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5 fatos incríveis sobre a maternidade

Eu sei que o Dia das Mães já passou (foi nesse domingo, 13), mas nunca é tarde demais para homenagear essas bravas mulheres que nos colocaram no mundo. Afinal, todos os dias é dia das mães, né? Então confira 5 fatos interessantes sobre a maternidade:

1 – O Dia das Mães

O Dia das Mães foi oficializado em 1914 nos EUA. A idealizadora desse feriado foi Anna Jarvis, uma americana que nasceu na Virgínia do Oeste, para homenagear sua própria mãe.

A ideia surgiu quando a mãe de Anna morreu, em 1905. Suas amigas estavam preocupadas com seu estado depressivo e resolveram dar uma festa para relembrar sua mãe. Anna então quis que a celebração fosse estendida a todas as mães.

A corajosa mulher lutou três anos para oficializar a data, e, finalmente, em 26 de abril de 1910, o governador da Virgínia do Oeste, William E. Glasscock, acrescentou o “Dia das Mães” ao calendário de datas comemorativas daquele estado americano.

Pouco a pouco, outros estados aderiram à comemoração, e em 1914, o presidente dos Estados Unidos da época, Woodrow Wilson, tornou o feriado nacional. Não demorou muito, e ele se difundiu mundo afora. No Brasil, a data foi instituída pela associação cristã de moços em maio de 1918, sendo oficializada pelo presidente Getúlio Vargas em 1932.

Anna nunca teve filhos, e reza a lenda que ela passou a detestar a comercialização do feriado que ocorreu na década de 1920 (e ocorre até hoje), muitas vezes ameaçando processar pessoas e organizações que ela achava que estavam usando o feriado de forma inadequada. Estimativas revelam que no Brasil e nos Estados Unidos, o Dia das Mães é a segunda melhor data do comércio, depois do Natal.

2 – Os bebês é que deram as mães seu nome

Em inglês, mãe é “mom”. Em chinês mandarim, “mama”. Em espanhol, é “mama” também, com um sotaque ligeiramente diferente. A palavra mãe é traduzida como “mamma” na Islândia, “ma” em punjabi, “em” em hebraico e “me” em vietnamita. E, claro, “mãe, mamãe, mama” e outras variações em português. Percebeu a tendência?

Não é nenhuma coincidência. Entre as primeiras palavras e sons que os bebês vocalizam está o som “ma”, e quase todas as línguas em todo o mundo levaram a conversa de bebê como a base para a palavra mãe.

3 – As mães mantêm seus filhos próximos

Você nunca está muito longe de sua mãe. Na verdade, você pode ficar dentro dela por muito tempo – mais do que nove meses. Durante a gravidez, mães e bebês trocam células através de uma ligação pela placenta.

Em alguns casos, embora os especialistas não saibam explicá-los, essas células ficam no corpo da mãe. A geneticista Diana Bianchi descobriu uma mãe com células de seu filho de 27 anos ainda dentro dela. Não se sabe se elas têm algum efeito sobre a mãe, mas uma sugestão é que podem contribuir ou proteger de doenças autoimunes.

4 – Os bebês podem mudar o cérebro da mãe

Um estudo de 2011 publicado no periódico Current Directions in Psychological Science descobriu que a gravidez pode causar mudanças cerebrais permanentes nas mulheres.

Porém, a maior parte da pesquisa nessa área foi feita com camundongos, que desenvolvem novas células cerebrais associadas aos odores durante a gravidez. Nós não somos iguais, é claro, mas pelo menos um exame de imagem cerebral humana revelou que as novas mamães têm mais matéria cinzenta quatro meses após o nascimento de seus filhos.

Por quê? Os cientistas ainda não sabem, mas suspeitam que os hormônios que inundam o cérebro durante a gravidez possam levar a alterações permanentes, do mesmo modo que hormônios adolescentes contribuem para o desenvolvimento do cérebro do adolescente.

5 – Mães antigas pediam ajuda a deusas

O parto era uma coisa muito perigosa no passado, pois as pessoas não tinham nem metade do conhecimento e tecnologia que temos hoje. Sendo assim, as mamães contavam com a religião – com deusas – para passar por esse momento difícil.

Claro, mesmo hoje em dia, muitas mães se apoiam na religião. Mas, nos tempos antigos, as mulheres eram muito mais específicas. Muitas religiões antigas tinham divindades exclusivas para proteger mulheres no momento do parto.

Em 2001, arqueólogos descobriram um tijolo na ala das mulheres de uma antiga habitação egípcia, gravado com uma imagem de Hathor, uma deusa com cabeça de vaca associada com o parto e a maternidade. As mulheres se agachavam sobre o tijolo conforme passavam pelo parto.

Também, uma das principais deusas do parto, Meskhenet, foi muitas vezes representada como um tijolo com uma cabeça de mulher.

Outras divindades associadas com o parto incluem Eileithyia, a deusa grega das dores do parto, e Frigg, a deusa nórdica que vigiava as mulheres casadas e as mulheres com dores de parto.[LiveScience, BrasilEscola, Wikipedia]

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