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As 6 maiores “pegadinhas” da história

A história do “menino do balão”, de 2009 – um garoto de 6 anos cuja família alegou que havia subido a bordo de um balão caseiro, desencadeando uma busca policial em todo os EUA – foi oficialmente declarada uma “pegadinha”.

Desperdício de recurso público por causa de trotes e brincadeiras é mais comum do que parece. E os motivos para a criação de uma farsa são tão variados quanto os fraudadores: alguns fazem por diversão ou lucro, outros para fazer uma declaração social, e certas coisas ninguém entende porque foram feitas.

A história está cheia de grandes fraudes, ou “pegadinhas”. Isso não significa que foram inteligentes ou benéficas, mas sim que foram importantes ou influentes. Confira algumas das farsas mais notáveis e curiosas de todos os tempos:

1 – Raelianos e o clone

Em 2004, uma seita religiosa conhecida como os “Raelianos” afirmou que um grupo de seus cientistas havia criado o primeiro clone humano do mundo, uma menina de três quilos chamada Eve.

O objetivo final, de acordo com o líder da seita, Rael (que alega ter descendido de extraterrestres), era alcançar a imortalidade. O anúncio foi recebido com condenação pública generalizada e ceticismo entre cientistas, enquanto o presidente George W. Bush pediu uma proibição da clonagem humana.

A alegação foi eventualmente exposta como um golpe de publicidade quando o grupo não pode dar provas dos experimentos – nem mesmo mostrar a criança clonada.

2 – Mary Toft e os coelhos

Em 1726, na Inglaterra, uma jovem mulher chamada Mary Toft disse a um vizinho que tinha sido sexualmente agredida por um coelho enorme enquanto capinava em um campo próximo.

Sua história foi descartada como uma ilusão bizarra, até que, seis meses depois, um médico foi chamado à sua cabeceira. De acordo com seu relatório publicado, a mulher deu à luz a cinco coelhinhos!

Enquanto a notícia do nascimento estranho se espalhou por toda a Inglaterra e Europa, Toft deu à luz a mais alguns coelhos, surpreendendo muitos homens cultos da época. Eventualmente, pesquisadores céticos a expuseram e ela confessou que seu marido secretamente escondeu os coelhos em seus lençóis.

3 – Círculos em plantações

Essa é uma das pegadinhas mais famosas do mundo. Muitas pessoas acreditam que os círculos nas plantações têm sido relatados por séculos, mas, na verdade, eles só apareceram cerca de trinta anos atrás.

Os círculos misteriosos foram vistos pela primeira vez no interior britânico, e sua origem permaneceu um mistério até setembro de 1991, quando dois homens, Doug Bower e Dave Chorley, confessaram que haviam criado os círculos durante décadas como uma brincadeira para fazer as pessoas pensarem que OVNIs haviam desembarcado na Terra.

Eles nunca confessaram ter feito todos os círculos – na verdade, muitos podem ter sido “imitações” feitas por outros brincalhões, mas sua fraude foi responsável pelo lançamento dos fenômenos de círculos e desenhos em plantações.

4 – Alan Sokal e o artigo falso

Quando o bem respeitado físico Alan Sokal apresentou um artigo intitulado “Transgredindo as fronteiras: em direção a uma hermenêutica transformativa da gravidade quântica” para o jornal “Social Text”, líder em estudos culturais, o texto foi aceito sem questionamento.

O artigo, em 1996, estava, de fato, propositalmente cheio de jargões acadêmicos e rabiscos pseudointelectuais sem sentido, uma paródia do pós-modernismo e do relativismo filosófico. “Eu intencionalmente escrevi o artigo de modo que qualquer físico ou matemático competente percebesse que era uma paródia”, disse Sokal. Os editores da revista não perceberam. A brincadeira expôs uma fragilidade das publicações científicas.

5 – Tawana Brawley e o “estupro” racial

Em 1987, os EUA balançaram com a história de uma jovem negra chamada Tawana Brawley, que disse ter sido estuprada por seis homens brancos, incluindo vários policiais.

O reverendo Al Sharpton e outras figuras espalharam tensões raciais e acusaram policiais de “esconder” ou “encobrir” um crime. No ano seguinte, após uma extensa investigação (e revelações sobre contradições na história de Brawley), um júri concluiu que a menina tinha inventado o incidente. A promotoria de Nova York processou com sucesso Brawley e Sharpton por difamação.

Não só nos EUA, como no Brasil, não é tão incomum que acusações de crimes, principalmente estupros, acabem se revelando falsos. Tais situações atrapalham muito o trabalho da justiça.

6 – O terror em Amityville

Em 1974, seis membros de uma família de Amityville, Nova York, foram mortos por seu filho mais novo, Butch DeFeo. No ano seguinte, George e Kathy Lutz e seus três filhos se mudaram para a casa.

Logo, é claro, eles alegaram que foram sobrenaturalmente atacados por um fantasma ou espírito demoníaco.
Eles colaboraram com o romancista Jay Anson, que embelezou a história que foi adaptada em um roteiro para o filme “The Amityville Horror” (no Brasil, “A Mansão do Diabo”). Investigadores, céticos em relação a suas reivindicações, comprovaram anos mais tarde a pegadinha, quando o advogado de DeFeo admitiu que ele e a família Lutz fabricaram a história toda, e lucravam consideravelmente com a farsa.[LiveScience]

3 comentários

  1. sugiro verem algo sobre a loira fantasma do taxi em Curitiba.

  2. Faltou a maior mentira do mundo que é o movimento do Cristianismo , com Jesus Cristo , etc … Isto foi apenas um movimento social de valorização da vida e inventaram toda uma história em cima p´ra alguém se dar bem manipulando os otários desgraçados seres humanos da época, e como uma mentira contada várias vezes se torna verdade … deu no que deu … viva a Santa Igreja e seus Cavaleiros Templários , etc … dinheiro riqueza, domínio europeu, etc … que surpresa !

    • Zandor, concordo plenamente. E nem se trata de concordar, mas de ver um fato tal como ele é!

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