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8 histórias curiosas envolvendo pizza

A pizza é uma das comidas mais populares do mundo. É muito difícil alguém não gostar deste prato, que é consumido pelo globo todo. Confira dez histórias estranhas que envolvem pizza:

8. Contaminação

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Como é um dos alimentos mais populares do mundo, seria de se esperar que os governos exigissem bastante do comércio de pizza. Só que, se você ver a lista dos níveis de contaminação aceitos pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA) dos EUA, você pode fazer greve de fome. Molho de tomate pode conter até 30 ovos de moscas por 100 gramas, ou 15 ou mais ovos de mosca e uma ou mais larvas por 100 gramas. Quando você considera também a massa da pizza e os recheios, entende que já pode ter comido várias vezes bolor, fragmentos de insetos, pulgões, pelo de roedores, e o que a FDA polidamente chama de “excrementos de mamíferos”.

7. Propaganda radical

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Em 1998, a rede de fast food Pizza Hut teve a ideia de gravar seu logotipo na superfície da lua com lasers de alta potência. Felizmente, o bom senso prevaleceu. Após consultar especialistas, eles perceberam que a tecnologia necessária ainda não estava disponível. Além disso, para que fossemos capazes de ver o logotipo a olho nu, ele teria que ser do tamanho do Texas. Mas o marketing espacial ainda era prioridade para a cadeia de restaurantes. Nos anos seguintes, Pizza Hut fez vários negócios com o programa espacial russo, incluindo colocar seu logotipo em um foguete e entregar pizzas para a Estação Espacial Internacional.

6. À prova de balas

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Em 1969, o ex-fuzileiro naval Richard Davis estava entregando pizzas em Detroit (EUA) quando foi detido. No tiroteio que se seguiu, ele feriu dois de seus atacantes, mas foi baleado duas vezes. Enquanto se recuperava, Davis teve a ideia de criar um colete à prova de balas. Coletes à prova de bala estavam em uso pelo menos desde o ano de 1500, mas até cerca de 45 anos atrás, eles eram volumosos e ineficazes, compostos de metais pesados. Davis queria criar um colete que podia ser escondido sob a roupa. Ele projetou um feito de nylon e o chamou de Second Chance (“Segunda Chance”, em português). Davis levou os coletes para delegacias para fazer propaganda, e deixava policiais atirarem nele para provar sua eficácia. Em meados dos anos 70, o nylon foi substituído por Kevlar, uma fibra sintética originalmente desenvolvida para utilização em pneus.

5. Profissão perigosa

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Richard Davis sobreviveu a seu encontro com assaltantes por ser um ex-fuzileiro naval armado. Outros entregadores não foram tão afortunados. Embora possa parecer uma profissão tranquila, muitas vezes realizada por adolescentes, entregar pizza pode ser extremamente perigoso. Roubos e agressões ocorrem semanalmente. Entregadores são frequentemente atraídos com pedidos falsos e endereços em lugares onde podem ser atacados. Nos casos mais extremos, alguns foram violentados e assassinados. As grandes cadeias de pizza não permitem que seus entregadores portem armas para proteção. Em 2004, quando um motorista da Pizza Hut atirou e matou um assaltante durante o trabalho, foi demitido.

4. Nada de meia hora

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A cadeia de restaurantes Domino’s Pizza se iniciou com uma unidade na Universidade de Michigan, em Ann Arbor, em 1960. Hoje, esta empresa multibilionária é controlada pelo polêmico grupo Bain Capital (cofundado pelo ex-candidato presidencial americano Mitt Romney). Domino’s fez um pouco de sua fama com uma campanha publicitária que garantia que a pizza seria entregue em 30 minutos ou menos, ou sairia de graça. Infelizmente, essa política colocou a rede na mira de processes judiciários quando seus entregadores passaram por acidentes. Alguns alegavam que os motoristas eram obrigados a dirigir de forma imprudente para cumprir seus prazos. Em 1992, a Domino’s pagou US$ 2,8 milhões (R$ 6,27 milhões) à família de uma mulher de Illinois cuja van foi atingida por um veículo de entrega de pizza. Em 1993, um tribunal decidiu em favor de uma mulher de Missouri que se lesionou em um acidente de 1989. Eles resolveram o problema fora dos tribunais por uma quantia que acredita-se ter sido de aproximadamente US$ 15 milhões (R$ 33 milhões), mas a política foi abandonada.

