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Mais meninos do que meninas fazem xixi na cama

Segundo uma nova pesquisa, cerca de 5 em cada 100 crianças molham a cama durante a noite, mas os meninos são duas vezes mais propensos ao xixi noturno.

O estudo contou com mais de 6.000 crianças (cerca de 3.000 meninas e 3.100 meninos) em Hong Kong. Os pesquisadores descobriram que cerca de 7 em cada 100 meninos, e 3 em cada 100 meninas, urinam na cama pelo menos uma vez por mês. Outra descoberta foi que a enurese noturna é hereditária em 4 de cada 10 casos.

Os cientistas explicam que, às vezes, a ligação entre a bexiga e o cérebro não está totalmente desenvolvida na criança. No entanto, mais meninos do que meninas tendem a fazer xixi na cama, porque as meninas amadurecem mais rápido. Aos 15 anos, 99% das crianças já superaram a enurese noturna.

Durante o estudo, os pais preencheram questionários sobre a frequência com que seus filhos molhavam a cama. As crianças tinham entre 6 e 11 anos. Sem surpresa, os pesquisadores descobriram que a enurese diminuiu com a idade. 9 das 100 crianças de 6 anos urinavam na cama, contra 2 de cada 100 de 11 anos de idade.

Na maioria das crianças, a melhor maneira de curar a enurese era a utilização de um “alarme”. Um sensor na cueca da criança, que se apaga quando ela se molha, é conectado a um alarme ou pulseira que fica ao seu lado na cama. Os sistemas de alarme são considerados a primeira escolha para o tratamento da enurese, e funcionam de 80 a 90% do tempo, se usados corretamente.

Porém, como segunda opção, também existem medicamentos, como acetato de desmopressina ou imipramina. No entanto, eles têm efeitos secundários, e não curam definitivamente. Os pesquisadores acreditam que nada mais vai curar a enurese, a não ser superá-la. Por isso o alarme é a melhor escolha.

Estudos anteriores também mostravam ligações entre distúrbios do sono, como a apnéia do sono, que afeta aproximadamente 1 em 50 crianças, com urinar na cama.

Para verificar isso, os pesquisadores escolheram pequenos grupos de crianças, cerca de 400 que estavam em alto risco e 200 que não tinham riscos, para ver se a apnéia do sono estava ligada à incontinência noturna.

A conclusão foi que não, os fatores não são ligados. Cerca de 9 em cada 100 crianças de ambos os grupos fazia xixi na cama. Esta é uma taxa superior à do maior grupo estudado, talvez porque as crianças foram diretamente observadas em um laboratório. [Reuters]

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