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Maior aracnídeo do mundo é descoberto fossilizado

Cientistas descobriram o maior aracnídeo fossilizado já visto. A aranha chinesa viveu há cerca de 165 milhões de anos, e pertence a um gênero de aranhas bem conhecidas hoje, Nephila. A criatura encontrada produz teias orbiculares de uma seda muito dura e dourada.

A aranha possui envergadura de cerca de 15 centímetros. Ela é a maior aranha fóssil conhecida. Seu corpo não é o maior, mas, adicionando suas longas pernas, ela é maior já vista.

A espécie Nephila é encontrada hoje por todo o globo em regiões tropicais e sub-tropicais. Até o aparecimento desse novo fóssil na Mongólia, o exemplo mais antigo deste gênero tinha cerca de 35 milhões de anos.

A descoberta mostra que o gênero Nephila existe desde o Período Jurássico, o que o torna o mais antigo gênero de aranhas conhecido.

Ninguém pode dizer com certeza como essa aranha em particular morreu. Ela provavelmente sucumbiu a uma catástrofe natural. O fóssil foi encontrado encerrado em cinzas vulcânicas na parte inferior do que teria sido um lago. Talvez a queda de cinzas de uma erupção a tenha puxado de sua teia e sufocado-a.

Quaisquer que sejam as circunstâncias de sua morte, a preservação de detalhes do espécime é excelente. Dá até para identificar os pêlos de suas pernas, como os tricobótrios, que são muito, muito finos. Eles são usados para detectar vibrações do ar. Há um grupo deles muito distinto, de um tamanho típico do gênero Nephila.

Atualmente, as fêmeas Nephila tecem as maiores teias conhecidas, de até 1,5 metros de diâmetro. Tal destreza é porque as fêmeas são muito maiores do que os machos. Esta disparidade de tamanho é um exemplo do que os biólogos chamam de extremo dimorfismo sexual.

Os pesquisadores estão ansiosos para saber se essa característica é válida para as Nephila antigas também. O mais antigo macho Nephila encontrado na Espanha é do Período Cretáceo. Ele é de tamanho normal, enquanto nos dias atuais as fêmeas são gigantes.

Então, é provável que o dimorfismo exista desde tempos mais antigos. Para confirmar essa suspeita, os pesquisadores querem encontrar um macho no mesmo depósito na Mongólia.

[BBC]

Um comentário

  1. Realmente interessante…
    Resta ver quais foram suas evoluções no decorrer da história.
    Apesar que outras demais também são desencontradas!

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