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8 megaestruturas incríveis abandonadas

Muitos países e desenvolvedores criaram edifícios e complexos gigantescos com propósitos grandiosos, só para essas obras caírem no esquecimento e se tornarem megaestruturas largadas ao vento no meio de paisagens às vezes sombrias. Confira:

8. New South China Mall (China)

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O New South China Mall fica na província de Guangdong e foi inaugurado em 2005. Com 4,64 milhões de metros quadrados de área comercial, o shopping pode acomodar 2.350 lojas – é o maior centro comercial do mundo em termos de espaço locável. Na praça ao ar livre, centenas de palmeiras misturam-se com uma réplica do Arco do Triunfo e da Esfinge egípcia, além de fontes e extensos canais com gôndolas.

O único problema é que o shopping está praticamente deserto. Apesar do design bombástico, apenas um punhado de lojas estão ocupadas. Andar entre lojas destruídas, com corredores empoeirados e escadas rolantes cobertas de lençóis sujos, é como fazer um passeio por um shopping fantasma. Funcionários do parque de diversões indoor do shopping matam o tempo conversando uns com os outros, enquanto a montanha-russa de 550 metros ruge acima.

7. Centro Financiero Confinanzas (Venezuela)

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Para quem não sabe da sua história, o Centro Financiero Confinanzas se parece com qualquer outro arranha-céu inacabado. É o oitavo edifício mais alto da América Latina com 45 andares, e está localizado no distrito financeiro da capital da Venezuela, Caracas. Era para ser uma projeção de riqueza e poder econômico que abrigaria empresas nacionais e internacionais, mas seu interior esconde uma realidade bem diferente. Isso porque, enquanto a “Torre de David”, em homenagem a seu principal investidor David Brillembourg, pode parecer um símbolo da ascensão de Caracas, na verdade é o lar de mais de 700 famílias, uma verdadeira “favela vertical”, exemplo fascinante de reapropriação do espaço em um ambiente urbano.

A construção da torre começou em 1990, mas a morte de Brillembourg em 1993, bem como a crise bancária da Venezuela um ano depois, levou a um impasse na obra. O prédio estava desocupado e inacabado, e se tornou um símbolo irônico do fracasso financeiro que antes era destinado para representar a marcha alimentada a petróleo da economia em expansão da Venezuela. Em outubro de 2007, famílias desabrigadas viram nele uma oportunidade notável de recomeçar a vida.

6. Monumentos políticos (Iugoslávia)

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Estas estruturas foram encomendadas pelo ex-presidente iugoslavo Josip Broz Tito nas décadas de 1960 e 70 para comemorar os locais onde as batalhas da Segunda Guerra Mundial haviam ocorrido (como Tjentište, Kozara e Kadinjača), ou onde ficavam campos de concentração (como Jasenovac e Niš). Elas foram concebidas por diferentes escultores e arquitetos, transmitindo um forte impacto visual para mostrar a confiança da República Socialista. Na década de 1980, estes monumentos atraíram milhões de visitantes por ano, especialmente jovens pioneiros, para “educação patriótica”. Depois que a República se dissolveu no início de 1990, eles foram completamente abandonados, e seus significados simbólicos foram perdidos para sempre.

De 2006 a 2009, o fotógrafo Jan Kempenaers percorreu toda a região da ex-Iugoslávia (hoje Croácia, Sérvia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina, etc) com a ajuda de um mapa de 1975, apresentando diante de nossos olhos uma série de imagens melancólicas, mas marcantes. Suas fotos levantam uma questão: estes antigos monumentos devem continuar a existir como apenas esculturas? Afinal, são bonitos mesmo sem significado simbólico. Por outro lado, a sua condição física em ruínas e abandono institucional refletem uma fratura social e histórica mais geral.

5. Ryugyong Hotel (Coreia do Norte)

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Em meados da década de 1980, a Coreia do Norte queria mudar sua imagem através da construção de algo enorme, que tivesse renome mundial. O projeto simbolizaria o progresso e introduziria novos investidores ocidentais. A decisão foi tomada para a construção de um hotel mais alto do que qualquer outro no mundo, e em 1987 a construção do Ryugyong Hotel começou. Ele deveria ser concluído em 1989, a tempo para o 13º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, mas os desenvolvedores enfrentaram quase todos os obstáculos possíveis, e em 1992 o projeto foi abandonado.

Em um esforço para atrair dólares ocidentais, os norte-coreanos elaboraram planos para um hotel de 105 andares e prometeram uma atitude de livre mercado na supervisão da construção e atividades hoteleiras planejadas. Casinos, discotecas e restaurantes de luxo foram incentivados. Quando o projeto foi planejado, o custo estimado para a construção do “maior hotel do mundo” seria cerca de US$ 230 milhões.

A construção começou em 1987, mas em 1992 vários atrasos e problemas levaram o custo até mais de US$ 750 milhões, ou 2% de todo o PIB da Coreia do Norte. O edifício finalmente chegou a sua altura máxima de arquitetura em 1992, mas um governo falido e uma falta de investidores estrangeiros significou o abandono do projeto. Se tivesse sido concluído conforme originalmente planejado, teria sido o hotel mais alto e o sétimo edifício mais alto do mundo. Na verdade, o Ryugyong inacabado não foi superado em altura por outro hotel até 2009.

