Dando asas à informação

Homem carrega cruz gigante pelo mundo todo há 26 anos

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Para muitos, hoje é somente mais um feriado, um dia para se descansar e ficar em casa. No entanto, os mais religiosos (e cristãos) sabem que o significado da Sexta-Feira Santa, ou Sexta-Feira da Paixão, é lembrar o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

E tem gente que realmente leva sua crença a sério – e não só aos domingos de missa. É o caso de Lindsay Hamon, um homem de 60 anos que passou os últimos 26 transportando um crucifixo gigante por todo o mundo, falando sobre Jesus a quem quisesse ouvir.

Ele caminhou por 19 países até agora, incluindo Bielorrússia, Bangladesh, Bulgária, Bélgica, Alemanha, França, Holanda, Irlanda, Índia, Hungria, Nepal, Nova Zelândia, Itália, Rússia, Romênia, Polônia, Sri Lanka, Eslováquia e seu país natal, Inglaterra.

Durante o curso de sua incrível jornada, ele teve alguns momentos incríveis, mas também muitas dificuldades. Apesar de ser atacado e baleado em Bangladesh e expulso da Praça de São Pedro em Roma, Hamon não tem planos de parar seu trabalho em breve.

Ele assumiu por conta própria a missão de carregar a cruz enorme em todo o mundo em 1987, e raramente a colocou no chão desde então. A cruz em si é feita de madeira de cedro e mede cerca de 3,6 metros de altura por 1,8 metro de largura. Tem uma roda em sua base para torná-la mais fácil de arrastar, mas Hamon realmente a carrega no ombro por até 12 horas por dia, geralmente sem ter a menor ideia de onde vai passar a noite.

Ele se apoia em doações de simpatizantes que o ajudam a ficar comprometido com o seu papel como um evangelista cristão. Mas ele precisa voltar a sua cidade natal de Cornwall de vez em quando, para trabalhar e pagar as contas de sua família – ele tem uma mulher e dois filhos.

“Eu tentei desistir do meu emprego e fazer isso em tempo integral, mas não tive dinheiro suficiente para as despesas”, disse Hamon. Às vezes, ele até receia colocar sua vida em risco. “Há um medo que, por vezes, porque eu tenho uma esposa e filhos, não deveria me colocar em perigo. É realmente confiar em Deus, saber que ele irá me proteger”, explica.

Apesar dos problemas que já teve durante sua longa peregrinação, Hamon ama o que faz e não se arrepende. Diferentes pessoas reagem de formas diferentes quando o veem, e ele parece estar perfeitamente bem com isso.

“Acho que muitas vezes as pessoas querem falar, mas se as pessoas não querem saber, eu sigo em frente. O amor que você ganha é incrível, as pessoas param e fazem perguntas, oferecem comida, e às vezes um lugar para ficar”, conta.

Milhares de pessoas curiosas já vieram até ele para perguntar sobre a cruz, e ele apenas reza com elas. Hamon também já foi convidado para ir a bordéis ministrar a prostitutas mais de uma vez, e passou várias noites em abrigos de ônibus ou alojamento com apenas um saco de dormir e um buraco no chão como banheiro.

Nem a mesmo a barreira da língua atrapalhou sua missão. Hamon já ficou cercado por moradores de países estrangeiros que queriam ouvi-lo falar, mesmo se não entendessem inglês. “Às vezes, pessoas traduzem por mim. Um garoto uma vez veio do nada, quando eu estava falando a cerca de 20 ou 30 pessoas, e simplesmente traduziu tudo. Quando terminou, ele simplesmente desapareceu, eu nunca soube quem ele era ou de onde veio, é incrível”, disse Hamon.

Atualmente, Hamon está viajando com sua cruz na Inglaterra, e em breve irá para casa para ver sua esposa e cão, antes de passar para seu próximo destino – Letônia. [OddityCentral]

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