No entanto, a cadeia deve estar ficando mais criativa com suas campanhas de publicidade, já que esse ano, no Brasil, a Domino’s escolheu criar DVDs de filmes que exalam o delicioso cheiro das pizzas. Isso, sim, deve lhes render um aumento nos pedidos.

3. Publicidade esquisita

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Noid era o “garoto propaganda” da Domino’s Pizza – um monossilábico personagem em um terno de coelho vermelho que explicava as dificuldades de entregar uma pizza no prazo de 30 minutos. Noid fazia qualquer coisa a seu alcance para atrasar o motorista, incluindo atirar nas pizzas com uma arma que as deixava geladas. A propaganda era popular o suficiente para se transformar em um jogo de videogame. No entanto, Noid foi o fruto de um acontecimento bizarro em 30 de janeiro de 1989, quando um cliente chamado Kenneth Lamar Noid entrou perturbado em um restaurante Domino’s em Atlanta, Geórgia (EUA), mantendo um par de funcionários como reféns. Kenneth Noid realmente acreditava que os anúncios eram um ataque contra ele. O cerco durou cinco horas, com Noid fazendo exigências bizarras por US$ 100.000 (R$ 224.000) e um carro de fuga, entre outras coisas. Ele obrigou os funcionários a fazê-lo pizza durante o ataque. Depois que eles fugiram, Noid se entregou à polícia. Ele foi acusado de diversos crimes, mas não foi considerado culpado por razões de insanidade.

2. Ligue a TV e peça pizza

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Nos Estados Unidos, o dia do ano em que mais pizzas são vendidas é no domingo do Superbowl (partida que decide o campeão nacional de futebol americano). Mas, curiosamente, alguns outros eventos estranhos já causaram picos e quedas nas vendas de pizza. Um fenômeno bizarro foi a saga OJ Simpson, em 17 de junho de 1994. A nação americana colou na TV para assistir o ex-heroi do futebol americano fugir da polícia com seu amigo Al Cowlings em uma perseguição de baixa velocidade. Domino’s teve um grande aumento nas vendas conforme o carro se arrastava pela estrada. Vários meses depois, a cadeia de pizza notou outra tendência bizarra quando as vendas dispararam nos momentos que antecederam o veredicto no caso. De acordo com o porta-voz da empresa Tim McIntyre, os pedidos diminuíram consideravelmente um pouco depois do meio-dia, quando a decisão foi finalmente tomada. McIntyre disse: “Nós mal podíamos acreditar, mas nem uma única pizza foi pedida nos Estados Unidos por cinco minutos entre 13h00 e 13h05”.

1. Pizza brasileira

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A pizza chegou ao Brasil por meio dos primeiros imigrantes italianos, que desembarcaram em Santos no final do século 19. O bairro paulistano do Brás foi o berço das primeiras pizzarias brasileiras. Mas, antes mesmo da existência das pizzarias por aqui, a pizza já era consumida pelas ruas, como um lanche, a qualquer hora do dia. Eram vendidas, como na Itália, por garotos que carregavam pequenas estufas de cobre cheias de pizzas pré-preparadas que eram mantidas quentes por brasas de carvão.

Apesar da sua origem italiana, a pizza teve influência de outras raças nesta terra de miscigenação que é nosso país. Nos anos 20, surgiram os primeiros pizzaiolos de origem não italiana, que incluíram o tempero de seus países ou regiões ao prato – tanto que nossas pizzas costumam ser muito mais variadas e recheadas que as italianas.
A mais antiga pizzaria ainda em funcionamento, a Castelões, foi fundada em 1924 e mantém em seu cardápio, até hoje, as mesmas pizzas com borda alta e massa grossa dos primeiros tempos.

De acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo, atualmente, são consumidas cerca de 43 milhões de pizzas por mês na Grande São Paulo, incluindo as entregues em casa. Só na capital, existem cerca de 6 mil pizzarias, lanchonetes e padarias onde o paulistano pode saborear uma pizza.[Listverse, FamiliaGomes&NossasPizzas, TecMundo]

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