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Cheirando nostalgia: porque os cheiros evocam emoções e lembranças?

Você está em um elevador e começa a sentir um cheiro que não lhe é estranho. Dali a pouco, queira você ou não, você sente uma enxurrada de emoções lembrando de bons momentos com seu ex-namorado(a), que usava tal perfume.

Embora todos os nossos sentidos estejam ligados à nossa memória, o cheiro em particular desperta um turbilhão de memórias emocionais. Por quê?

Quando um cheiro penetra no nariz, ele viaja através do nervo cranial e do bulbo olfativo, que ajuda o cérebro a processar o cheiro.

O bulbo olfativo é parte do sistema límbico, o centro emocional do cérebro. Como membro do sistema límbico, o bulbo olfativo pode acessar facilmente a amígdala, que desempenha um papel nas memórias emocionais.

“O olfato tem uma entrada forte na amígdala, que processa emoções. O tipo de memórias que ele evoca são boas e mais poderosas”, explica Howard Eichenbaum, da Universidade de Boston (EUA).

O sistema olfativo também se relaciona com o hipocampo, área do cérebro fundamental para memórias em desenvolvimento. O cheiro vai para as partes emocionais do cérebro e para a memória, enquanto as palavras, por exemplo, vão para partes racionais do cérebro. Por isso, as memórias provocadas pelo cheiro geralmente são nostálgicas e emocionais, em vez de concretas e detalhadas.

Nós não costumamos usar muito nossa memória emocional, porque quando queremos nos lembrar de algo, nos focamos em detalhes e informações, e não sentimentos ou cheiros. Por isso, quando você sente um odor em particular, por mais que não o identifique, ele acaba despertando alguma memória.

E sempre uma memória emocional. Os primatas evoluíram para confiar principalmente na visão, não no cheiro, então essas memórias [que vêm do cheiro] são menos confiáveis. Mas suas emoções são muito, muito verdadeiras.[MSN]

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