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Doenças de pele

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Um clima tropical e um extenso litoral, recheado de praias encantadoras. O cenário brasileiro para uma boa temporada de Verão é convidativo aos passeios e banhos de mar.

Também é especial para o descanso e lazer, importante incentivo ao turismo. No entanto, dispor de toda essa “maravilha” tem um preço a ser pago: a maioria do nosso povo é descendente de povos originários de climas temperados ou frios.

Isso faz com que a pele demore gerações para adaptar-se às agressões físicas que envolvem as exposições solares ricas em raios ultravioleta A e B. Além dos cuidados com queimaduras e o risco de sofrer doenças graves, como câncer da pele, com o clima mais quente, as pessoas saem mais de casa, frequentando parques, praias e piscinas.

Assim, ficam mais expostas a outros tipos de “inimigos”, como as doenças infecto-contagiosas, por exemplo. “Nesse quesito, as dermatoses são distúrbios corriqueiros nessa época do ano, pois as pessoas expõem muitas áreas desprotegidas do seu corpo ao meio ambiente”, constata a dermatologista Kátia Sheylla Malta Purim.

Em atividades ao ar livre, ficam sujeitas às picadas de insetos, contato com plantas, calor, frio, vento, chuva e outros poluentes. Essas infecções, embora sejam tratáveis, podem causar marcas na pele, que podem ser evitadas com cuidados simples.

Micoses

Um dos exemplos de dermatose é a micose dos pés, que pode ser adquirida por pessoas que caminham descalças, tanto na beira da piscina quanto na areia molhada da praia.

Também chamada de tínea, a micose atinge várias regiões do corpo. As mais comuns são denominadas como superficiais, pois se localizam na superfície da epiderme.

Por isso, os médicos alertam que se deve evitar andar descalço, sentar-se diretamente na areia ou em locais freqüentados por cães e gatos. O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, muitas delas, podem desenvolver a doença.

Essas micoses são favorecidas pelo calor, aumento do suor e pelo uso de roupas sintéticas e úmidas. O conselho dos especialistas é para que as pessoas usem roupas de algodão frescas e folgadas, evitem ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo e enxuguem bem o corpo, principalmente as áreas de dobras e os pés após o banho. Segundo Kátia Purim, a doença deve ser combatida pelo uso de medicamentos antifúngicos administrados por via oral ou pomadas aplicadas no local afetado.

Baixa resistência

De acordo com o dermatologista Jayme de Oliveira Filho, o próprio calor, é um inimigo da pele quer seja na indução de doenças causadas pelo excesso de transpiração, como a miliária – conhecida vulgarmente como brotoeja, com mais incidência entre as crianças e a disidrose -doença que afeta mãos e pés, por vezes confundida com outras doenças causadas por um desequilíbrio de ácido úrico.

“O calor e a umidade também são facilitadores de doenças infecto-contagiosas – causadas por bactérias – e fúngicas (micoses)”, observa o especialista. Os praticantes de esporte também encontram no verão uma maior motivação para se exercitar. Sendo assim, principalmente, nos esportes de contato, se ampliam as possibilidades da ocorrência de doenças virais, principalmente o herpes e as verrugas.

“Sua transmissão ocorre por contato direto com a pele ou por meio de objetos contaminados”, explica Kátia Purim. A dermatologista explica que fatores predisponentes, como estresse, traumas, período menstrual ou baixa resistência de defesa orgânica favorecem a sua incidência.

O portador de lesões cutâneas precisa estar atento aos riscos nas atividades inerentes ao verão. Jayme Filho recomenda que, para se prevenir de infecções fúngicas e bacterianas, deve-se evitar o calor excessivo, permanecer em locais ventilados e utilizar medicações profiláticas, como sabonetes antissépticos, assim como iniciar o tratamento precocemente quando do início dos sinais e sintomas,procurando imediatamente um dermatologista.

As doenças de pele

  • Micose: geralmente, a micose ocorre em pessoas em que o organismo é mais propenso ao distúrbio. É aconselhável usar xampus antimicóticos três vezes por semana, já que com frequência elas micoses começam no couro cabeludo, onde passam despercebidas.
  • Acne: usar sempre filtros solares não oleosos. Depois da exposição ao sol, usar o ácido retinóico, que propicia uma limpeza completa.
  • Sardas: é importante o uso de protetores solares com fator de proteção acima de 30.
  • Queimaduras: a exposição ao sol deve ser mínima. Usar filtro solar com FPS acima de 30, reaplicar sempre que entrar na água ou de duas em duas horas e complementar com uso de roupas e chapéu.
  • Brotoeja: Não agasalhe demais as crianças, prefira roupas leves e de algodão. Dê banhos de água doce, assim que chegar da praia e mantenha o ambiente fresco e ventilado.
  • Disidrose: Muitas vezes, ocorrem pelo contato acentuado com a água ou por distúrbios funcionais nas glândulas de suor, além de fatores emocionais. Os cuidados gerais incluem o uso de cremes e pomadas e o tratamento das condições associadas.

Um comentário

  1. Eu gostaria de receber informaçães sobre doenças de pele!

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