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Por que adoramos pregar pegadinhas

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Ler essa matéria vai mudar totalmente sua vida.

Há! Te peguei! Feliz 1º de Abril, ou Dia da Mentira!

Pregar pegadinhas é uma parte natural da vida – todo mundo, mais cedo ou mais tarde, participa de tal comportamento cultural. Seja por diversão ou até por maldade, o fato é que a atitude perdura há tanto tempo e é tão comum que surge a questão: por que fazemos essas coisas idiotas? Por que – e não apenas em 1º de abril – encontramos prazer em enganar ou zoar nossos amigos?

De acordo com Jonathan Wynn, um sociólogo cultural na Universidade de Massachusetts Amherst (EUA), muitos de nós ganham uma espécie de “conforto psicológico” em ser o “engraçado” ou “brincalhão” – e alguns até se reconfortam em serem os enganados.

“Dentro de um grupo, o piadista sempre teve uma espécie de status mágico. Por exemplo, os bobos da corte, que eram capazes de provocar o rei. Estas são pessoas que ganham status por terem o papel fundamental de serem brincalhões”, disse Wynn.

No final doloroso da risada, algumas vítimas de brincadeiras podem ficar imediatamente desconfortáveis, porque percebem que são suscetíveis a serem enganadas – ou, mais amplamente, que são simplesmente vulneráveis – pelo menos foi o que mostrou um estudo de 2007 publicado na Revista de Psicologia Geral, um jornal da Associação Americana de Psicologia.

No entanto, pesquisadores explicam que também há um tipo de charme que vem com ser alvo de uma pegadinha bem-planejada.

Quando grupos hierárquicos, como estudantes universitários ou agências de aplicação da lei (como a polícia) usam certas peripécias para momentaneamente constranger novatos (o famoso “trote”), a brincadeira é na verdade um meio de superar as fronteiras sociais e acolher as pessoas novas no grupo. Em outras palavras, deve ser uma “poegadinha lisonjeira”.

“O trote tem a ver com quão bem o novato responde a ele. É claramente um teste”, disse Wynn. “Se você responde graciosamente a uma brincadeira, se inicia como um membro do grupo”.

Então, quando for brincar com alguém, lembre de fazê-lo se sentir especial – e não bobo – no fim das contas. [MSN]

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