às vezes, principalmente durante um filme, temos a impressão de ver uma roda girar para trás em um carro que está indo para frente.

Isso se chama efeito estroboscópico. Nas telas, isso ocorre porque as cenas são gravadas “frame” por “frame”, ou seja, quadro a quadro, e existe uma diferença mínima entre esses quadros, que nós não notamos, mas nossos cérebros notam. Esses “espaços em branco” atrapalham nossa visão da roda, toda vez que ela vai completar uma volta, fazendo com que a gente ache que estamos vendo ela andar pra trás.

O que mais esquisito de tudo é que, apesar de raro, às vezes isso pode acontecer na vida real também. A principal teoria para explicar essa “ilusão da roda ao contrário” afirma que o sistema de percepção de movimento do cérebro armazena as informações como uma série de “fotos”, assim como uma câmera. Assim, é como se nossos cérebros “filmassem” suas próprias imagens do mundo, nem sempre em uma taxa suficientemente rápida para perceber as rodas girando da maneira certa.[Life’sLittleMysteries, MSN, MundoEstranho]

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