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Erik Weihenmayer, o cego aventureiro que já escalou o Everest

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Erik Weihenmayer ficou cego aos 13 anos, no entanto este evento nunca realmente limitou sua vida. Ele é um daqueles raros indivíduos que não apenas conseguiram superar uma deficiência, mas sim vivem como se ela nunca tivesse acontecido.

Ele também é a única pessoa cega no mundo a ter escalado o Monte Everest, entre outras (muitas) realizações.

Aos 44 anos, Erik é o aventureiro cego mais conquistador do mundo. Para ser honesta, ele é um modelo e um exemplo mesmo para pessoas com visão normal. Montanhismo, luta livre, ciclismo, esqui, caiaque, parapente e paraquedismo fazem parte da lista de atividades que Erik já praticou.

Quando era mais jovem, Erik focou-se em apenas um esporte – luta livre – e se saiu muito bem. Ele chegou a representar o seu estado no Campeonato Nacional dos EUA.

Erik se formou na faculdade em 1993, com um mestrado. Logo, se tornou professor. Foi nessa época que começou a escalar e fazer trekking. Rapidamente se tornou bom nisso também. Alcançou o cume do Monte McKinley (o pico mais alto dos EUA) e, em seguida, o do Kilimanjaro (mais alto da África).

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Em 2001, Erik escalou o Monte Everest, e desde então subiu todos os restantes “Sete Cumes” – as montanhas mais altas de cada um dos sete continentes.

Um dos objetivos mais recentes e desafiadores de Erik era tornar-se a única pessoa cega a percorrer de caiaque o Grand Canyon – um trecho de 364 km que inclui mais de meia dúzia de corredeiras perigosas. Ele passou quatro anos treinando para o desafio, mas nada poderia realmente prepará-lo para a experiência.

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Foi terrível, mesmo para os padrões de Erik. “Eu estava remando, e, de repente, senti o rio ferver abaixo de mim. Remei por minha vida. Estava hiperventilando, em pânico total, pois sabia o que estava por vir. O rio iria virar meu barco, me derrubar e me sugar. Nesta primeira vez, eu tive sorte o suficiente para chegar a um barco de segurança. Mas da próxima vez, quem sabe? Quando sou sugado para um redemoinho, não sou como as outras pessoas. Eu não posso ver a luz. Eu não sei qual caminho é o para cima”, contou. Vamos apenas dizer que Erik teve muita sorte de sair daquela situação vivo.

O aventureiro também é palestrante motivacional e escritor. O primeiro livro que ele escreveu se chama “Touch the Top of the World”, publicado em dez países e seis idiomas (sem edição em português). O livro de memórias cheio de ação foi transformado em filme em 2006. A missão de Erik ao Everest também foi amplamente registrada no documentário premiado “Farther than the Eye Can See”.

Surpreendentemente, Erik não vive só de aventura. Ele é um cara de família também. Depois de trabalhar, treinar e se divertir, ele vai para casa ver sua esposa, Ellen, e seus dois filhos, Emma, 12, e Arjun, 10. [OddityCentral]

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