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8 espécies ameaçadas de extinção ainda caçadas

Se você achava que caça era um esporte do passado, se enganou. A caça esportiva ainda é uma empresa muito popular e lucrativa em todo o mundo. Para muitas pessoas, ver um animal desabar é uma satisfação, não uma experiência horrível.

Apesar de muitos países terem licença para caça, para os entusiastas, a melhor experiência é na África, onde uma grande percentagem dos mais magníficos animais da Terra vagueiam livremente. A emoção vem de arriscar suas vidas contra essas máquinas de matar poderosas.

Isso, junto ao problema de habitat e à caça por partes de animais usadas em medicina alternativa ou por conta de superstições, cria um enorme problema que coloca muitas espécies em perigo de extinção. Confira:

8. Tubarão branco

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O tubarão branco é maior predador dos mares, com uma força de mordida extremamente incrível de 270 kg. Ele leva a 8ª posição porque, embora seja listado como vulnerável, um nível melhor do que ameaçado de extinção, não há número preciso de sua população global. Avistamentos têm sido cada vez mais raros, e muitas nações já declararam ilegal caçá-lo ou matá-lo, a não ser em legítima defesa.

Nem todos os países têm feito esta declaração, e ninguém pode policiar o alto-mar. Assim, centenas de espécies de tubarões, incluindo o branco, são abatidos anualmente pelas nações que se sustentam com pesca comercial. A barbatana é muito procurada como uma iguaria para a sopa. Austrália legalizou a caça de tubarões em 2012, citando cinco ataques fatais naquele ano.

7. Guepardo

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A chita ou guepardo é o animal terrestre mais rápido na Terra, correndo 112 a 120 quilômetros por hora por mais de 450 metros de cada vez. Esse animal não é particularmente perigoso para os seres humanos, já que nos vê como predador, não presa. Sua extraordinária velocidade vem com o custo de passar dez minutos completos recuperando o fôlego depois que para. Se fazem uma matança, guepardos são incapazes de comê-la até que tenham descansado. Durante esse tempo, leões, cães selvagens ou hienas geralmente chegam e roubam a comida.

Devido a isso, e também porque o guepardo não é particularmente grande e tem dificuldade em defender seus filhotes de leões e hienas, não é temido como outros predadores africanos famosos. A caça furtiva não ajuda sua causa, é claro, e sua pele é altamente valorizada. Existem cerca de 12.400 guepardos na natureza hoje.

Em uma luta justa contra um ser humano, o guepardo ganharia sem nenhum problema, já que pesa até 72 quilos e é muito mais ágil. Mas como são animais muito tímidos, há zero casos de ataques contra seres humanos na natureza. Infelizmente, sua timidez adiciona um tipo diferente de desafio para caçá-lo.

6. Hipopótamo

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Hipopótamos podem parecer porcos inofensivos gigantes, mas são, na verdade, terrivelmente mal-humorados – é melhor ficar longe desta criatura de dentes de 50 centímetros de marfim e mandíbula que permite abrir sua boca 170 graus quando bocejam ou atacam. Eles são, possivelmente, os animais mais intempestivos e agressivos da África, apenas rivalizando com o búfalo. A pele do hipopótamo tem 15 centímetros de espessura com pouca gordura por baixo, e ele pode correr a 35 quilômetros por hora por 45 metros, facilmente superando a maioria dos seres humanos.

Nem um hipopótamo já se acostumou com a presença de seres humanos, na medida em que permitiria que ficássemos por perto. Eles não comem carne, mas atacam qualquer predador sem provocação, até mesmo crocodilos, enquanto ambos estão debaixo d’água. Alguns caçadores profissionais afirmaram que nunca tentariam a sorte com um hipopótamo. Há cerca de 125 mil a 150 mil ainda na natureza, e eles são caçados por troféus e, especialmente, por seus dentes de marfim. Alguns dos países que hospedam hipopótamos na natureza licenciam a caça por US$ 2.500 (cerca de R$ 5.000), excluindo guias. Os dentes podem ser mantidos como troféus, mas o comércio de marfim é proibido internacionalmente.

