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9 cidades que você não vai acreditar que são reais

Seres humanos são infinitamente criativos e flexíveis, tanto que acabam vivendo em locais exóticos que desafiam os limites da lógica e/ou sanidade. Confira nove comunidades reais que deixam os entediantes subúrbios no chinelo no quesito originalidade:

9. A “cidade cemitério” filipina com uma população (viva) de 10.000

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Provavelmente ninguém (normal) se imagina vivendo em um cemitério. Infelizmente, os mais de 10.000 moradores do Manila North Cemetery (Cemitério do Norte de Manila) não têm outra opção.

Por causa da superlotação nas favelas da capital filipina, famílias inteiras tentam conquistar espaço vital em qualquer cripta ou mausoléu que puderem. Eles transformaram esse cemitério em uma aldeia completa, com restaurantes e lojas. Subornos já até renderam energia elétrica a alguns moradores.

A economia do cemitério faz uso de seus arredores, com os residentes sendo pagos para manter os túmulos, e as crianças fazendo bicos como carregadoras de caixão. E, por mais estranho que isso seja, Manila não é a única cidade onde as pessoas vivem entre os mortos.

Em el-Arafa, subúrbio do Cairo, também conhecido como “A Cidade dos Mortos” (já que foi originalmente construído como uma necrópole), 250 mil a 1 milhão de pessoas fazem suas casas entre fileiras de túmulos e mausoléus. Pior: el-Arafa está próximo da cidade de Manshīyat Naser, mais conhecida como “favela onde o Cairo joga todo o seu lixo”.

8. A Cidade Azul do Marrocos

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Quando os visitantes chegam à cidade marroquina de Chefchaouen, a visão muda para “modo Smurf”. O que aconteceu nesse lugar? Bom, os residentes judeus de Chefchaouen decidiram pintar a cidade em um tom suave de azul na década de 1930, uma tradição que se mantém até hoje, trazendo muitos turistas ao lugarzinho monocromático.

7. A cidade sobre pedras de Portugal

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Durante séculos, os moradores de Monsanto, em Portugal, viveram em casas construídas sobre enormes pedras. Essas coberturas rochosas dão uma estética Tolkien a aldeia, ou, talvez, um olhar medieval de vila que provocou a ira de um deus gigante de pedra.

Pode até ser bonitinho, mas e quanto à segurança? De qualquer maneira, Monsanto está empenhada em preservar estas casas estranhas para as gerações futuras, para que eles também possam ficar acordados a noite toda suando de medo de uma hipotética pedra fraca no meio da construção grotesca.

6. Cidade australiana subterrânea no meio do nada

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Coober Pedy é uma das cidades mais inacessíveis em toda a Austrália (sem contar que a própria Austrália já é um lugar um pouco isolado). Sendo assim, podemos determinar que ninguém no seu perfeito juízo iria voluntariamente morar em Coober Pedy, mas a descoberta de um rico depósito de opala na região em 1915 trouxe consigo uma enxurrada de mineiros.
Estes mineiros logo perceberam que temperaturas superiores a 43 graus Celsius não seriam agradáveis, então, para escapar do calor de derreter entranhas, se acomodaram no subsolo.

Um século mais tarde, Coober Pedy continua sendo um destino turístico estranhamente popular, mesmo que esteja pelo menos oito horas de distância de uma cidade real. Será que tem uma Disneylândia escondida no meio do deserto australiano?

5. Torres em penhascos no Iêmen

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Ao longo da história da Península Arábica, bandidos eram um verdadeiro problema para as pessoas que gostavam de possuir coisas. Então, para evitar que grupos de ladrões saqueassem tudo nas regiões montanhosas do Iêmen, o Império Otomano construiu aldeias em rochedos vertiginosos. A história não registra quantos inquilinos embriagados caíram do penhasco de 300 metros tentando encontrar seu porta da frente, mas vamos supor que foram muitos (você vê alguma cerca lá em cima?).

Uma dessas aldeias, al-Hajjarah, existe desde o século 11. Hoje em dia, os únicos invasores são turistas corajosos, que caminham de vista a vista, secretamente rezando para saírem vivos.

4. O mosteiro real de “Batman Begins”

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Achou que as bases de operação de Ra’s Al Ghul (supervilão do DC Comics e um dos inimigos do Batman) existiam apenas no cérebro de artistas de quadrinhos? Mosteiros parecidos podem ser encontrados nas altitudes extremas do Himalaia, como o pitoresco Monastério Ki da Índia, que fica a 4.166 metros acima do nível do mar. Desde o início do século 11, este mosteiro é o lar de monges budistas ocupados com seus estudos religiosos.

3. Castelos em forma de rosquinha chineses

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Imagine viver em uma estrutura redonda tipo estádio com até 800 vizinhos. Assim é a vida em um tulou, ou um tipo de castelo fortificado encontrado no sudeste da China.

Os tulous existem desde o século 15 na província de Fujian, e até hoje famílias se espremem ombro a ombro dentro dessas rosquinhas.

Antigamente, os tulous defendiam as comunidades de saqueadores, que tinham muito trabalho para romper essas fortalezas. E, na década de 1980, essas estruturas viraram notícia internacional quando analistas americanos viram imagens de satélite e confundiram as moradias com locais de lançamento nucleares. Os Estados Unidos chegaram a enviar espiões exasperados para investigar esses castelos inocentes, que sequer são as casas mais estranhas da República Popular da China.

2. Casas-caverna da China

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Essas são. Sim, o povo da província de Shaanxi, na China, mora em cavernas, uma solução econômica para o problema da habitação. Eles esculpem suas casas nos lados de morros ou diretamente no solo. E não é um fenômeno isolado – mais de 30 milhões de pessoas vivem dessa maneira.

Enquanto as habitações podem parecer rústicas, muitas têm comodidades modernas, como televisão e internet. Elas ficam em uma região conhecida como a região do solo loess (de coloração amarela) da China, uma área que abrange 2.000 quilômetros e várias províncias diferentes. Esta região é perfeita para viver em cavernas porque o solo é propício à escavação, e está fora do caminho de terremotos.

A vida subterrânea pode não parecer ideal, mas tem alguns benefícios, como a economia de dinheiro no custo de materiais de construção, o cultivo da terra acima do seu teto, e o isolamento durante o inverno e o refresco no verão.

1. Primeira cidade arranha-céu do mundo, feita de argila

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De longe, parece qualquer cidade moderna. De perto, você vai perceber que os edifícios estão bem no meio do deserto, têm centenas de anos, e são feitos de argila.

Em 1500, a cidade comerciante de Shibam (que pode ser encontrada no Iêmen moderno) se cansou de saqueadores beduínos que passavam pela cidade roubando suas coisas. Os anciãos notaram que os beduínos ainda tinham que aprender o poder de levitar, então construíram sua cidade para cima em vez de para fora, em nome da defesa.

Hoje, Shibam atende pelo apelido de “A Manhattan do deserto”, mas bem que poderia ser “Um colapso esperando para acontecer”. Isso porque é feita de oito andares de barro cru. Quando chove, uma camada fresca de argila precisa ser adicionada à superfície dos edifícios. Felizmente, as chuvas não ocorrem com frequência, de modo que esta minimetrópole não derrete a taxas alarmantes. Os antigos devem ter feito algo certo, uma vez que ainda está de pé, meio milênio mais tarde.[Cracked]

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