Dando asas à informação

O bocejo também é contagiante entre chimpanzés

O bocejo – e seu absoluto contágio – são inexplicáveis entre os humanos. Ninguém sabe por que nós fazemos isso, o que isso representa, e porque não conseguimos fechar a boca quando vimos um.

Os chimpanzés, nossos parentes mais próximos, também se contagiam com os bocejos dos colegas. Porém, para eles, esse pode ser um sinal de ligação social.

Uma nova pesquisa mostrou um vídeo de chimpanzés bocejando para um outro grupo de chimpanzés. Os cientistas descobriram que os animais bocejaram mais frequentemente depois de ver um chimpanzé de seu próprio grupo bocejando, do que no vídeo com chimpanzés estranhos; uma prova de que eles são mais influenciados por quem simpatizam.

23 chimpanzés de dois grupos assistiram os videoclipes. Eles bocejaram 50% mais frequentemente em resposta ao vídeo dos membros de seu grupo bocejando, do que em vídeos de outros grupos bocejando. Os pesquisadores notaram que os chimpanzés prestaram mais atenção ao vídeo de chimpanzés desconhecidos.

Assim como os chimpanzés, os humanos mostram empatia (capacidade de compreender e compartilhar os sentimentos do outro) para os membros do seu próprio grupo social. Até hoje, ninguém estudou se o bocejo contagioso tem aspecto social entre os humanos, mas os pesquisadores acreditam que somos parecidos também nesse quesito.

A ideia é de que os bocejos são contagiosos pela mesma razão que sorrisos, franzidos e outras expressões faciais são contagiosos. O mecanismo que permite que alguém instintivamente imite um sorriso é também o que permite a imitação reflexiva de bocejos.

É importante entender que os seres humanos e os chimpanzés têm parâmetros diferentes de determinação de “familiaridade”, que provoca a empatia. Os seres humanos definem seu próprio grupo social mais amplamente do que os chimpanzés.

Assim, uma pessoa desconhecida pode ser incluída dentro de um grupo social humano, mas um chimpanzé desconhecido é, por definição, um estranho. Talvez por isso o bocejo seja “mais contagiante” ainda entre humanos, e essa ligação social não tão fácil de ser definida.

Os chimpanzés também já foram documentados bocejando em resposta ao bocejo de personagens animados. No entanto, os pesquisadores dizem que é provável que a natureza artificial da animação impediu os chimpanzés de perceber o personagem como um “estranho”.

O bocejo contagioso já foi documentado em cinco espécies, incluindo cães, que podem “pegar bocejos” de pessoas.

[MSN]

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