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Longas horas de trabalho aumentam risco de ataque cardíaco

Enquanto você comemora suas horas extras no trabalho, que lhe renderão um dinheiro a mais no fim do mês, a sua dedicação pode prejudicar sua saúde a longo prazo.

As pessoas que trabalham uma média de onze ou mais horas por dia têm um risco 67% maior de sofrer um ataque cardíaco ou morte por doença cardíaca do que aquelas que trabalham um padrão de sete a oito horas. Quem trabalha entre dez e onze horas por dia corre um risco 45% maior.

O horário de trabalho pode ser um sinal de alerta inicial para doenças cardíacas, dizem os pesquisadores. Eles ainda afirmam que o assunto é muito estudado mas pouco posto em prática nos consultórios.

“Se os médicos simplesmente perguntassem a seus pacientes quantas horas por dia eles trabalham durante as consultas, cerca de 5% das pessoas que têm ataques cardíacos a cada ano poderiam ser previamente identificadas como pertencente ao grupo de risco”, conta Mika Kivimäki, pesquisador-chefe e professor de Saúde pública da Universidade de Londres.

Rotineiramente ser o último a ir embora do escritório ou, pior ainda, levar trabalho para casa pode pode aumentar o risco de enfarte por si só, mas pode ser um indicador de um estilo de vida pouco saudável, de acordo com especialistas que não estiveram envolvidos na pesquisa. Eles apontam que o estudo não mostrou uma relação de causa e efeito entre longas horas no emprego e infartos. O nexo aparente, portanto, se deve a uma série de fatores de saúde relacionados ao mundo do trabalho, como o estresse, a falta de exercícios físicos e a alimentação pouco saudável.

“Alguém que trabalha muito também pode comer fast food e não ser muito ativo, por isso pode não ser as longas horas no emprego que resulta em doenças cardíacas”, contrapões Stephen Kopecky, cardiologista e professor de medicina da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota, EUA.

O estudo, uma nova análise de um estudo maior e a longo prazo, acompanhou mais de 7 mil funcionário saudáveis​ de meia-idade no Reino Unido durante uma média de 12 anos. Mais da metade (54%) dos participantes relataram trabalhar sete a oito horas por dia, enquanto cerca de 15% e 10% disseram trabalhar dez e onze horas, respectivamente.

As novas descobertas sugerem que as horas de trabalho deve ser adicionado à lista padrão de fatores de risco para doenças cardíacas, dizem os autores. Esses fatores – que incluem idade, sexo, níveis de colesterol, pressão arterial e histórico de fumo – são combinados para criar o que é conhecido como escore de risco de Framingham, uma estimativa de 10 anos de risco de doença cardíaca.

Shurmur Scott, diretor de Cardiologia Preventiva no Centro Médico da Universidade de Nebraska, Estados Unidos, observa que o estudo não incluiu informações sobre a dieta dos participantes, atividade física ou histórico familiar de doença cardíaca. “Faz sentido”, admite, “mas é difícil estabelecer uma relação de causa e consequência sobre as horas de trabalho quando sabemos tão pouco sobre os pacientes”.

Além disso, os resultados podem não ser significativos para todos os grupos étnicos e as nacionalidades, lembra Robert Scott professor de Medicina Interna no Centro de Ciências da Saúde na Universidade do Texas A&M, em Templo, EUA. “Foram observados trabalhadores na Grã-Bretanha, em grande parte homens brancos e de baixo risco”, aponta. “Isso limita a análise.”

Além do mais, o tipo de trabalho e sua identificação pessoal com o seu emprego pode fazer uma grande diferença, ressalta Kopecky. “Enquanto ficar onze horas sentado na frente de um computador pode não ser lá muito saudável, agricultores são notórios por trabalhar de doze a 14 horas por dia – e eles tendem a viver mais do que a média”, completa. [CNNHealth]

2 comentários

  1. Ataque qualquer um pode sofrer principalmente nessa agitação que não chega a lugar nenhum..

  2. gostaria de compartilhar alguns feedas de vcs em minha pg do FB! COMO FAZER? ESTOU TENTANDO ME INSCREVER MAS NÃO ENTRA O CAMPO!

    GRATA
    ATT.
    ELIZA

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