O traficante bilionário Pablo Escobar teve 4 hipopótamos, e quando sua propriedade foi liquidada, os animais foram considerados perigosos e foram deixados em paz para vagar em estado selvagem. Eles se reproduziram até um número conhecido de 16, um dos quais mais tarde foi baleado em um caso autodefesa. O resto ainda está no rio Magdalena.

5. Urso polar

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O urso mais agressivo e perigoso do mundo é também o maior predador terrestre. O segundo maior é o tigre siberiano, que tem menos da metade do tamanho do urso. O urso polar pesa entre 320 a 680 quilos, e tem 1,50 metros na altura até os ombros, e até 2,40 metros de comprimento. Suas patas chegam a 30 centímetros de largura.

Esse animal já atacou seres humanos sem provocação, mas só nos consideram uma fonte de alimento quando estão muito famintos. No entanto, eles têm a distinção de serem os únicos predadores na Terra que observam ativamente o horizonte a procura de seres humanos (para nos evitar ou para se defender) em áreas que eles sabem ser de alto tráfego. Eles toleram a presença humana muito menos do que a maioria dos animais selvagens. São caçadores furtivos e quase não fazem barulho ao andar no gelo, surpreendendo a maioria de suas vítimas por trás.

Esse urso tem sido o centro do debate entre as cinco nações que reivindicam terras no Ártico: EUA, Rússia, Noruega, Dinamarca e Canadá, e foi o único tema de paz entre os EUA e a União Soviética durante a Guerra Fria: ambos os países concordaram em cooperar na conservação do urso. Hoje, há cerca de 20.000 a 25.000 ursos polares na natureza, e é absolutamente ilegal caçá-los na Noruega, mas os outros quatro países permitem que povos indígenas do Ártico os cacem para a sua subsistência, como têm feito há séculos. Os EUA também permitem a caça esportiva de ursos polares, com severas restrições e um preço de licença de US$ 35.000 (cerca de R$ 70 mil). Uma nota interessante: qualquer viajante ao Ártico que se aventurar em território de urso polar é obrigado a ter uma arma de fogo para autodefesa.

4. Urso pardo

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O urso pardo é uma subespécie do urso marrom. O urso Kodiak é uma subespécie ainda menos numerosa, totalizando 3.526 animais em 2005. O tamanho do urso varia consideravelmente dependendo da disponibilidade de alimentos. A maioria dos machos chega a 2 metros de comprimento, um de altura nos ombros, e pesa entre 180 e 360 quilos. Eles podem correr 65 quilômetros por hora por 45 metros.

Nos Estados Unidos, estão presentes em Yellowstone Valley, a noroeste de Montana e no Alasca, mas a maioria dos caçadores prefere os espécimes do Canadá, que são menores. Há esforços de conservação para preservar as subespécies, mas atualmente eles são apenas 71.000 na natureza e estão diminuindo devido quase inteiramente à caça. Apesar de serem mais agressivos do que os ursos negros, 70% de todos os ataques de urso fatais em seres humanos têm sido resultado de surpreender uma mãe com filhotes. Nos Estados Unidos e no Canadá, a licença para matar ursos custava apenas US$ 1.155 (cerca de R$ 2210) em 2011.

3. Leão

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Leões são classificados como “vulneráveis”, um grau a menos do que ameaçados de extinção. Nos últimos 20 anos, sua população diminuiu de 30 a 50%, a maior parte devido a invasão industrial. Há cerca de 15 mil desses animais na África. Eles geralmente desocupam uma área em que os humanos introduzem muita máquina ou há bastante atividade industrial, porque isso afugenta suas presas típicas. Eles não atacam seres humanos, a menos que tenham problemas dentários dolorosos ou feridas sépticas. Leões são notavelmente uma das menores espécies nesta lista, mas estão entre os melhores assassinos do mundo animal.

