Dando asas à informação

A doença da radiação é contagiosa?

Evacuados da área ao redor da usina nuclear de Fukushima devem ser testado para a contaminação de radiação antes de serem admitidos em abrigos nas proximidades. Quem já está dentro das instalações têm medo de que vestígios de materiais radioativos que podem estar nas roupas, na pele ou dentro dos corpos dos novos moradores contagiem os saudáveis.

Esse medo é legítimo? A exposição à radiação é, de fato, contagiosa? Com pequenos cuidados, não.

“Se alguém tem vestígios de contaminação em seu exterior – em sua pele e roupas -, seria uma prática prudente eliminar tudo isso”, diz Peter Caracappa, físico da saúde e especialista em segurança de radiação do Instituto Politécnico Renssealaer. “Dar um banho nas pessoas e nos seus pertences contaminados também é bom para todos”.

Uma vez que as roupas e a pele de uma pessoa são lavadas, sua capacidade de expor os outros à radiação é eliminada, conta Caracappa. “Se o material radioativo foi ingerido ou inalado e acabou sendo depositado dentro da pessoa, não há maneira alguma dessas substâncias se transferirem para outras pessoas”, garante.

Caracappa calculou que, a fim de entregar uma dose de radiação de um millisievert uma pessoa a um metro de distância, “19 bilhões de becquerel [unidade de medida] de iodo radioativo deve ser depositado na pessoa contaminada”. Para adquirir essa quantidade de iodo 131 do sistema de abastecimento de água em Tóquio, em seu pior dia de contaminação, uma pessoa teria de ter bebido 94 milhões de litros de água – um montante impossível.

Além disso, um millisievert de exposição à radiação não é assim tão perigoso. Isso aumentaria em apenas 0,004% o risco de uma pessoa desenvolver câncer na vida.

Em suma, uma vez que a roupa de uma pessoa exposta à radiação e sua pele foram lavados, ela não representa mais risco algum à saúde dos que a rodeiam. [Life’sLittleMysteries]

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