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Gigantesco “planeta zumbi” ressurge

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Seguindo um caminho diferente daquele de Plutão, Formalhaut b recuperou o status de “planeta”, depois de ter sido considerado uma gigantesca nuvem de poeira espacial (o que lhe garantiu o apelido de “planeta zumbi”).

“Levando em conta o que sabemos sobre poeira [espacial] e sobre o ambiente em que o planeta está localizado, nós acreditamos que se trata de um objeto planetário completamente envolvido pela poeira, ao invés de uma simples nuvem”, diz o cientista John Debes, do Space Telescope Science Institute em Baltimore (EUA).

Em novembro de 2008, astrônomos da NASA anunciaram que havia um planeta próximo à estrela de Formalhaut, localizada a 25 anos-luz da Terra, na constelação de Peixe Austral. Na época, o Formalhaut b foi anunciado como o primeiro exoplaneta visto por nós com luz visível – outros, por estarem fora do nosso sistema solar, são detectados a partir de outros tipos de luz.

Morte e ressurreição

Contudo, estudos posteriores colocaram em dúvida a ideia de que Formalhaut b era, de fato, um planeta. Em primeiro lugar, por causa de variações de brilho (relatadas pelos cientistas que o descobriram); além disso, não foi possível captar sinais infravermelhos, ao contrário do que ocorre com os planetas que conhecemos. Por fim, ele estaria se movendo rápido demais e sem alinhamento com a nuvem de poeira ao seu redor.

Recentemente, um novo estudo fez com que Formalhaut b “ressurgisse das trevas”: a partir de novas análises feitas de imagens capturadas pelo telescópio Hubble em 2004 e 2006, cientistas conseguiram explicar cada uma das ressalvas envolvendo o “planeta zumbi”.

“Embora nossos resultados desafiem seriamente o artigo original sobre a descoberta, eles o fazem de modo a tornar a interpretação do objeto muito mais clara, e deixa intacta a conclusão central – Formalhaut b é um planeta massivo”, explica Thayne Currie, ex-astrônomo da NASA e atualmente pesquisador da Universidade de Toronto (Canadá).

A equipe conseguiu captar o planeta a partir de três tipos de luz visível – o fato de não ter emissões infravermelhas sugere, inclusive, que ele é maior do que Júpiter, o mais massivo do nosso sistema solar. Estudando sua órbita, os pesquisadores concluíram que o planeta criou um anel de poeira espacial em torno de si, graças a sua gravidade. E, desta vez, não foram detectadas variações de brilho.

Novos estudos sobre o “planeta zumbi” deverão ser publicados em breve.[LiveScience]

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