Os machos pesam até 270 quilos e correm 70 quilômetros por hora, em rajadas curtas. Estas rajadas podem durar até 130 metros, e um balanço de uma pata pode cortar uma hiena ou uma pessoa pela metade. Porque são tão majestosos, leões são troféus muito populares. Uma caça guiada profissionalmente custa entre US$ 18.000 e US$ 45.000 (R$ 36 a 90 mil), incluindo a licença de US$ 5.000 (R$ 10 mil). Machos ou fêmeas podem ser caçados legalmente no Quênia, Tanzânia e África do Sul e alguns outros países. Essas caças ocorrem normalmente em propriedades privadas, fazendas fortificadas de pelo menos 20 mil hectares.

2. Elefante

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Os elefantes são, francamente, muito fáceis de se matar, se você é um ser humano. Eles não têm predadores naturais. Nós somos predadores não naturais. Sabemos de nossas limitações e chegamos armados. Cervos, por exemplo, são muito difíceis de caçar, porque têm uma audição extremamente boa, bem como um incrível senso de olfato. A maioria dos animais vê os seres humanos e se esconde imediatamente – por uma boa razão. Elefantes não, porque eles estão acostumados a ser os maiores animais da região. Não que eles poderiam se esconder bem se quisessem, mas, mesmo perto de um jipe de um safári, eles geralmente ficam apenas parados. O que resta é atirar em um alvo do tamanho de um pequeno motor de carro – a cabeça do podre animal.

Sabemos que eles estão terrivelmente ameaçados, mas seu número total ainda é de entre 450 mil e 700 mil hoje. Em 1900, havia 10 milhões. A maioria deles foi morta por troféu de caça legal antes das nações africanas começarem a protegê-los em meados do século 20. Hoje, a maioria dos elefantes mortos são resultado da caça ilegal. Embora o comércio de marfim seja proibido internacionalmente, ainda é popular entre os ricos, especialmente na Ásia, e os caçadores ilegais ganham US$ 5.000 (R$ 10 mil) por um par de presas.

Os elefantes também são frequentemente caçados dentro da lei na África do Sul, Quênia e Tanzânia. Estas nações cobram pelo menos US$ 50.000 (R$ 100 mil) por uma licença para matar um único animal. Este deve ser velho ou doente, ou então um elefante incomumente agressivo, que representa uma ameaça para os seres humanos. Esses últimos são geralmente mortos por guardas de reservas naturais. Se o animal não é mais capaz de acasalar e não serve a nenhum uso em seu rebanho, o caçador é então guiado em um jipe para o animal e o guarda o apoia no caso de algum erro.
Em resposta a críticas de grupos de direitos dos animais, os defensores destas caças afirmam que poupam os animais da morte miserável por fome, ou de ser derrubado por outro animal como o leão, e que montes exorbitantes de dinheiro são gastos na conservação das espécies.

1. Rinoceronte

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O rinoceronte ainda é caçado (ilegalmente) por seu chifre, muitas vezes consumido por propriedades pseudomédicas. Há (dados de 2010) cerca de 2.500 desses animais em estado selvagem, incluindo as subespécies, que vivem no Quênia, na Tanzânia, e em torno da costa do sudeste da África, norte da Angola. Caça furtiva de lado, a África do Sul decidiu vender alguns dos animais para caça profissional a preços muito elevados. Em 1996, um homem chamado John Hume comprou três deles por US$ 200.000 (cerca de R$ 400 mil), e vendeu os direitos de caça de dois deles a dois outros homens, que pagaram US$ 150.000 (R$ 300 mil) cada um para caçar os animais. Hume caçou o terceiro. Ele foi um dos primeiros a pagar para uma sociedade de conservação pelo privilégio de caçar um rinoceronte preto.

O método para a caça de rinocerontes é o mesmo que para os elefantes. Eles não se escondem muito bem, têm visão ruim e não entendem a ideia de fugir de um rifle. Mas são o segundo ou terceiro animal mais perigoso da África, depois do búfalo e hipopótamo, e atacam sem provocação. Se são caçados legalmente, o caçador pode manter qualquer parte do animal como troféu, incluindo o chifre. Mas não pode vender qualquer uma dessas peças, uma vez que o comércio internacional é proibido.[Listverse]

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