4. The San-Zhi Pod Village (Taiwan)

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Situado ao longo de um curto trecho de litoral no norte de Taiwan, jazia um complexo estranho conhecido como The San-Zhi Pod Village. Este local de férias de luxo futurista abandonado continua a ser um mistério para moradores locais e turistas. Várias histórias cercam as circunstâncias que levaram ao seu abandono, mas ninguém parece saber exatamente porque ou como a construção caiu no esquecimento.

O complexo fica em San-zhi, nos arredores de Taipei, no norte de Taiwan. Foi originalmente construído para famílias ricas fugirem da loucura da cidade nos fins de semana. A história mais popular de seu eventual declínio afirma que uma série de acidentes misteriosos, resultando em várias mortes, levou à suspensão de toda a construção. Os moradores locais acreditam que a área é assombrada.

Os edifícios foram programados para ser demolidos no final de 2008, apesar de uma petição on-line para manter uma das estruturas como um museu. A demolição começou em 29 de dezembro de 2008 e, a partir de 2010, todas as casas tinham sido destruídas e o local estava em processo de ser convertido em um resort e parque aquático comercial à beira-mar.

3. Ilha Hashima (Japão)

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Se você viu o novo filme de James Bond, “Skyfall”, então você provavelmente lembra do covil na ilha do vilão Raoul Silva – um amontoado de edifícios apodrecendo sentados no meio do oceano. É tão assustador que você acha que não pode ser real.

Mas é. A ilha é conhecida como Hashima, ou, alternativamente, como Gunkanjima Island, e situa-se cerca de 14 km ao largo da costa japonesa no Mar da China Oriental. No final de 1880, carvão foi encontrado no fundo do mar sob a ilha.

Na época, a empresa Mitsubishi, que estava no negócio, transportava mineiros de Nagasaki para o local de trabalho. Em seguida, a empresa decidiu que seria mais fácil simplesmente construir casas para os trabalhadores e suas famílias na própria Hashima. Prédios gigantes com vários andares foram erguidos. Escolas, templos, restaurantes, mercados e até mesmo um cemitério foram construídos, tudo em um espaço do tamanho de um campo de futebol americano.

Assim que o local chegou a 5.000 habitantes, foi reconhecido como o lugar mais densamente povoado na Terra. No entanto, em 1974, o carvão acabou e a Mistubishi disse ao povo da ilha que poderia ter trabalho para eles no continente – quem chegasse primeiro, conseguiria a vaga. É por isso que as pessoas deixaram a ilha tão rapidamente, largando suas xícaras de café nas mesas e bicicletas encostadas nas paredes.

Há alguns anos, o ator Daniel Craig, que interpreta James Bond, “descobriu” a ilha e a sugeriu que a usassem como um local para o próximo filme 007. Skyfall só mostra cenas externas de Hashima. As cenas internas foram gravadas em estúdio. Isso porque as autoridades japonesas não permitem que qualquer pessoa pise na ilha.

Ultimamente, o interesse em Hashima como um local turístico macabro cresceu. Um calçadão foi construído em torno de metade da ilha, mas isso é tão longe quanto qualquer um pode chegar.

2. Parque de diversões Wonderland (China)

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Em Chenzhuang Village, na China, cerca de 30 km a noroeste do centro de Pequim, as ruínas de um parque de diversões parcialmente construído chamado Wonderland jazem perto de uma estrada, cercadas por casas e campos de milho. As obras de construção do parque, que os desenvolvedores tinham prometido ser “o maior parque de diversões da Ásia”, pararam por volta de 1998, após desentendimentos com o governo local e os agricultores sobre os preços dos imóveis. Desenvolvedores tentaram brevemente reiniciar a construção em 2008, mas sem sucesso. As estruturas abandonadas são agora a alegria de crianças locais e fotógrafos, que se deparam com placas dizendo-lhes para “proceder por sua própria conta e risco”.

1. Battersea Power Station (Inglaterra)

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Battersea Power Station é uma estação de energia a carvão desativada localizada na margem sul do rio Tâmisa, em Battersea, um bairro do sudoeste de Londres. É composta por duas estações de energia individuais: a Battersea Power Station A, construída na década de 1930, e a Battersea Power Station B, a leste, construída na década de 1950. As duas estações têm design semelhante, com um layout de quatro chaminés.

A estação deixou de gerar energia elétrica em 1983, mas ao longo dos últimos 50 anos tornou-se um dos mais conhecidos marcos históricos de Londres. A construção deve muito de sua fama a inúmeras aparições culturais, que incluem cenas do filme “Help!” de 1965 dos Beatles, e a arte da capa do álbum “Animals” de 1977 do Pink Floyd.

Desde o fechamento da estação, o local se manteve praticamente sem uso, com inúmeros planos de renovação fracassados. Em julho de 2012, a usina foi vendida para um consórcio liderado pela Malásia SP Setia, por 400 milhões de libras esterlinas. A estação é o maior edifício de tijolos da Europa e é notável por sua decoração interior Art Deco. No entanto, a condição do edifício é descrita como “muito ruim” pelo Patrimônio Inglês.[Oddee]

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