Dando asas à informação

9 tecnologias reais inspiradas por videogame

Quando os cientistas não estão ocupados ionizando partículas, ou cristalizando sulfetos de hidrogênio, ou fazendo outras coisas que a gente não entende, eles estão relaxando jogando videogame. Como sabemos disso? Bem, como você explicaria essas tecnologias impressionantes que antes existiam apenas em games? Confira:

9. MedPAC

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Qualquer um que já tenha jogado um game de tiro em primeira pessoa sabe que quando está ferido, vai precisar de um MedPAC para curar-se. Tal coisa ainda não é totalmente realidade no mundo médico, mas os cientistas têm trabalhado arduamente na invenção de géis que podem imediatamente parar sangramentos e cicatrizar feridas. Por exemplo, um estudante universitário chamado Joe Landolina inventou um gel que pode parar hemorragias instantaneamente. O produto ativa nosso mecanismo de coagulação natural do corpo.

A agência americana de defesa, DARPA, também está atrás de seu próprio MedPAC, e estuda uma espuma destinada a estabilizar hemorragias internas. Não cura feridas, mas compra tempo para levar um soldado machucado a um hospital.

8. Armas rastreadoras

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Você gosta de atirar, mas é péssimo nisso? Se você tiver US$ 17.000 sobrando (cerca de R$ 34 mil) poderia comprar o XS1, um rifle com sistema operacional Linux desenvolvido pela TrackingPoint. O XS1 tem um botão de rastreamento que, quando pressionado, marca o alvo e o segue conforme ele se move. A partir daí, tudo o que você tem a fazer é segurar o gatilho e alinhá-lo com o alvo. A arma dispara automaticamente quando as duas setas estão alinhadas e leva em conta a velocidade do vento, a altitude, etc. Como em um bom jogo de videogame, a arma ainda pode postar sua conquista online. Mas, se você realmente quiser uma dessas, vai ter que esperar: há uma enorme lista de encomendas.

7. Granadas rastreadoras

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No meio de uma batalha, na vida real, se seu inimigo se escondesse atrás de uma parede, já era: você perdia a chance de atingi-lo. Agora, depois que um pesquisador passou um fim de semana jogando Gears of War, já existe uma granada inteligente. O XM-25 é um lançador de foguetes com granadas programáveis que podem ser definidas para detonar em um ponto específico no espaço, por exemplo, diretamente sobre a cabeça de seu inimigo. Já está sendo usado por algumas forças especiais norte-americanas.

6. Armas completas


Armas padrão são boas, mas para dominar uma situação completamente é necessário usar ferramentas mais extravagantes: câmeras, metralhadoras e outros dispositivos complexos. Em videogames, armas completas e incríveis são muito comuns. E na vida real? Temos pelo menos a M32, capaz de liberar seis rodadas de tiros em menos de seis segundos. Ela também vem com uma variedade de munição, incluindo HUNTIR, que são basicamente câmeras de vídeo em miniatura que flutuam ao chão via paraquedas para a vigilância do campo de batalha, e HELLHOUND, que são projéteis extremamente poderosos que causam danos maciços.

5. Displays HUD

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Quando você está no meio de um tiroteio no videogame, você precisa ser capaz de ver três coisas: onde estão seus amigos/inimigos, um mapa da área e um inventário de suas munições. É aí que displays HUD (head-up displays, ou displays de cabeça) vem a calhar. O Google tem um projeto com o objetivo de levar a internet para óculos, o Google Glass, mas existem várias outras empresas trabalhando para trazer os heads-up displays para a vida real. Engenheiros do Instituto Nacional Ulsan de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul inventaram uma lente de contato com todos os benefícios do Google Glass e nenhum dos efeitos colaterais (como parecer que você perdeu a metade inferior de seus óculos). Pesquisadores da Universidade de Washington (EUA) estão trabalhando em algo similar, e até agora conseguiram uma matriz com 8×8 pixels. É só uma questão de tempo até a tecnologia chegar ao mercado.

4. Contagem de munição


Pessoas que disparam armas com frequência obviamente ficam sem munição, e não apenas quando estão sobrevoando uma cidade fictícia para recuperar sua filha sequestrada fictícia. É por isso que alguém inventou um contador de munição real. O contador é basicamente um pequeno computador que roda com pilhas AAA e é acoplado a arma. Ele usa um acelerômetro para medir o recuo de cada tiro e exibe quantos tiros você já deu. É muito mais preciso do que deixar essa conta para o atirador, porque o computador não se distrai.

3. Tanques invencíveis

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Na série de videogame Battlefield, o seu tanque pode facilmente aguentar ataques diretos de um lançador de foguetes. Na vida real, tanques não são mágicos. A DARPA pegou seu desapontamento e o usou para inventar um sistema de blindagem chamado Cortina de Ferro. Ele usa várias placas de metal para criar um campo elétrico e uma série de sensores para identificar possíveis projéteis. Essas duas coisas trabalham em conjunto para detonar explosivos antes que eles possam entrar em contato com o veículo, economizando custos de reparo e salvando vidas.

2. Controlar personagens

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A única coisa comum a praticamente todos os jogos de videogame é o fato de que você controla o personagem. Agora, cientistas estão descobrindo rapidamente que eles podem fazer o mesmo com animais. Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA) conseguiram conectar baratas para criar os cyborgs mais nojentos do mundo. Eles foram capazes de orientar os insetos através de um computador com uma precisão incrível. O objetivo é usá-las como socorristas (primeiras a responder a uma emergência) para chegar a lugares intransitáveis durante um desastre e enviar informações via vídeo. Para não ficar atrás, cientistas da Universidade Estadual de Nova York (EUA) criaram ratos robôs. O benefício de usar de animais vivos ao contrário de máquinas é que você não precisa fabricar peças complexas. Tudo que você tem a fazer é usar fios e treiná-los para responder a certos estímulos. Pesquisadores afirmam que cada rato pode ser controlado por menos de US$ 40 (cerca de R$ 80).

1. Vidas extras

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Se você fica frustrado ao saber que personagens de videogame ganham uma nova vida com uma facilidade inimaginável e você só tem a opção de ter uma, se console: em um futuro não muito distante, pode haver uma solução. Mark Stephen Meadows é uma das muitas pessoas que acha que seria possível criar um corpo artificial que você pode controlar a partir do conforto da sua própria casa ou de um local especialmente projetado. A capacidade de transferência de dados de forma rápida e de transformar controles físicos e mentais em dados através de algum tipo de interface são tecnologias que já temos disponível. É só uma questão de tempo antes que se tornem mais avançadas, mais baratas e mais fáceis de usar. Um bilionário russo já revelou planos para criar um corpo totalmente holográfico até o ano de 2045. [Listverse]

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